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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

TDAH E MANEJO DA RAIVA

TDAH E MANEJO DA RAIVA

Um dos sintomas não muito conhecido do TDAH e que também pode estar presente é a dificuldade na regulação emocional e manejo da raiva. Nas crianças isso pode se manifestar na forma de birras e irritabilidade enquanto nos adultos, além da irritabilidade, pode se manifestar como explosões de raiva. 

Apesar dos estimulantes ajudarem nos sintomas típicos do TDAH como desatenção e hiperatividade, eles não parecem surtir o mesmo tamanho de efeito na  regulação emocional. Então, o que pode ser feito? 

No caso de crianças com TDAH, a terapia pode ser útil. Na terapia, a criança pode aprender habilidades que a permitam fazer uma releitura das situações além de regular suas próprias emoções de forma adequada. Além disso, os próprios pais podem receber aconselhamento profissional para que eles aprendam como lidar nas situações em que a criança manifesta descontrole da raiva.

É importante descartar, contudo, outros transtornos comórbidos que possam estar contribuindo para a irritabilidade e ataques de raiva. Um psiquiatra experiente pode, ainda, ajustar a medicação do TDAH e receitar outros medicamentos caso necessário. 

No caso de adultos, a Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) pode ser uma boa opção. Na TCC, o paciente pode desenvolver habilidades e mecanismos para usar nas diferentes situações e assim conseguir lidar com os momentos de estresse. A meditação e o mindfulness, atualmente em moda, também são alternativas possíveis. 

Por fim, vale lembrar que um estilo de vida saudável, com alimentação e sono adequados, atividade física regular além de momentos de lazer e entretenimento são importantes para o bem estar e podem contribuir de forma positiva no estado emocional. 

Artigo adaptado e traduzido de: ttps://www.psychologytoday.com/intl/blog/helping-kids-through-adhd/202008/adhd-anger-and-emotional-regulation

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COMORBIDADES NO TDAH

Nesse vídeo o Psiquiatra e Pesquisador do ProDAH – Vitor Breda fala sobre Comorbidades e a importância delas para o paciente com TDAH. Falou também sobre Comorbidade em Crianças e Adultos. Para entender mais sobre esse assunto, assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/UVl3_UenzZo

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TDAH NO ADULTO E ADESÃO AO TRATAMENTO

TDAH NO ADULTO E ADESÃO AO TRATAMENTO

Por muito tempo o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) foi considerado um transtorno apenas da infância. Hoje em dia reconhecemos que ele pode permanecer ao longo da vida ou aparecer somente na idade adulta. O TDAH afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante reconhecer, tratar e entender mais sobre ele e esse é o objetivo do canal FOCUS TDAH.  Nesse vídeo o Dr. Luis Augusto Rohde fala sobre TDAH no ADULTO, a importância do tratamento e sua adesão e como o app FOCUS pode ajudar na gestão do TDAH.

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COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE TDAH?

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DE TDAH?

Você tem TDAH ou conhece alguém que tenha? Sabe como é feito o diagnóstico? O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é um transtorno que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante que ele seja identificado e tratado. Nesse vídeo a gente te explica como e por quem é feito o diagnóstico, e algumas coisas que você precisa saber sobre o TDAH.

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SINTOMAS E SINAIS DE TDAH, PARTE I – HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE

SINTOMAS E SINAIS DE TDAH, PARTE I – HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE

Você tem TDAH ou conhece alguém que tenha? Sabe quais os sintomas que o caracterizam? O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é um transtorno que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, podendo causar sofrimento tanto para os pacientes quanto para as pessoas que convivem com quem tem TDAH. Por isso, é importante reconhecer, tratar e entender mais sobre ele. Nesse vídeo a gente te explica quais os sintomas de hiperatividade e impulsividade.

 

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TDAH EM ADULTOS: COMO SABER SE VOCÊ TEM TDAH?

TDAH EM ADULTOS: COMO SABER SE VOCÊ TEM TDAH?

