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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

 

Os mais de 20 anos trabalhando com crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) nos ensinaram que essa é uma hora crucial para as famílias. Chegou dezembro, e com ele, as provas finais. Os alunos com TDAH procrastinam, empurram com a barriga, esperando, mesmo sem saber, que o estresse desencadeie a liberação de um neurotransmissor excitatório – a noradrenalina – numa área específica do cérebro, o córtex pré-frontal.  Esse neurotransmissor é um dos responsáveis por estimular as funções executivas.

Essa descarga coloca os portadores de TDAH em ação! Algo que para acontecer depende, em muitos casos, dessa descarga, ou de muita motivação. Nessa última situação, pela liberação no córtex pré-frontal de um outro neurotransmissor, a dopamina. O TDAH, assim como a maioria dos transtornos mentais, é uma condição dimensional na população. Ou seja, mesmo sem o diagnóstico pleno, muitas pessoas têm algumas características do transtorno. Logo, o planejamento de como estudar e como enfrentar os testes finais é algo relevante também para crianças e adolescente sem qualquer diagnóstico psiquiátrico!

Uma palavra de cautela para quem nos acompanha nessa coluna. Buscamos sempre discutir e informar com base em evidência científica. Infelizmente, essa é uma área, onde existem muito poucos estudos comparativos entre estratégias para enfrentar a situação. Frente a urgência, vamos ao que a experiência clínica e o bom senso sugerem.

 

Passo 1:  estudando para os testes finais

A máxima inicial não vale aqui! “Estude com antecedência e regularmente” fica para uma próxima vez. Mas não adianta fugir, como o “diabo da cruz”. Estudo continuado e sequencial, ao invés do massivo de última hora, ainda é a estratégia que parece dar o melhor!

– Selecione o material necessário para o estudo. Isso muitas vezes pode significar ter que entrar em contato com aquele (a) colega que tem tudo organizado, ou com a mãe dele (a), para solicitar esse material. Muitas vezes, o bom é inimigo do ótimo! Procure selecionar o essencial para a preparação da prova, e não todos os livros, temas e cadernos da matéria;

– Organize o espaço de estudo mantendo-o livre de distratores. Não tem jeito: você terá que convencer o seu filho(a) que ele terá que ficar sem o celular nesse momento e o computador só poderá ser usado para a procura de conteúdo relacionado ao estudo. Escolha um ambiente calmo, longe de janelas e outros distratores;

– Programe a matéria a estudar. Definido qual o conteúdo da prova, faça um roteiro dos tópicos a estudar. Determine e registre com seu filho o tempo para cada tópico;

– Faça intervalos. Embora não pareça existir evidência clara para a alegação popular de que os jovens não conseguem manter mais do que 10-15 minutos de atenção continuada, dividir o tempo de estudo em unidades de cerca de 30 minutos pode ser uma estratégia interessante, ainda mais se seu filho (a) já tiver alguma dificuldade atencional;

– Determine um tempo de estudo razoável. Mesmo que ele (a) tenha pego inúmeras recuperações, maratonas de estudo tendem a ser pouco eficazes. Turnos de não mais do que 2-3 horas, em casos de máxima necessidade, sempre com intervalos regulares tendem a ser o máximo tolerável;

– Pratique com provas anteriores. A pouca evidência existente na área indica que fazer provas de anos anteriores ou qualquer teste sobre o conteúdo da prova é disparado a melhor estratégia para estudar. Aqui há uma vantagem adicional. Permite ajudar o (a) seu/sua filho (a) a reconhecer quais os tópicos que ele (a) já sabe e quais ele (a) precisa estudar mais, ajudando-o (a) a se concentrar nesses últimos;

– Peça para ele (a) lhe explicar o que entendeu da matéria estudada. Esse exercício de resumir e recontar o conteúdo verbalmente ajuda alguns jovens a memorizar melhor os conteúdos estudados.

 

Passo 2:  antes dos testes

– O sono na noite anterior à prova é fundamental. Vários estudos mostram que o sono adequado é essencial para a consolidação de dados armazenados na memória de trabalho. Essa é a memória similar a memória RAM do computador, ou seja, aquela que vai manter todas as informações online que seu/sua filho (a) vai precisar para responder às questões das provas.

Se ele (a) tem dificuldade de dormir quando tem um evento importante no dia seguinte, prepare-o (a) para situação. Isso pode envolver medidas de higiene do sono, ou até mesmo uso de um indutor do sono. Mas nunca use qualquer substância com a qual ele (a) não tenha tido experiência prévia!

