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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

Há dois principais tipos de medicação para o TDAH:

  • Estimulantes: são a primeira linha do tratamento para pessoas com TDAH e incluem medicações como ritalina®, concerta® e venvanse®.
  • Não-estimulantes: são frequentemente prescritos quando alguém não responde aos estimulantes, tem alguma história de abuso de substancias ou tem efeitos adversos intoleráveis aos estimulantes.

Nesse texto, vamos falar um pouco sobre medicamentos não estimulantes:

Pesquisas mostram que cerca de 30 a 50% das crianças e adultos com TDAH descontinuam os estimulantes devido aos efeitos adversos ou a falta de resposta.

“Ainda que os estimulantes sejam mais eficazes e funcionem melhor, eles são mais propensos a causar adição e efeitos adversos. Não-estimulates, por outro lado, não são tão eficazes mas são menos propensos a causar efeitos adversos e não tem nenhum potencial aditivo” Diz Ravi N. Shah, MD, professor assistente de psiquiatria no Columbia University Irving Medical Center.

Estimulantes e não estimulantes parecem ter mecanismos de ação diferentes, embora a exata maneira de ação desses medicamentos no TDAH ainda não seja conhecida.

Atualmente existem três medicamentos não-estimulantes aprovados pelo FDA para uso no TDAH:

Atomoxetina

Foi o primeiro nao-estimulante a ser aprovado para o tratamento do TDAH.

Ainda não está claro como a atomoxetina funciona, porém pesquisadores acreditam que ela inibe a reabsorção de norepinefrina na fenda sináptica, um neurotransmissor que aumenta o foco, aumentando a sua concentração no cérebro.

Uma revisão de cinco estudos clínicos demonstrou que a atomoxetina é eficaz no tratamento do TDAH apesar de ser menos eficiente que os estimulantes. De acordo com a American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP), a taxa de resposta a atomoxetina é de apenas 50%.

Alguns dos seus efeitos adversos incluem fatiga e indigestão. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Clonidina

A clonidina é uma medicação que foi orginalmente produzida para tratar a hipertensão arterial. O mecanismo exato pelo qual a clonidina age na redução dos sintomas do TDAH é ainda desconhecido, mas ela parece agir através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina. Porém, foi demonstrado que ela é capaz de melhorar os sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade em pacientes com TDAH.

Dentre os efeitos adversos, destacam-se: náusea, sonolência  e diminuição da pressão arterial. Ela está disponível no Brasil.

Guanfacina

Guanfacina, como a clonidina, também foi originalmente desenvolvida para tratar a hipertensão arterial. Ela também age através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina, melhorando a atividade do córtex pré-frontal. Isso ajuda na regulação da atenção e no controle dos impulsos em pacientes com TDAH.

A guanfacina é atualmente aprovada apenas para o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH com idades entre 6-17. Alguns dos efeitos adversos relatados são náusea, cansaço e diminuição da pressão arterial. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Por que usar não estimulantes?

Medicamentos não estimulantes são uma boa opção de segunda linha para o tratamento do TDAH, especialmente para pacientes que experenciaram problemas com o uso de estimulantes.

“ Os guidelines sugerem que você inicie com os estimulantes, mas há um papel para os não-estimulantes em situações específicas”, diz Shah. “Por exemplo, para pessoas que tem uma história de adição ou de efeitos adversos aos estimulantes. Existem também pessoas que apenas não gostam da ideia de tomar um medicamento controlado, e não-estimulantes são uma boa opção nesse cenário também”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.insider.com/non-stimulant-adhd-medication

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FATORES PSICOLÓGICOS ENVOLVIDOS NA ADESÃO A PISCOFARMACOS

FATORES PSICOLÓGICOS ENVOLVIDOS NA ADESÃO A PISCOFARMACOS

A adesão aos psicofármacos é essencial para o tratamento efetivo dos pacientes psiquiátricos. Pensando nisso, uma revisão sistemática publicada em 2020 no Patient Education and Counseling Journal  buscou analisar na literatura vigente fatores psicológicos de controle de saúde que estivessem relacionados a adesão ao tratamento medicamentoso. 

Ao todo foram incluídos 29 estudos, totalizando uma amostra de 222 adolescentes, a maioria com Transtorno de Déficit De Atenção/ Hiperatividade (TDAH), e 6139 adultos, diagnosticados especialmente com esquizofrenia, Transtorno de Humor Bipolar ou Transtorno Depressivo.

De acordo com o estudo, a adesão aos psicofármacos depende de diversos fatores sociodemográficos, clínicos e psicológicos. Ela está relacionada às crenças que os pacientes têm acerca da saúde e a variáveis psicológicas como a auto-eficácia e o locus de controle.