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ao contrário de que muitos pensam, não é apenas um problema de crianças e adolescentes. Algumas estimativas apontam que cerca de 2.5 a 3,4% da população adulta ao redor do globo possui TDAH. Além disso, o TDAH é um transtorno que na maioria dos casos persiste da infância até a vida adulta.

Adultos com TDAH também sofrem frequentemente de outros transtornos psiquiátricos comórbidos, como: Transtornos de Humor, Transtornos de Ansiedade e Transtorno de uso de substâncias.

Muitas pessoas podem acabar recebendo o diagnóstico de TDAH apenas na vida adulta. Em algumas situações, os sintomas se tornam mais evidentes à medida em que as demandas se tornam mais complexas, como é o caso da entrada no ensino superior ou no mercado de trabalho, ou mesmo a simples saída de casa da família para morar sozinho.

Com a popularização recente do TDAH e do uso de estimulantes na mídia, muitas pessoas passaram a se questionar sobre a possibilidade de possuírem o transtorno. Não somente pessoas que por ventura não receberam ao diagnóstico, mas também indivíduos que não possuem TDAH, dado que alguns dos sintomas associados ao transtorno são relativamente comuns.

Então, como você pode saber se é um candidato a receber uma avaliação para TDAH? 

As manifestações do TDAH tendem a ser um pouco diferentes em adultos e crianças. Adultos tendem a sofrer mais de problemas de desatenção ao passo que os sintomas de hiperatividade são menos proeminentes.

De maneira geral, adultos com TDAH sofrem de problemas como:

– Dificuldade para organizar tarefas e priorizar atividades

– Dificuldade para iniciar e completar tarefas

– Esquecimento

– Procrastinação

– Pouca habilidade para manejar do tempo

– Labilidade emocional, irritabilidade e falta de motivação

– Impulsividade

Esses problemas podem levar a consequências como:

– Dificuldade em realizar os compromissos do dia-a-dia como limpeza da casa, pagamento de contas, etc.

– Grande variabilidade na produtividade. Com momentos de trabalho excessivo e períodos de inércia

– As tarefas são realizadas apenas de última hora ou não chegam a ser feitas.

– Perda de prazos ou compromissos

– Problemas no trabalho ou na performance acadêmica, com perda ou abandono de empregos

– Problemas nos relacionamentos por esquecimento ou por não completar compromissos

– Maiores taxas de acidentes de trânsito ou multas de trânsito por desatenção ou impulsividade  e maiores taxas de abuso de substâncias

– Sentimento de inquietude, incapacidade de aguardar sua vez de falar ou ser atendido.  Comportamentos como falar demais ou interromper os outros.

O que fazer se você suspeitar que tem TDAH?

Se você suspeita de que possa ter TDAH, é importante que você receba uma avaliação por um profissional de saúde mental habilitado. O diagnóstico de TDAH engloba uma avaliação detalhada de vários aspectos da vida de um indivíduo e as vezes pode ser necessário mais de um encontro com o especialista para firmar o diagnóstico. É necessário também que sejam descartadas outras causas que possam explicar os sintomas como outros transtornos psiquiátricos e até mesmos problemas de saúde física como doenças da tireoide. Após a investigação, o profissional de saúde pode determinar qual o tratamento mais adequado, como uso de medicamentos estimulantes e terapia cognitivo-comportamental, caso seja necessário.

Referências:

Fayyad J, De Graaf R, Kessler R, Alonso J, Angermeyer M, Demyttenaere K, De Girolamo G, Haro JM, Karam EG, Lara C, Lépine JP, Ormel J, Posada-Villa J, Zaslavsky AM, Jin R. Cross-national prevalence and correlates of adult attention-deficit hyperactivity disorder. Br J Psychiatry. 2007 May;190:402-9. doi: 10.1192/bjp.bp.106.034389. PMID: 17470954.