– Uma alimentação saudável antes dos testes é fundamental. As crianças não devem ir para provas sem ter comido nada, para evitar episódios de hipoglicemia, mas deve-se evitar refeições muito pesadas para que não fiquem sonolentos.

 

Passo 3:   fazendo os testes finais

– Evite distrações. Se o espelho de classe não estiver rigidamente definido, converse com seu filho (a), estimulando-o (a) a escolher um lugar calmo, longe de distrações, como janelas, e longe de colegas barulhentos ou que o (a) atrapalhem;

– Uma perspectiva positiva sempre ajuda! Nos momentos antes das provas, ensine ele (a) a respirar fundo algumas vezes e a visualizar-se fazendo as provas, respondendo às questões e recebendo um resultado positivo da prova. Parece bobo, não? A experiência clínica sugere, entretanto, que, muitas vezes, somos tomados antes das provas por ansiedade de desempenho e inúmeros pensamentos disfuncionais negativos, do tipo: “não sei nada, não estudei o suficiente, vou me ralar”. Esse “estado de espírito” afeta claramente a nossas funções executivas;

– Ajude-o (a) a avaliar o teste de uma forma global. São quantas questões? Qual o tempo total que ele (a) tem? Ele (a) deve determinar o tempo médio por questão. É útil ter um cronometro durante os testes, mas ele deve ser usado de forma racional, ou seja, cuidado para ele trabalhar a favor do seu/sua filho (a). Ajuda-lo (a) a organizar o tempo sem aumentar a sua ansiedade. Ao ler cada questão, ele (a) deve avaliar se essa é uma questão que para ele (a) é difícil ou fácil. Para as fáceis, deve determinar um tempo menor que o médio para resolvê-las e para as difíceis um tempo maior do que o médio. O tempo exato vai depender do tempo total e do número de questões;

– Lembre ele (a) de ler cada questão duas vezes e, acima de tudo, sublinhar a solicitação central de cada questão;

– Estimule-o (a) a não seguir a ordem do teste. Ele (a) deve resolver todas as questões que têm certeza antes. Marcar com um ”D” as que considera difíceis e com “SD” de superdifíceis, as que não tem a menor ideia da resposta. Deve resolver as difíceis antes das superdifíceis, usando as estratégias acima. Para todas as superdifíceis, marcar a mesma letra, em caso de provas objetiva. Preferencialmente, a letra menos frequente nas respostas para as perguntas que ele (a) tem certeza. Se a prova penaliza resposta erradas, deixar essas sem resposta;

– Insista que ele (a) seja o (a) último (a) a entregar a prova. Não há qualquer prêmio para quem entrega a prova antes! Revisar com cuidado as respostas. Mas, após uma análise cuidadosa, ficar com a resposta que ele (a) considera certa. Ou seja, retirada a possibilidade de erro de atenção por não ter lido com cuidado a questão, acreditar nele (a) próprio (a)! Alguns estudos sugerem que a troca de resposta nessas condições leva a maior chance de erro do que de acerto, ou seja, a primeira impressão é a que vale!

O mais importante é customizar as dicas acima ao estilo do (a) seu/sua filho (a) ou as características dele (a). Pode ter certeza de que nem todas funcionam para todo mundo, mas muitas delas vão ajudá-lo (a) nesse fim de ano.

Fonte:
Luis Augusto Rohde
Professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professor da pós-graduação em psiquiatria na universidade de São Paulo

Matéria publicada na revista Veja em 5 de dezembro de 2019.
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/chegaram-as-provas-finais-como-ajudar-seu-filho-a-se-preparar/

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COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO COM TDAH A ADORMECER?

COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO COM TDAH A ADORMECER?

Como entender o TDAH e o sono interrompido

O sono é a pedra angular do bem-estar em todas as idades, especialmente para crianças em crescimento. Quando é hora de dormir para uma criança com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), as dificuldades com o sono podem aparecer, afetando os pais e a criança. De fato, estudos mostraram que até sete em cada dez crianças com TDAH apresentam distúrbios clínicos do sono.

Uma falsa sensação de segurança

Uma sensação de alívio e tranquilidade poderia tomar conta dos pais quando uma criança com TDAH vai para a cama. Problemas relacionados ao sono podem incluir resistência a ir para a cama, dificuldade em adormecer, permanecer adormecido ou acordar muito cedo.

