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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

GENÉTICA E AMBIENTE NO TDAH

Nesse vídeo os professores Dr. Claiton Bau (UFRGS) e Dr. Diego Rovaris (USP) falaram sobre a genética do TDAH e também sobre o papel do ambiente no desenvolvimento do TDAH. Para entender mais sobre tudo isso, assista o vídeo!

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CONTRIBUIÇÕES DA PESQUISA GENÉTICA PARA PACIENTES COM TDAH

Nesse vídeo os professores Dr. Claiton Bau (UFRGS) e Dr. Diego Rovaris (USP) falaram sobre as contribuições que as pesquisas em genética têm trazido. Sabemos há muito tempo que os genes têm um papel fundamental para origem do TDAH, mas apenas recentemente esses mecanismos tem sido desvendados. Para entender mais sobre tudo isso, assista ao vídeo!

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SINTOMAS DO TDAH PARTE II: DESATENÇÃO

Você tem TDAH ou conhece alguém que tenha? Sabe quais os sintomas que o caracterizam? O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é um transtorno que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante reconhecer, tratar e entender mais sobre ele. Nesse vídeo a gente te explica quais os sintomas de desatenção.

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TDAH NO ADULTO E ADESÃO AO TRATAMENTO

TDAH NO ADULTO E ADESÃO AO TRATAMENTO

Por muito tempo o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) foi considerado um transtorno apenas da infância. Hoje em dia reconhecemos que ele pode permanecer ao longo da vida ou aparecer somente na idade adulta. O TDAH afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante reconhecer, tratar e entender mais sobre ele e esse é o objetivo do canal FOCUS TDAH.  Nesse vídeo o Dr. Luis Augusto Rohde fala sobre TDAH no ADULTO, a importância do tratamento e sua adesão e como o app FOCUS pode ajudar na gestão do TDAH.

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COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE TDAH?

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE TDAH?

Você tem TDAH ou conhece alguém que tenha? Sabe como é feito o diagnóstico? O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é um transtorno que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante que ele seja identificado e tratado. Nesse vídeo a gente te explica como e por quem é feito o diagnóstico, e algumas coisas que você precisa saber sobre o TDAH.

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SINTOMAS E SINAIS DE TDAH, PARTE I – HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE

SINTOMAS E SINAIS DE TDAH, PARTE I – HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE

Você tem TDAH ou conhece alguém que tenha? Sabe quais os sintomas que o caracterizam? O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é um transtorno que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante reconhecer, tratar e entender mais sobre ele. Nesse vídeo a gente te explica quais os sintomas de hiperatividade e impulsividade.

 

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NOVA MEDICAÇÃO PARA TRATAMENTO DO TDAH EM ESTUDO

NOVA MEDICAÇÃO PARA TRATAMENTO DO TDAH EM ESTUDO

A companhia farmacêutica Otsuka Pharmaceutical Co., Ltd e a sua subsidiária Otsuka Pharmaceutical Development & Commercialization, Inc. anunciaram recentemente resultados promissores de dois estudos que avaliaram os efeitos da centanafadina, uma nova medicação produzida pela empresa para o tratamento do TDAH.

A centanafadina é um inibidor da recaptação de seretonina, norepinefrina e dopamina. Para avaliar a sua eficácia, segurança e tolerabilidade foram realizados 2 ensaios clínicos de fase 3 com duração de 6 semanas. Aproximadamente 900 pacientes adultos com idades entre 18-55 anos e com diagnóstico de TDAH participaram do estudo. Os participantes foram randomizados para receber centanafadina na dose de 100 ou 200mg duas vezes ao dia ou para receber placebo duas vezes ao dia. Ambos os estudos foram randomizados,  duplo-cegos, multicêntricos e controlados com placebo com grupos paralelos. 

Os resultados mostraram que tanto a dose diária de 200mg quanto a de 400mg da centanafadina providenciaram melhoras estatisticamente significativas em comparação ao placebo nos sintomas de TDAH, avaliados com base na escala mais utilizada em estudos em adultos – a ADHD investigator symptom rating scale (AISRS) para adultos. 