https://www.cdc.gov/ncbddd/adhd/diagnosis.html

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COMO LIDAR COM A IMPULSIVIDADE EM CRIANÇAS E ADULTOS

COMO LIDAR COM A IMPULSIVIDADE EM CRIANÇAS E ADULTOS

Um dos sintomas que podem estar presente no TDAH e que muitas vezes acaba sendo negligenciado é a impulsividade. Assim como a hiperatividade e a desatenção, a impulsividade também está relacionada a déficits nas funções executivas. Além disso, ela parece se relacionar diretamente com a hiperatividade: os sinais da hiperatividade, como incapacidade de permanecer sentado, também dependem de uma capacidade diminuída de auto regulação e de controle dos impulsos.

Algumas das manifestações da impulsividade são: comportamento agressivo e raiva explosiva, gasto impulsivo de dinheiro, comportamento de risco incluindo comportamento sexual de risco, abuso de substâncias, gasto em jogos de azar e compulsão alimentar.

O descontrole dos impulsos pode ter um impacto negativo na qualidade de vida, podendo se manifestar na infância, adolescência ou idade adulta. Crianças com problemas de controle de impulso tendem a apresentar problemas na escola, tanto no aspecto social quanto acadêmico. Elas podem ter mais risco de se envolver em brigas com os colegas e de não completarem as tarefas escolares.

Ainda que a causa exata da impulsividade não seja bem compreendida, ela se relaciona com alterações químicas no lobo frontal, especialmente no balanço da dopamina.

Além do TDAH, a  impulsividade está presente também em outros transtornos psiquiátricos classificados no DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) como Transtornos Disruptivos, de controle de impulso ou de conduta. Nessa categoria se enquadram o transtorno de conduta e transtorno opositor-desafiador.

Outros transtornos psiquiátricos que podem eventualmente cursar com impulsividade são: bipolaridade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Doença de Parkinson, abuso de substâncias e Síndrome de Tourette.

Problemas de controle de impulso são mais frequentes no sexo masculino. Porém, existem alguns outros fatores de risco como histórico de abuso, negligência/abuso por parte dos pais na infância ou pais com problemas de abuso de substâncias.

Abaixo seguem algumas dicas de como você pode auxiliar seu filho no controle dos impulsos:

  • Converse com seu médico sobre os problemas do seu filho e busque ajuda. Procurar atendimento com um psiquiatra/psicoterapeuta especialista em crianças pode ser uma boa ideia.
  • Seja um bom exemplo para o seu filho. As crianças tendem a observar e modelar o comportamento dos pais.
  • Estabeleça limites e mantenha sua palavra
  • Estabeleça uma rotina para que o seu filho saiba o que esperar
  • Parabenize seu filho quando ele exibir bom comportamento

E quanto aos adultos?

Adultos com problemas de controle de impulsos podem ter dificuldade de controlar seu comportamento no calor do momento, podendo sofrer com sentimento de culpa e vergonha após o ocorrido. É importante ter alguém em que você confie para conversar sobre suas dificuldades com o manejo dos impulsos. Ter uma válvula de escape, algum meio para se expressar, pode ajudar na hora de trabalhar seu comportamento.

A terapia é uma base central no tratamento. Algumas das opções são:

  • Terapia individual como TCC – terapia cognitivo comportamental
  • Terapia familiar ou de casal
  • Terapia de grupo para adultos
  • Ludoterapia para crianças

Além da psicoterapia, remédios psiquiátricos também podem ser usados, como os estimulantes para o TDAH, antidepressivos e estabilizadores de humor. Nesse caso, é necessária avaliação médica, e o médico poderá ajustar doses e encontrar a medicação mais adequada.