Os pais podem reagir inicialmente com pavor: “Por favor, deixe-me ter paz à noite!” Ou ceticismo: “A noite deveria ser a hora em que meu filho estaria calmo.” Quando distúrbios do sono e sono irregular passam despercebidos, normalmente há um impacto negativo no funcionamento diurno que pode piorar os sintomas do TDAH.

Na encruzilhada entre sono ruim e TDAH

Crianças com dificuldades do sono podem apresentar hiperatividade, impulsividade ou irritabilidade, enquanto os adultos têm maior probabilidade de sentir sonolência, fadiga e baixa energia. Uma avaliação médica cuidadosa do sono sempre deve ser realizada antes do diagnóstico do TDAH e do início do tratamento.

Crianças com TDAH apresentam taxas mais altas de sonolência diurna e risco aumentado de distúrbios do sono (por exemplo, respiração desordenada do sono, síndrome das pernas inquietas, movimentos periódicos dos membros durante o sono e distúrbios do ritmo circadiano) do que crianças não afetadas pelo TDAH.

Quando uma criança já foi diagnosticada, outro fator complicador a considerar é que os tratamentos baseados em evidências para o TDAH (por exemplo, as várias preparações estimulantes derivadas da anfetamina ou o metilfenidato) podem exacerbar a insônia e os distúrbios do sono. Além disso, distúrbios psiquiátricos co-ocorrentes (por exemplo, depressão e ansiedade) comuns em crianças com TDAH podem afetar o sono, a energia e a concentração.

Solução de problemas para a hora do sono

Os tratamentos comportamentais do sono funcionam. Embora um plano comportamental de sono deva ser guiado por um médico treinado, aqui estão algumas dicas experimentadas de higiene do sono que podem ser implementadas em casa, para uma melhor qualidade do sono:

– Crie um bom ambiente de sono, o que significa uma sala escura e fresca com distrações mínimas;

– Estabeleça uma rotina regular de quando dormir e acordar (mesmo nos finais de semana);

– Remova as distrações do quarto, como TVs, computadores, telefones e dispositivos de jogos;

– Evite refeições grandes antes de dormir;

– Faça exercícios regularmente e mantenha uma dieta saudável;

– Evite cochilos durante o dia;

– Garanta que as crianças tenham a oportunidade de dormir adequadamente. Pré-escolares geralmente precisam de 10 a 13 horas de sono por noite, enquanto as crianças em idade escolar precisam de 9 a 11 horas.

Incluir uma avaliação médica

À medida que cresce a nossa compreensão da relação entre o TDAH e o sono interrompido, também cresce a nossa apreciação da necessidade de diagnosticar e tratar com sucesso os distúrbios co-ocorrentes do sono mais cedo, para evitar o risco de complicações mais tarde na vida. É mais saudável para a criança obter um diagnóstico correto.

Vários medicamentos comumente usados ​​para o TDAH podem causar insônia ou sono fragmentado, além de outros efeitos colaterais potencialmente indesejados (por exemplo, ansiedade, irritabilidade e diminuição do apetite). Se houver um distúrbio do sono subjacente que esteja contribuindo ou causando sintomas do TDAH, ele deve ser identificado e tratado.

Para recuperar uma hora de dormir tranquila em sua casa, converse com seu pediatra ou um especialista em sono para explorar a gama de opções de tratamento eficazes que existem para crianças com TDAH e distúrbios do sono que co-ocorrem.

O co-autor Chester Wu, MD, treinado em psiquiatria de adultos e medicina do sono, é psiquiatra da equipe dos Serviços Ambulatoriais de Menninger. Ele é professor assistente do Departamento Menninger de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Baylor College of Medicine.

Artigo adaptado e traduzido, publicado em 5 de novembro de 2019, no blog psychology today.

Outras referências:

  1. Corkum P, Tannock R, Moldofsky H. Sleep disturbances in children with attention-deficit/hyperactivity disorder. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1998;37(6):637-46.
  2. Cortese S, Konofal E, Yateman N, Mouren MC, Lecendreux M. Sleep and alertness in children with attention-deficit/hyperactivity disorder: a systematic review of the literature. Sleep. 2006;29(4):504-11.
  3. Hiscock H, Sciberras E, Mensah F, et al. Impact of a behavioural sleep intervention on symptoms and sleep in children with attention deficit hyperactivity disorder, and parental mental health: randomised controlled trial. BMJ. 2015;350:h68.

https://www.psychologytoday.com/us/blog/mind-matters-menninger/201911/how-can-i-help-my-child-adhd-fall-asleep

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O APLICATIVO FOCUS VAI MUDAR!

O APLICATIVO FOCUS VAI MUDAR!

