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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) frequentemente ocorre em conjunto com outros transtornos psiquiátricas. Um deles que pode estar presente é o Transtorno de Acumulação.

De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição), o Transtorno de Acumulação é classificado como um dos transtornos relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Segundo o manual, indivíduos com esse problema possuem uma dificuldade persistente de se desfazer ou dividir bens, independentemente de seu valor.

Essa dificuldade se deve a uma necessidade percebida de guardar os itens e ao desconforto associado ao se desfazer deles, o que resulta em um acumulo de objetos que ocupam áreas de convívio comprometendo o seu uso. Isso, por sua vez, acaba levando a prejuízos significativos na vida social, ocupacional ou em outras áreas da vida do indivíduo.

Assim como muitos transtornos psiquiátricas, inúmeros fatores incluindo genéticos e ambientais estão envolvidos na gênese do transtorno. Ainda, alguns transtornos psiquiátricos aumentam a propensão para o desenvolvimento desse comportamento, como é o caso do TDAH.

Pessoas com TDAH já possuem uma dificuldade de organização e de auto-regulação, além de poderem agir mais impulsivamente, o que contribui para o comportamento de acumulação.

Se você conhece alguém ou acredita que você possa ter problemas de acumulação, abaixo seguem algumas dicas:

– Não tenha receio de pedir por ajuda. Procure apoio das pessoas próximas de você.

– Não coloque as coisas em um canto, guarde-as no local correto. Tente deixar os itens em casa próximo do seu local de uso.

– Resista a tentação de deixar as coisas para depois. Guarde os objetos assim que terminar de usá-los, por exemplo. Deixar para depois só facilita para que se criem pilhas e colocar os objetos no lugar na hora levará apenas alguns minutos.

– Desapegue da ideia de que algo inutilizado pode eventualmente se tornar útil. Se fizer anos que você não usa algum objeto, talvez esteja na hora de passa-lo adiante…

Referências:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519704/table/ch3.t29/

https://www.psychiatry.org/patients-families/hoarding-disorder/what-is-hoarding-disorder

https://www.psychologytoday.com/ca/blog/conquer-the-clutter/202008/addadhd-and-hoarding-disorder

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SEGURANÇA DO USO DE PSICOTRÓPICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

SEGURANÇA DO USO DE PSICOTRÓPICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Os medicamentos psicotrópicos usados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), da depressão, da ansiedade ou de outros transtornos de humor foram amplamente estudados na população adulta. Estudos feitos com crianças e adolescentes tendem a focar também majoritariamente na efetividade do uso desses medicamentos. Por conta disso, uma revisão sistemática recente buscou avaliar o perfil de segurança desses medicamentos em crianças e adolescentes.

O estudo buscou sintetizar as evidências disponíveis quanto a segurança de 4 grandes classes de medicamentos psicotrópicos usados em crianças e adolescentes. Os pesquisadores focaram em eventos adversos como efeitos adversos ou outros problemas ligados a 80 medicamentos em quatro categorias: antidepressivos, antipsicoticos, medicamentos usados no TDAH e estabilizadores de humor. Os estudos somaram dados de 337,686 crianças e adolescentes. A maioria dos participantes faziam uso de medicamentos para TDAH ou depressão (aproximadamente 149000 e 121000 respectivamente).

Os efeitos adversos observados no geral foram leves:

  • Antidepressivos: Achados comuns foram náusea, vômitos, e parada de medicação por conta dos efeitos adversos. Escitalopram e fluoxetina foram os menos propensos a causar efeitos adversos.
  • Antipsicóticos: Problemas comuns foram sonolência, movimentos musculares atípicos e ganho de peso. Lurasidona foi o menos propenso a causar efeitos adversos.
  • Medicamentos para o tratamento do TDAH: Problemas comuns foram perda do apetite e insônia. O metilfenidato foi o menos propenso a causar efeitos adversos.
  • Estabilizadores de humor: efeitos comuns foram sonolência e ganho de peso. O lítio foi o menos propenso a causar efeitos adversos apesar de que os efeitos a longo prazo como lesão renal podem estar mal representados.

Uma das limitações do estudo foi a falta de dados sobre efeitos adversos para muitas das medicações usadas nos estudos analisados. Além disso, efeitos raros e de longo prazo foram provavelmente mal representados na amostra.

