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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

TRATAMENTO DO TDAH: HIGIENE DO SONO

No vídeo de hoje falamos sobre os prejuízos que dormir mal podem trazer para sua atenção e aprendizado. Para você dormir melhor, trouxemos várias dicas de higiene do sono, que precisam ser colocadas em prática diariamente para melhorar a qualidade do seu sono. Vem com a gente! Link do vídeo: https://youtu.be/TV0S63psYvM

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ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO PARA LIDAR COM OS SINTOMAS DE TDAH

No vídeo de hoje apresentamos algumas estratégias simples que podem ser usadas por pessoas com TDAH para auxiliar na organização do dia a dia. Recomendamos fortemente que os pacientes e familiares utilizem: 1. Agenda, seja ela virtual ou em papel; 2. Relógios e alarmes, seja de pulso/celular/parede. Além disso, ensinamos como usar a Matriz de Prioridades, que auxilia a organizar as tarefas por ordem de importância e urgência. Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/TDnWI7j5bG0

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MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

Há dois principais tipos de medicação para o TDAH:

  • Estimulantes: são a primeira linha do tratamento para pessoas com TDAH e incluem medicações como ritalina®, concerta® e venvanse®.
  • Não-estimulantes: são frequentemente prescritos quando alguém não responde aos estimulantes, tem alguma história de abuso de substancias ou tem efeitos adversos intoleráveis aos estimulantes.

Nesse texto, vamos falar um pouco sobre medicamentos não estimulantes:

Pesquisas mostram que cerca de 30 a 50% das crianças e adultos com TDAH descontinuam os estimulantes devido aos efeitos adversos ou a falta de resposta.

“Ainda que os estimulantes sejam mais eficazes e funcionem melhor, eles são mais propensos a causar adição e efeitos adversos. Não-estimulates, por outro lado, não são tão eficazes mas são menos propensos a causar efeitos adversos e não tem nenhum potencial aditivo” Diz Ravi N. Shah, MD, professor assistente de psiquiatria no Columbia University Irving Medical Center.

Estimulantes e não estimulantes parecem ter mecanismos de ação diferentes, embora a exata maneira de ação desses medicamentos no TDAH ainda não seja conhecida.

Atualmente existem três medicamentos não-estimulantes aprovados pelo FDA para uso no TDAH:

Atomoxetina

Foi o primeiro nao-estimulante a ser aprovado para o tratamento do TDAH.

Ainda não está claro como a atomoxetina funciona, porém pesquisadores acreditam que ela inibe a reabsorção de norepinefrina na fenda sináptica, um neurotransmissor que aumenta o foco, aumentando a sua concentração no cérebro.

Uma revisão de cinco estudos clínicos demonstrou que a atomoxetina é eficaz no tratamento do TDAH apesar de ser menos eficiente que os estimulantes. De acordo com a American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP), a taxa de resposta a atomoxetina é de apenas 50%.

Alguns dos seus efeitos adversos incluem fatiga e indigestão. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Clonidina

A clonidina é uma medicação que foi orginalmente produzida para tratar a hipertensão arterial. O mecanismo exato pelo qual a clonidina age na redução dos sintomas do TDAH é ainda desconhecido, mas ela parece agir através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina. Porém, foi demonstrado que ela é capaz de melhorar os sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade em pacientes com TDAH.

Dentre os efeitos adversos, destacam-se: náusea, sonolência  e diminuição da pressão arterial. Ela está disponível no Brasil.

Guanfacina

Guanfacina, como a clonidina, também foi originalmente desenvolvida para tratar a hipertensão arterial. Ela também age através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina, melhorando a atividade do córtex pré-frontal. Isso ajuda na regulação da atenção e no controle dos impulsos em pacientes com TDAH.

A guanfacina é atualmente aprovada apenas para o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH com idades entre 6-17. Alguns dos efeitos adversos relatados são náusea, cansaço e diminuição da pressão arterial. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Por que usar não estimulantes?

Medicamentos não estimulantes são uma boa opção de segunda linha para o tratamento do TDAH, especialmente para pacientes que experenciaram problemas com o uso de estimulantes.

“ Os guidelines sugerem que você inicie com os estimulantes, mas há um papel para os não-estimulantes em situações específicas”, diz Shah. “Por exemplo, para pessoas que tem uma história de adição ou de efeitos adversos aos estimulantes. Existem também pessoas que apenas não gostam da ideia de tomar um medicamento controlado, e não-estimulantes são uma boa opção nesse cenário também”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.insider.com/non-stimulant-adhd-medication

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DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 2)

DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 2)

No último texto, selecionamos 3 dicas que podem ajudar você a se tornar mais produtivo. Teste algumas delas e tente aplicar no seu dia a dia aquelas que funcionarem melhor para você. Lembre-se de não se frustrar caso você não se adapte a alguma delas, pois não existe receita de bolo nem regras!

Hoje traremos mais outras estratégias que podem ser uteis:

Regra dos 5 minutos.