 

Artigo adaptado e traduzido de https://www.healthline.com/health/mental-health/impulse-control

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OS ÓLEOS DE ÔMEGA-3 AUMENTAM A ATENÇÃO TANTO QUANTO OS MEDICAMENTOS PARA O TDAH EM ALGUMAS CRIANÇAS

OS ÓLEOS DE ÔMEGA-3 AUMENTAM A ATENÇÃO TANTO QUANTO OS MEDICAMENTOS PARA O TDAH EM ALGUMAS CRIANÇAS

Os suplementos de óleo de peixe ômega-3 podem melhorar a atenção em crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) tanto quanto os tratamentos com medicamentos, mas apenas naqueles cujos níveis sanguíneos de ômega-3 são baixos, mostraram resultados de testes de um estudo publicado há duas semanas.

Pesquisadores da Grã-Bretanha e Taiwan que conduziram o estudo disseram que suas descobertas sugerem que uma abordagem de “medicina personalizada” deve ser adotada nesta e em outras condições psiquiátricas.

A literatura mostra que o déficit de ômega-3 e de outros ácidos graxos essenciais parece ter correlação com a patogênese do TDAH e que muitos pacientes com TDAH tem níveis sanguíneos mais baixos desses elementos.

“Os suplementos de ômega-3 só funcionavam em crianças com níveis mais baixos de EPA (ácido eicosapentaenóico) no sangue, como se a intervenção estivesse repondo a falta desse nutriente importante”, disse Carmine Pariante, professor do Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência no King’s College London, que co-liderou o estudo.

Ele disse que o trabalho estabelece um precedente para outras intervenções nutricionais e pode ser o começo de “trazer os benefícios da ‘psiquiatria personalizada’ para crianças com TDAH”.

O TDAH é uma condição cerebral comum que afeta entre 3% e 7% das pessoas em todo o mundo. Os sintomas podem incluir problemas de atenção e impulsividade que causam dificuldades nas relações acadêmicas, profissionais e pessoais.

Neste estudo, publicado na revista Translational Psychiatry, pesquisadores da King’s e da China Medical University, em Taiwan, conduziram um ensaio clínico randomizado com 92 crianças de 6 a 18 anos com TDAH. Os principais desfechos analisados foram atenção focada, impulsividade, atenção sustentada e vigilância.

As crianças receberam altas doses do ácido graxo ômega-3 EPA, ou um placebo, por 12 semanas e tiveram seus níveis de ácidos graxos sanguíneos medidos antes e após o tratamento.

Os resultados mostraram que a suplementação de ômega-3 melhora a atenção focada em relação ao placebo. O benefício é ainda mais marcante em crianças com os níveis mais baixos de EPA no sangue, que apresentaram melhorias na atenção focada e vigilância.

A equipe de Pariante disse que, embora a quantidade de melhoria na atenção e vigilância do metilfenidato (ritalina) seja geralmente de 0,22 a 0,42, o efeito observado em crianças com baixos níveis de EPA no estudo foi maior – 0,89 para atenção concentrada e 0,83 para vigilância.

Mas em crianças com níveis normais de EPA, os suplementos de ômega-3 não melhoraram, e naqueles com alto nível de EPA, os suplementos tiveram efeitos negativos nos sintomas de impulsividade.

Os cientistas alertaram que os pais não devem dar aos filhos suplementos de óleo de peixe sem consultar primeiro um médico e enfatizaram que os níveis de ômega-3 podem ser verificados com um exame de sangue.

Traduzido com adaptações de artigo publicado por Kate Kelland em 19 de novembro de 2019, no site reuters.com

 

Comentários do Professor Luis Augusto Rohde coordenador do PRODAH da UFRGS/HCPA:

A questão da associação de baixos níveis de ômega-3 com TDAH é controversa, com algumas meta-análises (estudos que sintetizam o efeito do ômega-3 em todos os estudos sobre o assunto) mostrando resultados positivos e outros negativos. O estudo é interessante porque mostra que essa associação pode se dar apenas num grupo de pacientes com TDAH. Como é um primeiro estudo, precisa ser replicado para termos ideia mais solida da validade clínica da suplementação em pacientes com baixos níveis de ômega-3 e TDAH. O efeito do metilfenidato na atenção tende a ser maior do que o apontado pelos pesquisadores no comentário sobre o artigo.

 

Referências:


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