O que os pais devem questionar quando seu filho recebe a prescrição de um psicotrópico?

  • Para que serve a medicação? Muitos pais não sabem ao certo o porquê de seu filho estar usando determinada medicação. Esteja ciente do diagnóstico do seu filho, do porquê de ele necessitar a medicação e no que a medicação pode ajudar. Você também pode solicitar recomendação de fontes de informação na internet, etc.
  • Esta medicação é a única opção disponível? Questione sobre as razões de prescrever cada opção e os potenciais riscos e benefícios
  • Quais são os efeitos adversos esperados? Procurar cada um dos efeitos adversos possíveis pode não ser viável, porque a lista pode ser longa e gerar ansiedade desnecessária. Foque nos efeitos adversos comuns e importantes. Muitos adolescentes podem ter dificuldade em aderir a medicação regularmente, portanto questione sobre efeitos de retirada importantes.
  • Por quanto tempo o seu filho deve fazer uso do medicamento? Apesar de não ser possível prever o futuro, procure saber qual a proposta de plano de tratamento.
  • O que mais você deve saber? Alguns medicamentos requerem cuidados adicionais como exames de sangue periódicos, restrição de alguns alimentos e de outros medicamentos por exemplo.

Por fim, esteja ciente de que o medicamento é apenas parte do tratamento. Apesar de ser uma das ferramentas mais importantes, abordagens comportamentais, sociais e ambientais também estão envolvidas.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.health.harvard.edu/blog/children-teens-and-the-safety-of-psychotropic-medicines-2020080620715

 

 

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ESTUDO SUGERE QUE PESSOAS COM TDAH SÃO MAIS PROPENSAS A ADQUIRIR COVID-19

ESTUDO SUGERE QUE PESSOAS COM TDAH SÃO MAIS PROPENSAS A ADQUIRIR COVID-19

Recentemente foi publicado um estudo conduzido por pesquisadores de Israel intitulado “TDAH como fator de risco para infecção com COVID-19”.

Os pesquisadores analisaram 14022 indivíduos registrados no Leumit Health Services entre fevereiro a abril de 2020 e  que fizeram ao menos um teste de COVID nesse período. Cerca de 10% dos indivíduos testaram positivo. Os pesquisadores encontraram que as taxas de TDAH eram significativamente maiores no grupo que testou positivo (16,24%) em comparado com o grupo que testou negativo (11,65%).

O risco de testar positivo para COVID era maior nos indivíduos com TDAH não tratado comparado com aqueles sem diagnostico de TDAH, mesmo controlando os dados para status socioeconômico e variáveis demográficas, gênero e idade. Os indivíduos com TDAH tratado não tinham risco aumentado em relação aqueles sem o diagnostico.

Ao contrário do TDAH, outros transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão tiveram uma associação contrária, sendo no caso associados com um menor risco de testar positivo para COVID.

Uma das explicações sugeridas pelos autores do estudo é a de que pessoas com TDAH podem ser mais propensas a correr riscos como entrar em contato com outras pessoas e a frequentar aglomerações. Pessoas com TDAH tendem a buscar recompensas momentâneas, sacrificando por vezes as consequências a longo prazo.

Outra possibilidade é a de que pessoas com TDAH se sujeitem inadvertidamente a situações de risco ou que possam aderir menos as recomendações de isolamento. Contudo, uma vez que o estudo não mostrou relação de causalidade, é possível que haja outra explicação para os achados.

Artigo adaptado e traduzido de: https://psychcentral.com/blog/adhd-millennial/2020/07/study-suggests-people-with-adhd-more-likely-to-get-covid-19#3

Referência:  Merzon E, Manor I, Rotem A, et al. ADHD as a Risk Factor for Infection With Covid-19. Journal of Attention Disorders. 2021;25(13):1783-1790. doi:10.1177/1087054720943271

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NOVE SINAIS DE TDAH EM ADULTOS

NOVE SINAIS DE TDAH EM ADULTOS

Conviver com o TDAH não diagnosticado pode trazer algumas desvantagens. Por um lado, você pode acabar se sentindo subestimado quanto a suas habilidades e pode até mesmo se sentir desmotivado por conta das dificuldades do TDAH. Entender como as suas dificuldades funcionam pode ajudar você a estabelecer estratégias que sejam verdadeiramente efetivas ao mesmo tempo em que pode servir de incentivo para que você use suas aptidões ao seu favor.