O Focus TDAH está constantemente em processo de melhoria e atualização. Para que possamos seguir desenvolvendo uma solução para melhor atender às necessidades dos pacientes com TDAH, precisamos de SUA CONTRIBUIÇÃO.

Acesse o link da pesquisa e dê sua opinião. A construção do FOCUS TDAH 2020 começa agora. Participe!

Em dezembro já teremos algumas mudanças. Veja o que será implementado.

Acesse: www.focustdah.com.br

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DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TDAH GRATUITOS NO SUS

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TDAH GRATUITOS NO SUS

CHEGOU A HORA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE OUVIR A SUA VOZ!

A CONITEC, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, Ministério da Saúde, lançou hoje uma consulta pública – de número 20/2019, que estará aberta até 25 de novembro de 2019 – para elaboração de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), com a finalidade de apresentar as recomendações para diagnóstico e tratamento de pessoas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

ESTA É UMA OPORTUNIDADE ÚNICA PARA TERMOS TRATAMENTO PARA O TDAH NA REDE PÚBLICA!

Reflete um esforço de vários atores, entre eles a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) profissionais de saúde e educação que trabalham com TDAH.

Atualmente, é raro a CONITEC abrir chamados para doenças que não sejam as doenças raras ou de maior gravidade.

Portanto, se não houver manifestação maciça da sociedade, eles podem fechar o chamado por falta de interesse público e nunca mais abri-lo.

Assim, é fundamental que cada um leia rapidamente o PCDT ( Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas), mas, principalmente, que se Manifeste, Responda e Escreva. Por fim, divulgue nas suas listas de e-mail, WhatsApp e mídias sociais.

OBS: Ao preencher o formulário, você pode contar a sua experiência e a necessidade de acesso ao tratamento para as pessoas com TDAH, seja você pessoa que tem TDAH, familiar ou profissional.

Caso voce seja profissional, é importante se voce puder anexar artigos/textos científicos que fundamentem sua argumentação.

VOTE PELO TDAH !!!

Para ler o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT):

http://conitec.gov.br/images/Enquete/Enquete20_Escopo_PCDT_TDAH.pdf

PARA VOTAR NA ENQUETE, CLIQUE AQUI: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=52012

Não esqueça de preencher TODO o formulário da ENQUETE, dar sua opinião e clicar em GRAVAR.

Sua participação quer dizer que, pela primeira vez, através desta consulta pública, o Ministério da Saúde ouvirá nossas vozes e poderá incorporar o tão esperado DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E MEDICAÇÃO PARA TDAH por meio SUS (Sistema Único de Saúde).

A Enquete termina no dia 25 de novembro.

Consulta: https://tdah.org.br/tratamento-tdah-pelo-sus-ministerio-da-saude/

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TDAH E MENOPAUSA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER E O QUE PODE FAZER

TDAH E MENOPAUSA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER E O QUE PODE FAZER

Já é difícil ter um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Mas se você é uma mulher passando pela pré-menopausa ou menopausa, pode achar que está ficando ainda mais difícil.

A pré-menopausa ocorre nos anos que antecederam a menopausa. Pode levar alguns meses ou 10 anos, embora o tempo médio seja de quatro anos. Durante esse período, seus níveis de estrogênio diminuem até que seus ovários parem de liberar óvulos. A menopausa ocorre quando você não menstrua há 12 meses.

A diminuição dos níveis de estrogênio pode realmente exacerbar os sintomas e, para algumas mulheres, o declínio é repentino e dramático. As flutuações hormonais afetam a bioquímica do cérebro e, consequentemente, os sintomas do TDAH, de acordo com a Dra. Patricia Quinn, M.D., pediatra do desenvolvimento e diretora do National Center for Girls and Women with ADHD.

” O estrogênio é uma área muito crítica, mas muitas vezes esquecida, no tratamento de mulheres com TDAH”, diz ela. “Costumo ouvir mulheres que relatam que ao entrar na pré-menopausa elas têm mais problemas com os sintomas do TDAH ou que a medicação estimulante parece não estar funcionando tão bem quanto antes”.

Especificamente, o estrogênio afeta a liberação dos neurotransmissores serotonina e dopamina. “A deficiência de dopamina é responsável pelo aumento dos sintomas do TDAH”, disse ela, enquanto menos serotonina leva ao humor deprimido. É por isso que as mulheres se sentem tão infelizes durante os ciclos menstruais, quando os níveis de estrogênio diminuem.

