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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

TERAPIA OCUPACIONAL NO TDAH

TERAPIA OCUPACIONAL NO TDAH

O TDAH é um transtorno que pode afetar aspectos da vida do indivíduo em múltiplas áreas. Por ser tão diverso em sua manifestação, o tratamento envolve abordagens individualizadas.

Uma abordagem que pode ser adicionada ao tratamento convencional é a terapia ocupacional.

“Terapeutas ocupacionais são bons membros no time” diz Cara Koscinski, terapeuta ocupacional infantil e autora de 6 livros sobre terapia ocupacional para crianças e adultos jovens.

A terapia ocupacional pode tratar de déficits físicos, sociais, educacionais e organizacionais com um plano focado nas habilidades, necessidades e atividades do indivíduo. Ela foca nas habilidades que cada pessoa necessita para funcionar independentemente na vida diária. A primeira tarefa de um terapeuta ocupacional será descobrir como o TDAH impacta você ( ou seu filho) no trabalho, em casa, na escola, nas relações e em outras áreas.

Aqui vão algumas áreas em que o terapeuta ocupacional pode ser útil no tratamento do TDAH:

Gerenciamento de tempo

O tdah pode dificultar na habilidade de criar e executar o planejamento de uma atividade, terminar tarefas em ordem, completar tarefas dentro do prazo ou saber calcular o tempo certo a ser dedicado a uma atividade.

A terapia ocupacional pode melhorar o processamento de tempo e as habilidades de gerenciamento de tempo na vida diária.

Em um estudo de 2018, um grupo de estudantes entre 9-15 anos de idade trabalharam com um terapeuta ocupacional por 12 semanas para melhorar a sua consciência do manejo de tempo e de atividades e um grupo controle não realizou esse trabalho. No final da intervenção, estudantes que trabalharam com um terapeuta ocupacional mostraram uma melhora significativa na sua consciência do tempo, na habilidade de se orientarem no tempo e na habilidade de manejar o tempo efetivamente durante tarefas diárias.

Habilidades de Organização

Outra área em que o TDAH pode impactar negativamente é na habilidade de organização.

“Terapeutas ocupacionais são especialistas na análise de atividades”, diz Koscinski. “Isso significa observar cada atividade e quebra-la em pequenos passos e fatores de performance ou habilidades que a criança precisa para ter sucesso”.

Após quebrar um projeto em passos, um terapeuta ocupacional pode ajudar na organização de materiais, no desenvolvimento de sistemas e na criação de pistas visuais para que o indivíduo consiga lembrar e seguir os passos necessários.

“Informações visuais são muito importante para crianças com TDAH”, diz Koscinski.

Um terapeuta ocupacional também pode ser útil para ajudar o paciente nas habilidades executivas e sociais. Por exemplo, um terapeuta ocupacional pode ajudar a descobrir o porquê de uma criança estar se comportando mal na sala de aula: ela está se sentando longe do professor? O ambiente da sala de aula é muito estimulante? O estudante está seguindo as orientações do plano de estudos ou será que este plano está adequado?

Por último, terapeutas ocupacionais são especialmente bons em treinar pessoas com TDAH a usar utensílios que possam as ajudar a se adaptar melhor ao dia a dia. Koscinski cita vários objetos que podem tornar a vida mais fácil para crianças que precisam gastar energia ou relaxar de alguma forma: bolas de yoga, mini trampolins, balanços, hoverboard, etc.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/adhd/can-occupational-therapy-help-people-who-have-adhd

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UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

Com a pandemia, todos os pais conhecem o eterno desafio de fazer as crianças se concentrarem nos estudos, principalmente aquelas com TDAH.  No texto de hoje vamos falar de uma estratégia promissora e que a princípio não é muito difícil de ser empregada.

Em 2009, pesquisadores descobriram que apenas 20 minutos de exercício aeróbico moderado com elevação da frequência cardíaca para 60% da frequência máxima do individuo podia melhorar a performance acadêmica de crianças imediatamente.