Judy Katz, terapeuta ocupacional em Chicago que trabalha com crianças com TDAH e que também foi diagnosticada com TDAH, separou alguns sinais que podem estar presentes no TDAH na vida adulta:

1) Você se distrai nos próprios pensamentos

É comum para pessoas com TDAH se distraírem e perderem parte de informações em conversas, programas de TV ou qualquer outra forma mais longa de conteúdo. Uma pequena distração é suficiente para fazer com que você se perca em uma cadeia de pensamentos. Uma dica é: gravar a conversa sempre que for participar de uma reunião importante.

2) Você se distrai com o ambiente

É possível que você se perca durante caminhadas ou dirigindo para o trabalho, especialmente se houver alguma distração no caminho. De repente você percebe e já passou duas quadras do ponto onde deveria dobrar…

3) Você apresenta hiperatividade motora

Isso significa que você tem dificuldade em se manter parado. Pode significar por exemplo que você precise caminhar ou utilizar as mãos de alguma forma, como através de um spinner.

4)  Você procura estímulos sensório-orais

Você pode sentir a necessidade de mascar chiclete, beber café, ou morder a pontinha do lápis para se manter calmo ou focado.

5) Você consegue prender a atenção por um curto período de tempo

Você perde o foco, seus olhos vagam para outro lugar ou você se perde em pensamentos.

6) Você tem dificuldade de se organizar com tarefas diárias

Você esquece ou perde objetos com frequência como chaves, guarda-chuvas ou cartões. Você tem dificuldade em organizar tarefas diárias como lavar a roupa, manter a casa limpa, marcar consultas ao médico…

7) Você tem dificuldade no manejo do tempo

Planejar com antecedência ou calcular o tempo necessário para tomar banho, se vestir e chegar a tempo é um grande desafio para você!

8) Você tem ansiedade

Saber que os outros dependem de você para manejar o seu tempo e o deles pode ser uma grande fonte de ansiedade. Você fica ansioso sabendo de suas dificuldades com medo de que elas se manifestem, como por exemplo, a possibilidade de esquecer um compromisso importante.

9) Você tem dificuldade em iniciar tarefas e completa-las

Você perde muito tempo procrastinando e por vezes acaba se envolvendo em múltiplos projetos ao mesmo tempo, muitas vezes não terminando nenhum deles.

Se você tiver receio de que tem TDAH, tente conversar com o seu médico ou procure algum profissional especializado. TDAH tem tratamento e isso pode trazer inúmeros benefícios em vários aspectos da sua vida social e profissional!

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.purewow.com/wellness/signs-of-adhd-in-adults

 

 

 

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TDAH E SONO: QUAL A RELAÇÃO?

No vídeo de hoje falamos sobre a relação entre TDAH E SONO. Sabia que problemas de sono são uma das comorbidades mais comuns em crianças, adolescentes e adultos com TDAH? Para saber um pouco mais sobre o assunto e a relação entre dificuldades de sono e TDAH, assista o vídeo através do link: https://youtu.be/icCFIoDxlVM

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TRATAMENTO DO TDAH: HIGIENE DO SONO

No vídeo de hoje falamos sobre os prejuízos que dormir mal podem trazer para sua atenção e aprendizado. Para você dormir melhor, trouxemos várias dicas de higiene do sono, que precisam ser colocadas em prática diariamente para melhorar a qualidade do seu sono. Vem com a gente! Link do vídeo: https://youtu.be/TV0S63psYvM

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ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO PARA LIDAR COM OS SINTOMAS DE TDAH

No vídeo de hoje apresentamos algumas estratégias simples que podem ser usadas por pessoas com TDAH para auxiliar na organização do dia a dia. Recomendamos fortemente que os pacientes e familiares utilizem: 1. Agenda, seja ela virtual ou em papel; 2. Relógios e alarmes, seja de pulso/celular/parede. Além disso, ensinamos como usar a Matriz de Prioridades, que auxilia a organizar as tarefas por ordem de importância e urgência. Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/TDnWI7j5bG0

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UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

Com a pandemia, todos os pais conhecem o eterno desafio de fazer as crianças se concentrarem nos estudos, principalmente aquelas com TDAH.  No texto de hoje vamos falar de uma estratégia promissora e que a princípio não é muito difícil de ser empregada.