Os efeitos adversos mais frequentemente observados foram perda de apetite, dor de cabeça, náusea, boca seca, infecção do trato respiratório superior e diarreia. Um outro estudo paralelo, com duração mais longa, também está sendo feito para avaliar a segurança e tolerabilidade da dose diária de 400mg, com resultados esperados para 2021. 

A companhia pretende investigar também os efeitos da nova medicação em pacientes pediátricos bem como aguarda os próximos passos para a liberação e aprovação para uso pelo FDA (U.S. Food and Drug Administration).

Fonte: 

– https://www.otsuka-us.com/discover/otsuka-announces-positive-top-line-results-from-two-phase-3-studies-of-centanafadine

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TDAH EM ADULTOS: COMO SABER SE VOCÊ TEM TDAH?

TDAH EM ADULTOS: COMO SABER SE VOCÊ TEM TDAH?

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ao contrário de que muitos pensam, não é apenas um problema de crianças e adolescentes. Algumas estimativas apontam que cerca de 2.5 a 3,4% da população adulta ao redor do globo possui TDAH. Além disso, o TDAH é um transtorno que na maioria dos casos persiste da infância até a vida adulta.

Adultos com TDAH também sofrem frequentemente de outros transtornos psiquiátricos comórbidos, como: Transtornos de Humor, Transtornos de Ansiedade e Transtorno de uso de substâncias.

Muitas pessoas podem acabar recebendo o diagnóstico de TDAH apenas na vida adulta. Em algumas situações, os sintomas se tornam mais evidentes à medida em que as demandas se tornam mais complexas, como é o caso da entrada no ensino superior ou no mercado de trabalho, ou mesmo a simples saída de casa da família para morar sozinho.

Com a popularização recente do TDAH e do uso de estimulantes na mídia, muitas pessoas passaram a se questionar sobre a possibilidade de possuírem o transtorno. Não somente pessoas que por ventura não receberam ao diagnóstico, mas também indivíduos que não possuem TDAH, dado que alguns dos sintomas associados ao transtorno são relativamente comuns.

Então, como você pode saber se é um candidato a receber uma avaliação para TDAH? 

As manifestações do TDAH tendem a ser um pouco diferentes em adultos e crianças. Adultos tendem a sofrer mais de problemas de desatenção ao passo que os sintomas de hiperatividade são menos proeminentes.

De maneira geral, adultos com TDAH sofrem de problemas como:

– Dificuldade para organizar tarefas e priorizar atividades

– Dificuldade para iniciar e completar tarefas

– Esquecimento

– Procrastinação

– Pouca habilidade para manejar do tempo

– Labilidade emocional, irritabilidade e falta de motivação

– Impulsividade

Esses problemas podem levar a consequências como:

– Dificuldade em realizar os compromissos do dia-a-dia como limpeza da casa, pagamento de contas, etc.

– Grande variabilidade na produtividade. Com momentos de trabalho excessivo e períodos de inércia

– As tarefas são realizadas apenas de última hora ou não chegam a ser feitas.

– Perda de prazos ou compromissos

– Problemas no trabalho ou na performance acadêmica, com perda ou abandono de empregos

– Problemas nos relacionamentos por esquecimento ou por não completar compromissos

– Maiores taxas de acidentes de trânsito ou multas de trânsito por desatenção ou impulsividade  e maiores taxas de abuso de substâncias

– Sentimento de inquietude, incapacidade de aguardar sua vez de falar ou ser atendido.  Comportamentos como falar demais ou interromper os outros.

O que fazer se você suspeitar que tem TDAH?

Se você suspeita de que possa ter TDAH, é importante que você receba uma avaliação por um profissional de saúde mental habilitado. O diagnóstico de TDAH engloba uma avaliação detalhada de vários aspectos da vida de um indivíduo e as vezes pode ser necessário mais de um encontro com o especialista para firmar o diagnóstico. É necessário também que sejam descartadas outras causas que possam explicar os sintomas como outros transtornos psiquiátricos e até mesmos problemas de saúde física como doenças da tireoide. Após a investigação, o profissional de saúde pode determinar qual o tratamento mais adequado, como uso de medicamentos estimulantes e terapia cognitivo-comportamental, caso seja necessário.