As principais razões encontradas para a não-adesão à farmacoterapia foram os efeitos adversos e a falta de motivação.  Além disso, a não-adesão medicamentosa foi associada com menores níveis de escolaridade e de status socioeconômico. Como escrevem os autores, isso poderia influenciar as percepções do indivíduo acerca da sua saúde mental e o seu comportamento em relação a sua saúde.

No geral, o diagnóstico e a duração do tratamento farmacológico não foram capazes de prever a adesão, apesar de que os sintomas e a gravidade da doença foram associados com a adesão medicamentosa.

Quanto a não-adesão não intencional, uma das principais barreiras encontradas foi a do esquecimento. 

Altas taxas de adesão foram relacionadas com uma maior percepção do indivíduo da necessidade do uso de tratamento medicamentoso e com o desejo de evitar readmissão no hospital. A participação no processo de decisão foi um fator também capaz de aumentar a adesão e a satisfação de alguns pacientes.

Além disso, foi encontrada uma associação positiva entre adesão e bem-estar, qualidade de vida e suporte familiar. Como escrevem os autores, isso corrobora a relevância de relações interpessoais positivas no processo de adesão aos medicamentos.

Sendo assim, como concluem os pesquisadores, são necessários programas multifacetados para promover a melhor adesão. Por exemplo, a educação dos pacientes poderia incluir o aumento da confiança nos medicamentos (aumento da percepção da necessidade) bem como informações sobre como a adesão aos medicamentos poderia aumentar a qualidade de vida. Além disso, também poderiam ser empregadas intervenções que incluam o comprometimento da família no tratamento do paciente, bem como uma participação mais ativa do paciente no processo de decisão.

Referência:
Marrero RJ, Fumero A, de Miguel A, Peñate W. Psychological factors involved in psychopharmacological medication adherence in mental health patients: A systematic review. Patient Educ Couns. 2020 Oct;103(10):2116-2131. doi: 10.1016/j.pec.2020.04.030. Epub 2020 May 7. PMID: 32402489.

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FATORES QUE INFLUENCIAM A INICIAÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E DESCONTINUAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO TDAH

FATORES QUE INFLUENCIAM A INICIAÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E DESCONTINUAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO TDAH

É consenso que os medicamentos estimulantes são altamente eficazes no tratamento dos sintomas do TDAH. Contudo, como toda medida terapêutica, a adesão é um fator determinante na eficácia. Como forma de entender o fenômeno, um artigo publicado em fevereiro de 2020 buscou analisar quais fatores influenciavam na adesão nas suas diferentes fases: iniciação, implementação e descontinuação.

Foram conduzidos 3 grupos focais com 20 adultos com TDAH em diferentes áreas metropolitanas de Sydney, Austrália. Nesses grupos, os participantes respondiam perguntas e podiam interagir e discutir com o auxílio de um moderador.

Os resultados do estudo mostraram que alguns fatores influenciavam fases específicas da adesão enquanto outros estavam presentes nas diferentes fases.

Durante a iniciação, os adultos tomam a decisão de aderir a medicação conforme a percepção que eles têm de que precisam fazer uso dela e os receios quanto aos efeitos adversos. Essa percepção é influenciada pelas experiências negativas que eles tiveram com o TDAH. Portanto, quando essa percepção da necessidade é maior que os receios, os pacientes adultos decidem por iniciar o uso de medicamentos. 

Durante a fase de implementação, os adultos passam a ser influenciados pelas experiências do uso da medicação. Essa decisão leva em conta o balanço entre os benefícios observados e as experiências com efeitos adversos e o estigma. Sendo assim, a adesão nessa fase poderia ser melhorada ao assegurar que a medicação e o regime de dose apropriados tenham sido implementados. Outro fator que influenciava a adesão nessa fase era o esquecimento, com pacientes frequentemente esquecendo de tomar a medicação ou não lembrando se já tinham ou não tomado.

Por fim, os achados do estudo mostraram que os efeitos adversos são a principal razão para a descontinuação e que os adultos tomam conscientemente a decisão de aderir ou não, predominando, portanto, uma não-adesão intencional. Outros fatores que influenciavam a descontinuação foram o medo de dependência e a capacidade de se auto-regular sem uso de remédios.

Referência:
Khan MU, Aslani P. Exploring factors influencing initiation, implementation and discontinuation of medications in adults with ADHD. Health Expect. 2020 Feb 7. doi: 10.1111/hex.13031. Epub ahead of print. PMID: 32032467.

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QUAL O EFEITO NA FUNCIONALIDADE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA O TDAH?

QUAL O EFEITO NA FUNCIONALIDADE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA O TDAH?

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é um transtorno altamente prevalente afetando até cerca de 11% das crianças e 5% dos adultos. Ele está associado a altos níveis de prejuízo na capacidade funcional, incluindo a associação com outros transtornos psiquiátricos, dificuldades acadêmicas, acidentes domésticos e automobilísticos e ferimentos.