Sabe aquela tarefa que você vem procrastinando a um tempo? Aquela que só de pensar embrulha seu estômago? Talvez essa dica ajude você.

Programe-se para gastar apenas 5 minutos na tarefa antes de começa-la. Você pensa: “vou me dedicar apenas 5 minutos” e é isso. Se após esse tempo você se sentir motivado a continuar tudo bem, do contrário se passado esse tempo você quiser parar tudo bem também!

Separe as tarefas mais importantes

Eu sei que você tem várias coisas para fazer. Porém quando você planeja sua lista de atividades, você tem que separar aquelas que são mais importantes e deve fazer elas primeiro. É mais fácil se sentir motivado no início e se você deixar as coisas importantes para o final, vai estar sem energia para fazer aquilo que mais precisava ser feito. 

Alarmes e calendário

Uma dica para ajudar você a não esquecer compromissos é anotar em um calendário os compromissos fixos com antecedência. No momento em que você já tem estabelecida a data da reunião, anote em um calendário e programe um alarme no seu celular para o dia. Não deixe para fazer isso depois, porque você pode esquecer e acabar tornando mais difícil para se organizar. Ter um esquema do mês além das listas de tarefas diárias ajuda você a não esquecer prazos e compromissos com data marcada. O alarme no celular pode ser também um ótimo lembrete.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/mental-health/7-adhd-inspired-hacks-for-better-concentration#5.-MIT:-Most-important-tasks

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DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 1)

DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 1)

Quem TDAH certamente já sofreu com a procrastinação. Não conseguir iniciar as tarefas e deixar tudo para última hora é uma dificuldade bem conhecida. Porém existem estratégias que podem ser utilizadas para ajudar você a driblar esse problema. Separamos algumas que podem ajudar você:

1- Bullet Journal
Se você tem dificuldade para se adaptar aos planners comprados prontos, essa dica é para você.

Os planners comprados tem a limitação de muitas vezes não serem exatamente aquilo que procuramos ou precisamos. O problema é que tentar fazer o seu próprio planner pode ser uma tarefa difícil.
Sendo assim, o bullet Journal é uma forma de contornar esse problema. Ele é um método de organização que você pode aplicar em qualquer caderno. Ele ajuda você a criar notas de forma organizada de tudo aquilo que você quiser, inclusive listas de seus filmes favoritos.

2- Faça tudo de uma vez

Essa é uma dica para aquelas tarefas simples e fáceis que ficamos procrastinando como responder e-mails. Quando você pensar em abrir seu e-mail, faça tudo o que precisa de uma vez: leia os e-mails novos e responda aquilo que tem que responder, delete os spams e pronto. Você vai perceber que passaram apenas alguns minutinhos. Se você deixar para depois a chance é que vai acabar acumulando.

3- Tecnica pomodoro

Esse método pode ajudar você não só a estudar, mas a fazer qualquer tarefa mais longa que exija algum tempo de dedicação, como arrumar as roupas e limpar a bagunça. A técnica consiste em cronometrar 25 minutos em que você vai se dedicar integralmente a tarefa em questão seguido de 5 minutos de pausa e assim sucessivamente em ciclos. Após alguns ciclos você pode fazer um intervalo maior. O legal é que existem sites com cronômetros prontos na internet.

Artigo baseado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/mental-health/7-adhd-inspired-hacks-for-better-concentration#5.-MIT:-Most-important-tasks

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CARGA DE DOENÇA E CUSTOS MÉDICOS DO DIAGNÓSTICO DE TDAH EM ADULTOS.

CARGA DE DOENÇA E CUSTOS MÉDICOS DO DIAGNÓSTICO DE TDAH EM ADULTOS.

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, ainda é pouco reconhecido na população adulta, apesar de seu impacto na qualidade de vida.

Um estudo retrospectivo de coorte longitudinal publicado em 2020 buscou analisar os custos médicos e a carga de doença do TDAH diagnosticado em adultos.

Para isso, os pesquisadores coletaram informações em alemão do banco de dados InGef de seguros de vida estatutários. Ao todo, foram identificados 2,380 indivíduos adultos que receberam diagnóstico de TDAH, sendo que 60% deles eram homens e tinham uma média de idade ao diagnóstico de 35 anos. Os pacientes então tiveram seus dados analisados antes e depois de receberem o diagnóstico, no período entre 2012 e 2017.

Os pacientes foram subsequentemente classificados de acordo com a prescrição de medicamentos específicos para TDAH. Os pacientes que receberam ao menos 2 prescrições de medicamento durante o primeiro ano após o diagnóstico foram classificados como “uso inicial de medicação para TDAH”, enquanto aqueles que receberam apenas uma ou nenhuma foram classificados como não tendo medicação inicial. 