Referências:

Fayyad J, De Graaf R, Kessler R, Alonso J, Angermeyer M, Demyttenaere K, De Girolamo G, Haro JM, Karam EG, Lara C, Lépine JP, Ormel J, Posada-Villa J, Zaslavsky AM, Jin R. Cross-national prevalence and correlates of adult attention-deficit hyperactivity disorder. Br J Psychiatry. 2007 May;190:402-9. doi: 10.1192/bjp.bp.106.034389. PMID: 17470954.

https://www.cdc.gov/ncbddd/adhd/diagnosis.html

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RELAÇÃO ENTRE INSÔNIA E CONSUMO DE ÁLCOOL COM SINTOMAS DE TDAH

RELAÇÃO ENTRE INSÔNIA E CONSUMO DE ÁLCOOL COM SINTOMAS DE TDAH

Um estudo publicado no Frontiers in Psychology encontrou uma associação significativa entre a severidade dos sintomas de TDAH e abuso de álcool e insônia.

Pesquisadores da Universidade de Bergen na Noruega selecionaram randomicamente pacientes adultos com TDAH diagnosticados entre 1997 e 2005 e pacientes controle saudáveis do Registro Médico de Nascimentos da Noruega. Os participantes com diagnóstico de TDAH(n=235) e os controles(n-184) completaram um questionário que avaliava insônia, consumo de álcool e sintomas presentes de TDAH.

Os pesquisadores usaram a Escala de Insônia de Bergen, o Teste de Identificação de Transtorno de Uso de Álcool (AUDIT) e a Escala Adult  ADHD Self-Report Scale (ASRS) (a mesma usada pelo FOCUS) para avaliar os sintomas. Pacientes com TDAH tinham a opção de fornecer informações sobre o TDAH na infância e sintomas internalizantes ao longo da vida.

Comparado com o grupo controle, uma proporção significativamente menor de pacientes com TDAH havia completado a universidade (34.3% vs 77.8%; P <.001) ou estava empregada (40.2% vs 88.4%; P <.001). A média da soma de pontos do teste AUDIT foi significativamente maior no grupo TDAH vs controle (13.59 vs 12.32; P <.005), sugerindo maior severidade no consumo de álcool em pacientes com TDAH. O que vai de encontro com outros estudos que avaliaram a relação entre TDAH e abuso de substâncias. Além disso, a Insônia também foi mais frequente no grupo com TDAH (67.2% vs 28.8%; P <.001).

Entre os pacientes com insônia, 46,9% no grupo TDAH e 24,6% no grupo controle relataram beber ao menos 5-6 unidades de álcool quando bebiam. A Insônia foi associada a maior gravidade da pontuação na ASRS, tanto nos pacientes com TDAH quanto nos controles. A variação nos sintomas de TDAH em pacientes com esse diagnóstico foi explicada pela insônia e pelos sintomas internalizantes mas não pelo consumo de álcool. No grupo controle, contudo, os sintomas de TDAH foram significativamente associados com o uso de álcool.

Uma das limitações dos estudos é a de que os dados foram fornecidos através de uma auto avaliação, e os pacientes podem ter relatado um menor consumo de álcool.

O uso de álcool pode estar associado com sintomas de TDAH, mesmo em adultos sem diagnóstico clínico de TDAH. Adicionalmente, a insônia foi associada com aumento no consumo de álcool e maior gravidade dos sintomas de TDAH em ambos os grupos.

Artigo adaptado e traduzido de:  https://www.psychiatryadvisor.com/home/topics/sleep-wake-disorders/insomnia-disorder/insomnia-and-alcohol-consumption-linked-to-adhd-symptoms/

Referencia:

-Lundervold AJ, Jensen DA, Haavik J. Insomnia, alcohol consumption and ADHD symptoms in adults [published online May 27, 2020]. Front Psychol. doi: 10.3389/fpsyg.2020.01150

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RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE TDAH PODE PREJUDICAR A PERFORMANCE ACADÊMICA?

RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE TDAH PODE PREJUDICAR A PERFORMANCE ACADÊMICA?

O diagnóstico de doenças -tanto físicas como mentais- além de influenciar no tratamento e prognóstico, possui um impacto psicológico no paciente. Comparando-se afecções físicas e mentais, esse impacto pode ser muito maior nos transtornos psiquiátricos, seja pelo estigma social ou por serem doenças com potencial de influenciar diversos aspectos da vida.