Evidências científicas têm demonstrado melhora significativa nos sintomas do TDAH com o uso de medicamentos estimulantes. Uma revisão sistemática e meta-análise com 40 estudos, publicada em 2020 no Journal of Psychiatric Research, buscou averiguar os efeitos do tratamento medicamentoso nos desfechos funcionais.

Essa revisão da literatura encontrou altos benefícios do uso de medicação, especialmente estimulantes, na diminuição do risco de comorbidade com transtornos de humor (depressão e bipolaridade), suicídio, criminalidade, acidentes e ferimentos, prejuízo na performance acadêmica, uso de substâncias e acidentes automobilísticos.

Ainda que alguns dos estudos tenham avaliado o uso de medicamentos não-estimulantes, a vasta maioria consistia de tratamento com estimulantes e nenhum estudo encontrou resultados para o uso isolado de não-estimulantes.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que o tratamento na infância com estimulantes poderia diminuir o risco de desenvolvimento de transtornos de humor na vida adulta bem como o desenvolvimento de transtornos de conduta em ambos os sexos.

Como os pesquisadores descrevem, os efeitos benéficos do uso de medicamentos eram mais proeminentes quando os pacientes eram aderentes  ao uso da medicação, ressaltando a importância de se trabalhar a adesão com os pacientes e a necessidade de se investigar ferramentas que melhorem a adesão ao tratamento.

Por fim, como os pesquisadores ressaltam, apesar dos efeitos protetivos observados com o uso de medicação, não é possível afirmar que o tratamento farmacológico seja o único fator influenciando nos desfechos funcionais. Além disso, foram encontrados resultados mistos na performance acadêmica, sugerindo que outros fatores além do TDAH (como habilidades cognitivas, transtornos de aprendizado, classe social e déficits nas funções executivas) possam exercer influência nesse desfecho.

Referência:
Boland H, DiSalvo M, Fried R, Woodworth KY, Wilens T, Faraone SV, Biederman J. A literature review and meta-analysis on the effects of ADHD medications on functional outcomes. J Psychiatr Res. 2020 Apr;123:21-30. doi: 10.1016/j.jpsychires.2020.01.006. Epub 2020 Jan 27. PMID: 32014701.

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ADESÃO A MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM TDAH.

ADESÃO A MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM TDAH.

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma condição médica crônica comum, que afeta entre 6-9% das crianças e se estende até a vida adulta em até 60% dos casos. Dados de 2016 da população dos Estados Unidos mostraram que 9,4% das crianças entre 2-17 anos apresentava diagnóstico de TDAH. Mundialmente, a prevalência do TDAH é estimada em 4% e meninos tem entre 2 a 4 vezes mais chance de serem diagnosticados com TDAH do que meninas.

A abordagem do TDAH é multidisciplinar e inclui educação, psicoterapia e farmacoterapia, independentemente da idade. Entre crianças e adolescentes com TDAH, cerca de 2/3 recebem farmacoterapia e aproximadamente metade recebe psicoterapia. A terapia combinada com fármacos e atendimento psicológico é comum, mas não ocorre para todas as pessoas. Estima-se que 25% das pessoas permanecem sem tratamento.

Os medicamentos estimulantes como metilfenidato e derivados anfetamínicos são a base da terapia farmacológica e têm sido usados por mais de de 30 anos. Uma variedade de formulações dessas medicações está disponível no mercado: na forma de tabletes orais e capsulas. As capsulas e tabletes existem na forma de liberação imediata, que necessitam de 2 a 3 administrações diárias ou formulações de liberação lenta que podem ser tomadas 1 vez ao dia. Existem vários medicamentos não estimulantes, como atomoxetina, clonidina e guanfacina (apenas a clonidina disponível no Brasil). Os benefícios, riscos e perfis de segurança desses medicamentos são bem conhecidos.

Numerosos estudos têm demonstrado que estimulantes melhoram significativamente a atenção, a concentração, o comportamento, a memória visual de curto prazo e performance global no TDAH. Um parâmetro muito utilizado para avaliar a magnitude dos desfechos é o número necessário para tratar (NNT) que, quanto menor o número, mais eficaz é o tratamento. Por exemplo, um NNT de 1 significa que toda pessoa que receber o tratamento vai se beneficiar.

Em um estudo de Biederman et al, o NNT dos estimulantes foi estimado em “3” para prevenir desordens de comportamento disruptivo e reprovação de matérias na escola,  e em “4” para prevenir acidentes de veículos automotores. Esses achados comprovam que os estimulantes são efetivos em prevenir comportamentos disruptivos, impedir que uma criança reprove em uma matéria na escola e prevenir acidentes de transito comparado com o TDAH não tratado. Para adolescentes e adultos jovens, prevenir acidentes de transito pode ser de grande benefício para a saúde pública.