“Como a falta de dopamina é um sinal característico do TDAH, essa mudança adicional na dopamina pode levar a dificuldades ainda maiores com concentração e foco”, disse Stephanie Sarkis, Ph.D, conselheira nacional certificada e conselheira de saúde mental licenciada e autora de 10 Simple Solutions to Adult ADD and Adult ADD: A Guide for the Newly Diagnosed.

Algumas mulheres também acham que seus medicamentos para o TDAH são menos eficazes durante a pré-menopausa e a menopausa. Como resultado, os médicos geralmente aumentam a dose. Mas isso pode ser ineficaz, disse Quinn, porque não há nada sendo feito sobre os baixos níveis de estrogênio.

O que você pode fazer sobre o TDAH e a menopausa

“Muitas mulheres são surpreendidas por agravamento dos sintomas do TDAH”, disse a Dra. Quinn. Mas ela e Sarkis enfatizaram que as mulheres com TDAH têm opções efetivas e, ao abordar seus sintomas, podem minimizá-los, funcionar e sentir-se melhor. Aqui estão algumas de suas sugestões.

  1. Consulte seu psiquiatra

Se seus sintomas estão piorando ou seu medicamento não está funcionando com tanta eficácia? Compartilhe essas informações com seu psiquiatra. Se você não está consultando um psiquiatra agora, encontre um especialista em TDAH, disse Sarkis.

Estimulantes e não estimulantes são altamente eficazes para aliviar os sintomas do TDAH (junto com as mudanças comportamentais). E estudos mostraram que ambos melhoram o funcionamento cognitivo e a atenção em mulheres na menopausa sem TDAH.

  1. Consulte também o seu ginecologista

Certifique-se de o seu ginecologista saiba do seu diagnóstico de TDAH (ou problemas cognitivos, se você não foi diagnosticado) e os medicamentos que está tomando. Sarkis também sugeriu que seu psiquiatra e ginecologista tenham uma comunicação aberta sobre seus sintomas.

A terapia hormonal pode ser útil para algumas mulheres na melhoria do funcionamento cognitivo. No entanto, como é controverso, a Dra. Quinn sugeriu que os pacientes e seus ginecologistas avaliam profundamente os benefícios e riscos. Por exemplo, a terapia hormonal pode ser muito arriscada para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou endometrial, disse ela. Mas para mulheres sem esse histórico e cujo funcionamento é dramaticamente prejudicado, a terapia hormonal pode proporcionar um grande alívio.

  1. Avalie seus pontos fortes e fracos

Identifique as áreas da sua vida que estão sendo afetadas e as atividades que se tornaram difíceis para você, disse a Dra. Quinn. As mulheres podem ter problemas extras com tudo, desde manter-se organizada e administrar seu tempo até tomar decisões, ser impulsivas e esquecer as coisas. Como disse a Dra. Quinn, pode parecer que “você está se arrastando pela lama” e as atividades do dia a dia são abundantes.

Além disso, lembre-se de que você pode ter dificuldades cognitivas mesmo quando ainda está menstruada. De fato, de acordo com a Dra. Quinn, “seu estrogênio começa a diminuir 10 anos antes do período menstrual cessar”, o que pode ocorrer entre os 30 e os 40 anos. Você também pode se sentir incapaz de gerenciar atividades que era capaz antes.

  1. Crie uma “vida favorável ao TDAH”

A Dra. Quinn sugeriu que os leitores simplifiquem suas vidas e configurem o que ela chama de uma vida favorável ao TDAH. Isso significa simplesmente levar em consideração seus sintomas, pontos fortes e desafios. Você pode contratar um organizador profissional, trabalhar com um treinador de TDAH, ser ativo e “ter tempo para si mesmo”, o que você absolutamente merece, disse ela.

Fonte:

Artigo traduzido e adaptado da publicação de Margarita Tartakovsky, M.S., no Psych Central, em 8 de out de 2018.

https://psychcentral.com/lib/adhd-and-menopause-what-you-need-to-know-and-what-you-can-do/

ADHD Weekly 2017-08-17

https://chadd.org/adhd-weekly/changing-estrogen-levels-affect-womens-adhd-symptoms-part-three/

 

Outras fontes:

https://www.additudemag.com/add-and-menopause-how-hormones-affect-adhd-symptoms/

https://www.additudemag.com/adhd-in-women-menopause-symptoms/

 

 

 

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TRAÇOS DE AUTISMO E DÉFICIT DE ATENÇÃO ASSOCIADO AO PEQUENO TRONCO CEREBRAL

TRAÇOS DE AUTISMO E DÉFICIT DE ATENÇÃO ASSOCIADO AO PEQUENO TRONCO CEREBRAL

A gravidade do autismo acompanha de perto a do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), e o tronco cerebral pode estar subjacente a essa conexão: crianças com ambas condições que possuem um tronco cerebral reduzido tendem a apresentar traços graves.