Recentemente, foi publicado um estudo sobre os efeitos do diagnóstico de TDAH em crianças no Sociology of Education. Os resultados levantam uma questão interessante: a intensidade dos sintomas antes do diagnóstico pode estar associada ao ajustamento após o mesmo. No estudo, as crianças que tinham sintomas menos graves de TDAH antes do diagnóstico que usaram medicação ou não tinham ajustamento de comportamento social e acadêmico pós diagnóstico pior do que as crianças sem TDAH. Já as crianças com sintomas mais graves de TDAH antes do diagnóstico que usaram medicação tiveram um ajustamento pós-diagnóstico similar ao das crianças sem diagnóstico. Os autores do estudo interpretaram os achados como sinalizando que o diagnóstico e tratamento teve um efeito deletério em crianças com TDAH mais leve, diferentemente dos casos de TDAH com sintomas mais intensos.

Alguns pesquisadores teorizam que crianças com TDAH em idade escolar demonstram consciência das diferenças entre elas e os outros, fazendo com que elas inconscientemente diminuam sua performance em medidas sociais e acadêmicas em comparação com seus colegas, ao mesmo tempo em que a medicação poderia reforçar essa diferença de percepção.

Outros estudos também sugerem o impacto do rótulo na avaliação dos estudantes pelos professores. Mesmo quando apresentados com descrições hipotéticas sobre estudantes, os professores tendiam a avaliar a inteligência, o comportamento e a personalidade dos estudantes com TDAH desfavoravelmente em relação com seus colegas.

O estudo publicado no Sociology of Education analisou dados longitudinais de cerca de 10.000 estudantes de ensino fundamental dos Estados Unidos. Os dados, retirados da Early Childhood Longitudinal Study-Kindergarten Cohort (ECLS-K), foram coletados entre 1998 a 2008 pelo National Center for Education Statistics. Esses dados permitiram que pesquisadores observassem os efeitos a longo prazo do diagnóstico de TDAH e da medicação na performance acadêmica e social das crianças.

Contudo, os dados do ECLS-K possuem várias limitações. Todos os dados sobre TDAH provém de apenas três perguntas feitas aos pais sobre o diagnóstico entre a primeira e terceira séries do ensino fundamental, ou seja, nenhuma avaliação diagnóstica foi feita. A pergunta sobre uso de medicação foi feita apenas sobre uso corrente. Portanto, se naquele período, os pais reportaram que seus filhos não faziam uso de medicação, o ECLS-K computou que eles nunca fizeram uso de medicação, mesmo que tenham feito uso anteriormente ou que viessem a fazer uso depois. Isso pode ter feito com que as conclusões desses estudos sobre o impacto do uso de medicação na aprendizagem tenham sido enviesadas. Além disso, não houve avaliação da dosagem, aderência e o tempo de tratamento do TDAH, fatores que podem contribuir na performance. Sabe-se, por exemplo, que pais de crianças com sintomas mais graves de TDAH tendem a manter de forma mais consistente o tratamento medicamentoso de seus filhos, o que poderia resultar nos melhores resultados para esse grupo vistos no estudo. Pais de crianças com sintomas de TDAH mais leve aderem pior, o que pode determinar pior ajustamento futuro de seus filhos pelo uso inadequado do tratamento.

“Nós precisamos de um estudo de acompanhamento longo, com controles -não apenas estudantes não diagnosticados- que acompanhe os participantes dos 7 aos 18 anos”, disse o Dr Atih Amanda Seif, psiquiatra de crianças e adolescentes de Los Angeles, “uma vez que muitos estudantes não demonstram sintomas de TDAH até a adolescência”. Além disso, ao focar em melhorias em testes padronizados “estamos focados em medidas que podem mascarar outras melhorias que os estudantes experienciam ao tomar medicação para os seus sintomas de TDAH”.

Apesar das falhas potenciais nesses estudos, esses achados nos lembram a importância de se levar em consideração as percepções e o estigma envolvendo o TDAH e os problemas de comportamento ou aprendizado. Eles também apontam para o estresse dos pais e professores e para a estrutura dos sistemas de ensino que se baseia fortemente em testes padronizados.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.neurologyadvisor.com/topics/neurobehavioral-disorders/adhd-diagnosis-effect-on-academic-performance/

 

 

 

 

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