Infelizmente, a adesão pobre e a descontinuação prematura dos estimulantes continuam a ser um problema. Pappadopulos et al reportaram que as taxas de adesão em crianças com TDAH variava entre 56-75%, com mais de 50% delas descontinuando o tratamento apesar da eficácia. A acurácia de estudos de adesão depende da metodologia do estudo. Estudos de adesão com crianças tipicamente utilizam métodos que incluem prescrição e renovação de receita e o relato verbal dos pais. Esses métodos podem não representar a verdadeira adesão a medicação pelas crianças.

Em um estudo, a medição da concentração de biomarcadores na saliva para avaliar adesão foi comparada ao relato verbal dos pais. Todos os 254 participantes receberam metilfenidato por 14 meses.  Em cada visita mensal, os pacientes foram considerados aderentes se os pais referiam que a criança tomou 80% ou mais da medicação. Quatro amostras de saliva foram coletadas no 2, 6, 9 e 14º mês, para detecção dos níveis de metilfenidato na saliva.

Devido a variabilidade nas amostras de salivas obtidas por criança, os pacientes eram considerados aderentes se mais de 50% das amostras de saliva continham níveis detectáveis de metilfenidato. Os resultados dos níveis de medicação na saliva mostraram que 24,8% dos pacientes eram não-aderentes (até 50% das amostras de saliva sem detecção de medicamento) e 12,2% dos pacientes eram não-aderentes para todas as amostras. Apenas 53,5% dos pacientes eram aderentes em todas as 4 amostras de saliva. Portanto, de acordo com os resultados, o relato verbal dos pais pode superestimar a adesão e subestimar a não-adesão nos seus filhos.

Em um outro estudo, comparou-se o padrão de adesão em crianças com TDAH conforme o sexo, a gravidade do transtorno, status socioeconômico, entre outros fatores. Os dados foram coletados do Longitudinal Study of Australian Children (LSAC). Observou-se as prescrições de metilfenidato, dexamfetamina e atomoxetina entre maio de 2001 e março de 2015 em crianças acompanhadas continuamente com dados coletados a cada 2 anos. O tempo total de uso de medicação foi definido como o tempo entre a primeira e a última prescrição.

Os resultados mostraram que apenas metade (54%) tiveram um uso contínuo da medicação. Cerca de 21,6% tiveram uma interrupção e 25,4% tiveram duas ou mais interrupções no tratamento. A única variável capaz de predizer a cobertura medicamentosa foi o status socioeconômico. Um status socioeconômico mais elevado foi associado a um maior uso de medicação. Além disso, a cobertura medicamentosa tendia a ser maior no primeiro ano com queda progressiva até 3-4 anos e um aumento após 5 anos naqueles que permaneceram com uso de medicação depois desse período.

A análise de um grupo de crianças mostrou que a cobertura medicamentosa média era de 81% pelos primeiros 90 dias de uso e caia para 54% em diante após os 90 dias. Esse estudo sugere que os psiquiatras e outros profissionais de saúde devem frequentemente estimular pais e pacientes a manterem o tratamento por longos períodos. Além disso, aproximadamente 90% das crianças e adolescentes com TDAH responderam efetivamente a tanto o metilfenidato quanto a dexamfetamina.

Estudos diferentes, utilizando métodos de avaliação distintos, encontraram resultados semelhantes de não-adesão em aproximadamente 50% dos participantes. Muitos fatores podem contribuir para a não adesão, como o estigma, a explicação que os pais usam para o uso da medicação, estilo de vida, esquecimento, falta de tempo e status socioeconômico. Efeitos adversos e o uso concomitante de várias medicações podem também prejudicar a adesão. O monitoramento cuidadoso do uso de estimulantes e formulações de dose única diária podem ajudar a contornar esse problema.

Os guidelines atualizados para crianças e adolescentes com TDAH tem recomendações fortes sobre o uso de medicação em crianças maiores de 6 anos. Existem muitas áreas em aberto para pesquisa no desenvolvimento de métodos que facilitem a adesão, como o próprio uso de Apps como o FOCUS. Os estimulantes fornecem vários benefícios importantes comprovados no TDAH e todo o esforço deveria ser feito para minimizar a não-adesão.

 

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.psychiatrictimes.com/adhd/adherence-challenges-medications-patients-adhd

Referências:
-Efron D, Mulraney M, Sciberras E, et al. Patterns of long-term ADHD medication use in Australian children. Arch Dis Child. Epub ahead of print: (21, March 2020). https://adc.bmj.com/content/early/2020/01/14/archdischild-2019-317997

 

 

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