Os resultados apontam para a importância potencial do tronco cerebral em ambas as condições, que frequentemente co-ocorrem, disseram pesquisadores na reunião anual da Society for Neuroscience de 2019 em Chicago, Illinois.

“Ainda não sabemos muito sobre o tronco cerebral, e muitos estudos o omitiram de suas análises”, disse a pesquisadora principal Brittany Travers, professora assistente de cinesiologia da Universidade de Wisconsin-Madison, que apresentou os resultados não publicados. “Nossos resultados sugerem que o tronco cerebral pode ser útil para entender a base neurobiológica das diferenças individuais na gravidade dos sintomas, tanto no autismo quanto no TDAH.”

O tronco cerebral se forma no início do desenvolvimento e controla uma série de tarefas, incluindo processamento sensorial, atenção, sono e respiração. Alguns estudos identificaram anormalidades do tronco cerebral no autismo e condições relacionadas.

O tamanho importa:

Os pesquisadores examinaram 105 crianças de 6 a 10 anos: 41 delas com autismo e 25 delas também preenchiam os critérios para o TDAH. Outros 34 eram controles sem transtornos do neurodesenvolvimento, e 30 tinham uma condição que tinha alguma sobreposição genética com o autismo, como transtorno bipolar, ou tinham um parente próximo com autismo ou esquizofrenia. Os pesquisadores avaliaram por questionários a gravidade das características de autismo e TDAH das crianças.

Crianças com os traços mais graves de autismo também tendem a ter traços graves de TDAH, descobriram os pesquisadores.”As condições eram altamente sobrepostas”, diz Travers.

Os pesquisadores também calcularam o volume do tronco cerebral de cada criança usando imagens de ressonância magnética. Em geral, crianças com tronco cerebral menor apresentam traços mais graves de autismo e TDAH, descobriram os pesquisadores após controlar a idade, sexo e volume intracraniano – o espaço dentro de seus crânios – do que aqueles com tronco cerebral maior.

As descobertas são apenas um primeiro passo, diz Travers. Ela planeja investigar o que está por trás dessas diferenças de tamanho e suas possíveis consequências para a função cerebral geral.

Fonte:

Artigo traduzido e adaptado, de Emily Anthes,  para Spectrum News, em  20 de outubro de 2019.

https://www.spectrumnews.org/news/traits-of-autism-attention-deficit-linked-to-small-brainstem/

 

 

 

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MÃES JOVENS PODEM SER MAIS PROPENSAS A TER FILHOS COM TDAH

MÃES JOVENS PODEM SER MAIS PROPENSAS A TER FILHOS COM TDAH

As mães jovens podem ter maior chance de ter um filho com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), de acordo com uma nova pesquisa da University of South Australia.

Publicado no Nature’s Scientific Reports, a pesquisa explorou a relação genética entre características reprodutivas femininas e principais transtornos psiquiátricos, descobrindo que o risco genético de TDAH em crianças estava fortemente associado à idade materna inicial do primeiro nascimento, principalmente para mulheres com menos de 20 anos.

Na Austrália, o TDAH afeta uma em cada 20 pessoas. O TDAH é um transtorno complexo do neurodesenvolvimento que afeta a capacidade de uma pessoa exercer autocontrole adequado à idade. Caracterizados por padrões persistentes de comportamento desatento, impulsivo e às vezes hiperativo, os indivíduos acham difícil focar-se, concentrar-se e regular suas emoções.

Usando dados genéticos de 220.685 mulheres via Biobank do Reino Unido, o estudo examinou correlações genéticas entre cinco características reprodutivas femininas (idade do primeiro nascimento, idade da primeira relação sexual, idade da primeira ocorrência da menstruação, idade da menopausa e número de nascidos vivos) e seis transtornos psiquiátricos comuns (TDAH, autismo, transtornos alimentares, depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia).

Pesquisador da UniSA (University of South Australia), o Professor Associado Hong Lee, diz que as descobertas podem ajudar a melhorar a saúde reprodutiva das mulheres e proporcionar melhores resultados para seus filhos.

“As mães jovens podem ter dificuldades, principalmente porque estão se adaptando a se tornar mães enquanto ainda são jovens”, diz Lee.