Em 2009, pesquisadores descobriram que apenas 20 minutos de exercício aeróbico moderado com elevação da frequência cardíaca para 60% da frequência máxima do individuo podia melhorar a performance acadêmica de crianças imediatamente.

“Pense nisso como aproximadamente o ritmo da caminhada para a escola pela manhã” disse Charles Hillman, autor do estudo e Diretor Associado do Center for Cognitive and Brain Health da Northeastern University. Crianças pré-adolescentes caminharam em uma esteira por 20 minutos e após foram administrados testes cognitivos (a velocidade era fácil o suficiente para que nenhuma criança não fosse capaz de acompanhar). A conclusão foi que “Doses agudas e únicas de exercício aeróbico moderadamente intenso podem melhorar o controle cognitivo da atenção” por pelo menos 60 minutos após.

O exercício aeróbico, como diz Hillman, ajuda crianças a focarem a sua atenção durante as tarefas demandantes- como as aulas online- e as ajuda a afastar distrações. Esse foco permite que elas processem informação mais rapidamente, diz ele, o que se traduziu no estudo  numa melhor acurácia nas medidas cognitivas e maiores notas alcançadas em leitura e matemática.

E quanto a crianças com TDAH, que já sofrem com dificuldade na concentração, poderia o exercício físico ser útil?

Um estudo de 2012 descobriu que imediatamente após o exercício, crianças com TDAH tinham uma performance melhor em testes de leitura e matemática e tinham níveis melhores de atenção e auto-regulação. Ainda, num estudo de 2020, crianças com idades entre 11 e 16 anos com TDAH que faziam exercício com bicicleta por 20 minutos em intensidade moderada tiveram melhoras similares na capacidade de focar em tarefas por pelo menos 60 minutos após o exercício.

Segundo Matthew Pntifex, professor associado do Departamento de Cinesiologia da Michigan State University e autor do estudo de 2012, “elas foram mais capazes de regular seu comportamento e tiveram mais capacidade de estabelecer ações corretivas”

Isso acontece porque o exercício parece ajudar na habilidade da criança de inibir impulsos inapropriados e de selecionar uma resposta mais apropriada para esses impulsos.

O exercício também pode ajudar a suprimir respostas motoras para comportamentos aprendidos, como falar alto durante a aula. Na sala de aula, esse controle ajuda as crianças a focarem nas instruções. Em casa, isso pode ajudar elas a focarem na aula online e resistirem à tentação de jogar videogame.

A boa notícia é que 20 minutos podem não ser necessários. Até mesmo pequenas doses de exercício durante as pausas podem ser efetivas, o que pode ser mais prático para os pais. Qualquer atividade física serve.

Em 2004, Matt Mahar, diretor da School of Exercise and Nutritional Sciences da San Diego State University, desenvolveu o programa “Energizers”, uma série de exercícios físicos de pequena duração que crianças podem praticar. Mahar recomenda 2 ou 3 pausas por dia para ajudar as crianças a focarem na tarefa, onde quer que estejam. Exercício no meio do período de estudo, como escreve Mahar, é parte de um achado consistente das pesquisas de que “ atividade física baseada na sala de aula resulta em melhores comportamentos durante a tarefa do que aulas sedentárias com os alunos sentados” para todas as crianças, não apenas aquelas com TDAH.

As crianças são mais propensas a aderir a atividade se seus pais não dizem simplesmente a elas para “fazerem exercício físico”. Pais e crianças podem usar a criatividade, mas preferencialmente deve-se focar em atividades que a criança já gosta. Experts concordam que agregar atividade ao ar livre é uma combinação ideal, e pode-se optar por soluções simples. Apenas uma caminhada serve. Por exemplo, Hillmann recomenda começar o dia com uma caminhada de 20 minutos e adicionar pequenas pausas de mobilidade durante o dia.

Que tal dar uma volta?

Artigo adaptado e traduzido de:

https://www.washingtonpost.com/health/exercise-breaks-help-kids-with-adhd-learn/2020/08/14/57f41e94-cc2f-11ea-bc6a-6841b28d9093_story.html#comments-wrapper

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