Os pesquisadores encontraram que, nos anos anteriores ao diagnóstico, as comorbidades psiquiátricas, medicamentos para transtornos específicos (principalmente antidepressivos), psicoterapia e custos em saúde aumentavam, atingindo um pico no ano do diagnóstico. Após o diagnóstico, essas variáveis tendiam a cair porém eram maiores comparado com os níveis observados antes do diagnóstico. Isso sugere um aumento progressivo da carga sintomática ao longo dos anos antes do diagnóstico. Estudos anteriores já haviam demonstrado que o atraso no reconhecimento do TDAH pode levar ao aparecimento ou piora de várias comorbidades psiquiátricas. 

Além disso, comorbidades, medicamentos correspondentes, psicoterapia, custos em saúde, auxílio doença e dias de licença médica eram mais frequentes em pacientes com uso inicial de medicação, sugerindo uma maior carga de doença. 

Um achado importante do estudo foi que menos de 1/3 dos pacientes receberam qualquer prescrição de medicamento para TDAH no início do diagnóstico. Ao mesmo tempo, cerca de 2/3 dos indivíduos receberam psicoterapia no ano do diagnóstico. Isso mostra que o uso de estimulantes é ainda relutantemente prescrito na população adulta.

O desenho longitudinal desse estudo permitiu um acompanhamento dos pacientes antes e depois do diagnóstico de TDAH. Porém, uma das limitações do estudo é que alguns indivíduos podem ter recebido o diagnóstico de TDAH na infância, o que não pôde ser analisado dentro do período de dados coletados no estudo.

Referência:
Libutzki B, May M, Gleitz M, Karus M, Neukirch B, Hartman CA, Reif A. Disease burden and direct medical costs of incident adult ADHD: A retrospective longitudinal analysis based on German statutory health insurance claims data. Eur Psychiatry. 2020 Oct 1;63(1):e86. doi: 10.1192/j.eurpsy.2020.84. PMID: 32998793; PMCID: PMC7576526.

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FATORES PSICOLÓGICOS ENVOLVIDOS NA ADESÃO A PISCOFARMACOS

FATORES PSICOLÓGICOS ENVOLVIDOS NA ADESÃO A PISCOFARMACOS

A adesão aos psicofármacos é essencial para o tratamento efetivo dos pacientes psiquiátricos. Pensando nisso, uma revisão sistemática publicada em 2020 no Patient Education and Counseling Journal  buscou analisar na literatura vigente fatores psicológicos de controle de saúde que estivessem relacionados a adesão ao tratamento medicamentoso. 

Ao todo foram incluídos 29 estudos, totalizando uma amostra de 222 adolescentes, a maioria com Transtorno de Déficit De Atenção/ Hiperatividade (TDAH), e 6139 adultos, diagnosticados especialmente com esquizofrenia, Transtorno de Humor Bipolar ou Transtorno Depressivo.

De acordo com o estudo, a adesão aos psicofármacos depende de diversos fatores sociodemográficos, clínicos e psicológicos. Ela está relacionada às crenças que os pacientes têm acerca da saúde e a variáveis psicológicas como a auto-eficácia e o locus de controle.

As principais razões encontradas para a não-adesão à farmacoterapia foram os efeitos adversos e a falta de motivação.  Além disso, a não-adesão medicamentosa foi associada com menores níveis de escolaridade e de status socioeconômico. Como escrevem os autores, isso poderia influenciar as percepções do indivíduo acerca da sua saúde mental e o seu comportamento em relação a sua saúde.

No geral, o diagnóstico e a duração do tratamento farmacológico não foram capazes de prever a adesão, apesar de que os sintomas e a gravidade da doença foram associados com a adesão medicamentosa.

Quanto a não-adesão não intencional, uma das principais barreiras encontradas foi a do esquecimento. 

Altas taxas de adesão foram relacionadas com uma maior percepção do indivíduo da necessidade do uso de tratamento medicamentoso e com o desejo de evitar readmissão no hospital. A participação no processo de decisão foi um fator também capaz de aumentar a adesão e a satisfação de alguns pacientes.

Além disso, foi encontrada uma associação positiva entre adesão e bem-estar, qualidade de vida e suporte familiar. Como escrevem os autores, isso corrobora a relevância de relações interpessoais positivas no processo de adesão aos medicamentos.

Sendo assim, como concluem os pesquisadores, são necessários programas multifacetados para promover a melhor adesão. Por exemplo, a educação dos pacientes poderia incluir o aumento da confiança nos medicamentos (aumento da percepção da necessidade) bem como informações sobre como a adesão aos medicamentos poderia aumentar a qualidade de vida. Além disso, também poderiam ser empregadas intervenções que incluam o comprometimento da família no tratamento do paciente, bem como uma participação mais ativa do paciente no processo de decisão.

Referência:
Marrero RJ, Fumero A, de Miguel A, Peñate W. Psychological factors involved in psychopharmacological medication adherence in mental health patients: A systematic review. Patient Educ Couns. 2020 Oct;103(10):2116-2131. doi: 10.1016/j.pec.2020.04.030. Epub 2020 May 7. PMID: 32402489.

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