“Ao entender a relação entre ser mãe com pouca idade e ter um filho com TDAH, podemos educar e apoiar melhor as famílias mais cedo.”

“A abordagem é dupla. Em primeiro lugar, somos capazes de informar as mulheres jovens sobre o maior risco genético de ter um filho com TDAH se elas derem à luz ainda jovens. Isso pode alertar e impedi-las de dar à luz com uma idade imatura, o que não apenas melhora sua saúde reprodutiva, mas também o ambiente materno do bebê.”

“Em segundo lugar, somos capazes de educar as jovens mães sobre os recursos do TDAH, como impulsividade e comportamentos desatentos, o que pode ajudar as mães a reconhecer melhor a condição do filho e procurar tratamento mais cedo ou mais tarde.”

“O TDAH é tratável, mas o diagnóstico e as intervenções precoces são essenciais para um resultado bem-sucedido”.

O professor Lee diz que, embora as descobertas sejam significativas, existem algumas complexidades latentes.

“É importante entender que, embora exista um vínculo genético claro entre o TDAH e as mães jovens, isso não é necessariamente um relação causal.”

“O TDAH é um transtorno altamente hereditário, o que significa que uma mãe jovem também pode ter os genes que afetam o risco de TDAH, que é herdado pelo filho.”

“Saber que uma mulher tem uma predisposição genética para o TDAH pode ser registrado em seu histórico médico de família e depois usado para monitorar sua saúde e a saúde de seus filhos. Dessa forma, podemos garantir que mãe e bebê recebam o apoio e a ajuda de que precisam.”

Artigo traduzido e adaptado da publicação no site News Wise em 24 de Outubro de 2019.

https://www.newswise.com/articles/young-mums-more-likely-to-have-kids-with-adhd

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TRATAMENTO PRECOCE DO TDAH EVITA COMPLICAÇÕES GRAVES

TRATAMENTO PRECOCE DO TDAH EVITA COMPLICAÇÕES GRAVES

A intervenção precoce no TDAH ajuda as crianças na escola e no dia-a-dia. Um novo estudo mostra que a inclusão de medicamentos no plano de tratamento traz benefícios específicos, além de apresentar um menor risco de desenvolver condições co-ocorrentes.

Os medicamentos para o TDAH podem ajudar a melhorar a capacidade da criança de se concentrar em materiais educacionais e permanecer na tarefa, bem como seguir instruções e participar melhor de atividades sociais e manter amizades. Os pesquisadores dizem que lidar com os sintomas do TDAH com medicamentos não apenas melhora o comportamento acadêmico e social, mas também ajuda a prevenir outros problemas relacionados a condições co-ocorrentes.

“O tratamento do TDAH pode ajudar as crianças a evitar algumas das sérias complicações associadas ao TDAH”, diz o principal autor do estudo, Joseph Biederman, MD, chefe dos programas clínico e de pesquisa em psicofarmacologia pediátrica e TDAH adulto do Massachusetts General Hospital.

A medicação pode ter um efeito protetor

Cerca de dois terços das crianças e adultos diagnosticados com TDAH também têm uma condição co-ocorrente. Ela pode criar dificuldades para as crianças e suas famílias, além de trazer muita infelicidade para as crianças. A equipe de pesquisa do Dr. Biederman descobriu que a inclusão de medicamentos estimulantes no tratamento reduziu os riscos de desenvolver:

– Depressão maior

– Ansiedade

– Transtorno desafiador de oposição

– Transtorno de conduta

– Transtorno bipolar

– Tabagismo

– Abuso de substâncias

Isso tudo, além de melhorar o desempenho escolar e, para os adolescentes, reduzir a probabilidade de envolvimento em acidentes de carro.

“Nosso estudo comprova que o tratamento precoce com medicamentos estimulantes tem efeitos protetores muito fortes”, diz o Dr. Biederman.

Alan Geller, DO, psiquiatra que trabalha com crianças e adolescentes no Hospital Gracie Square, em Nova York, diz que, ao tratar os sintomas do TDAH, as famílias estão ajudando ativamente a prevenir problemas que podem desencadear condições secundárias ou intensificar as comorbidades existentes.