“Pense nisso como aproximadamente o ritmo da caminhada para a escola pela manhã” disse Charles Hillman, autor do estudo e Diretor Associado do Center for Cognitive and Brain Health da Northeastern University. Crianças pré-adolescentes caminharam em uma esteira por 20 minutos e após foram administrados testes cognitivos (a velocidade era fácil o suficiente para que nenhuma criança não fosse capaz de acompanhar). A conclusão foi que “Doses agudas e únicas de exercício aeróbico moderadamente intenso podem melhorar o controle cognitivo da atenção” por pelo menos 60 minutos após.

O exercício aeróbico, como diz Hillman, ajuda crianças a focarem a sua atenção durante as tarefas demandantes- como as aulas online- e as ajuda a afastar distrações. Esse foco permite que elas processem informação mais rapidamente, diz ele, o que se traduziu no estudo  numa melhor acurácia nas medidas cognitivas e maiores notas alcançadas em leitura e matemática.

E quanto a crianças com TDAH, que já sofrem com dificuldade na concentração, poderia o exercício físico ser útil?

Um estudo de 2012 descobriu que imediatamente após o exercício, crianças com TDAH tinham uma performance melhor em testes de leitura e matemática e tinham níveis melhores de atenção e auto-regulação. Ainda, num estudo de 2020, crianças com idades entre 11 e 16 anos com TDAH que faziam exercício com bicicleta por 20 minutos em intensidade moderada tiveram melhoras similares na capacidade de focar em tarefas por pelo menos 60 minutos após o exercício.

Segundo Matthew Pntifex, professor associado do Departamento de Cinesiologia da Michigan State University e autor do estudo de 2012, “elas foram mais capazes de regular seu comportamento e tiveram mais capacidade de estabelecer ações corretivas”

Isso acontece porque o exercício parece ajudar na habilidade da criança de inibir impulsos inapropriados e de selecionar uma resposta mais apropriada para esses impulsos.

O exercício também pode ajudar a suprimir respostas motoras para comportamentos aprendidos, como falar alto durante a aula. Na sala de aula, esse controle ajuda as crianças a focarem nas instruções. Em casa, isso pode ajudar elas a focarem na aula online e resistirem à tentação de jogar videogame.

A boa notícia é que 20 minutos podem não ser necessários. Até mesmo pequenas doses de exercício durante as pausas podem ser efetivas, o que pode ser mais prático para os pais. Qualquer atividade física serve.

Em 2004, Matt Mahar, diretor da School of Exercise and Nutritional Sciences da San Diego State University, desenvolveu o programa “Energizers”, uma série de exercícios físicos de pequena duração que crianças podem praticar. Mahar recomenda 2 ou 3 pausas por dia para ajudar as crianças a focarem na tarefa, onde quer que estejam. Exercício no meio do período de estudo, como escreve Mahar, é parte de um achado consistente das pesquisas de que “ atividade física baseada na sala de aula resulta em melhores comportamentos durante a tarefa do que aulas sedentárias com os alunos sentados” para todas as crianças, não apenas aquelas com TDAH.

As crianças são mais propensas a aderir a atividade se seus pais não dizem simplesmente a elas para “fazerem exercício físico”. Pais e crianças podem usar a criatividade, mas preferencialmente deve-se focar em atividades que a criança já gosta. Experts concordam que agregar atividade ao ar livre é uma combinação ideal, e pode-se optar por soluções simples. Apenas uma caminhada serve. Por exemplo, Hillmann recomenda começar o dia com uma caminhada de 20 minutos e adicionar pequenas pausas de mobilidade durante o dia.

Que tal dar uma volta?

Artigo adaptado e traduzido de:

https://www.washingtonpost.com/health/exercise-breaks-help-kids-with-adhd-learn/2020/08/14/57f41e94-cc2f-11ea-bc6a-6841b28d9093_story.html#comments-wrapper

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