“Uma criança hiperativa que interrompe e atrapalha as aulas é desagradável”, diz Geller. “Ela acaba ficando marginalizada, o que pode levar a abuso de substâncias ou transtornos de conduta, ou ainda, depressão e ansiedade, se estiver constantemente frustrada. Ela acaba se sentindo sozinha e com a sensação de que ninguém pode ajudá-la. É um grande problema sem tratamento. ”

Entendendo os benefícios do tratamento

O tratamento do TDAH tem muitos benefícios, que podem incluir ajudar uma pessoa a viver mais. O pesquisador Russell A. Barkley, PhD, divulgou recentemente suas descobertas de que o tratamento do TDAH pode ajudar uma pessoa a não apenas evitar o desenvolvimento de condições concomitantes, mas também a gerenciar melhor as condições crônicas de saúde. Gerenciar melhor a saúde pode adicionar de nove a 13 anos à vida de alguém.

“Nossa pesquisa mostra que o TDAH é muito mais do que um distúrbio do neurodesenvolvimento, é um problema de saúde pública significativo”, diz o Dr. Barkley. “Ao avaliar as consequências para a saúde do TDAH ao longo do tempo, descobrimos que o TDAH afeta adversamente todos os aspectos da qualidade de vida e longevidade. Isso ocorre devido às deficiências inerentes à auto-regulação associadas ao TDAH, que levam a um autocuidado deficitário e a um comportamento impulsivo e de alto risco. Os resultados são preocupantes, mas também encorajadores, pois o TDAH é o distúrbio de saúde mental mais tratável na psiquiatria.”

O tratamento adequado dos sintomas do TDAH pode ajudar a criança a ter sucesso acadêmico, melhorar amizades e relações sociais e melhorar a vida familiar. Os benefícios protetores incluem o desenvolvimento de uma auto-imagem saudável e maior confiança, além de evitar o uso de substâncias, comportamentos perturbadores e atividade sexual precoce. Adolescentes que usam medicamentos como parte do tratamento têm melhores registros de direção e menos acidentes de carro.

Fonte: Artigo traduzido e adaptado do texto publicado no site do CHADD, ADHD Weekly, em 3 de outubro de 2019.

https://chadd.org/adhd-weekly/early-adhd-treatment-prevents-serious-complications/

 

 

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HACKATHON TDAH – COMO PODEMOS MELHORAR A ADESÃO AO TRATAMENTO DE PACIENTES COM TDAH ATRAVÉS DA INCORPORAÇÃO DA TECNOLOGIA?

HACKATHON TDAH – COMO PODEMOS MELHORAR A ADESÃO AO TRATAMENTO DE PACIENTES COM TDAH ATRAVÉS DA INCORPORAÇÃO DA TECNOLOGIA?

Você sabia que em média 50% dos pacientes crônicos não aderem ao tratamento?1 E que no TDAH esse número cai para 12%?2 No Brasil temos mais de 230 milhões de smartphones em uso3? Ainda, que o acesso a ferramentas digitais oferece a possibilidade de maior alcance a formas mais significativas de atenção a saúde a pacientes, familiares, provedores e instituições de saúde4?  Ou que a falta de manejo dos eventos adversos, resposta sub ótima ao tratamento, baixa adesão ao tratamento, são os principais motivos para o alto abandono do tratamento para o TDAH? Por fim, que uma ferramenta que permita uma melhor comunicação e relacionamento entre profissional de saúde, paciente e seus colaboradores pode impactar significativamente no maior engajamento do paciente e seu ecossistema, ampliando a adesão ao tratamento TDAH?5. Pois bem esse é o contexto base para desenvolvimento do aplicativo FOCUS TDAH.

Agora, buscando um maior envolvimento e participação dos usuários no processo de criação e desenvolvimento, foi lançado o primeiro HACKATHON TDAH. O termo Hackathon vem da fusão das palavras em inglês “hack”, que significa ‘quebrar’, ‘descobrir’, ‘desvendar’ ou mesmo ‘programar com excelência’, e “marathon”, de maratona. Ou seja, Hackathon é uma maratona de descobertas ou busca de soluções para um problema real. A essência de um Hackathon é envolver pessoas de diferentes características e habilidades, que compartilhem um mesmo foco para o desenvolvimento de soluções a problemas comuns, neste caso o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Ou mais especificamente: Como podemos melhorar a adesão ao tratamento do TDAH através da incorporação de tecnologia?

Durante os dias 13 e 14 de setembro, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, ocorreu a primeira fase, de ideação, do HACKATHON TDAH. O evento reuniu médicos, profissionais de saúde, pacientes com TDAH, familiares e designers, em um desafio colaborativo e cocriativo. Ao todo foram geradas 195 ideias, desenvolvidas por mais de 60 participantes divididos em 8 equipes multidisciplinares. Neste desafio as equipes puderam vivenciar a jornada do paciente com TDAH e apresentaram um Pitch com soluções a serem validadas. A segunda fase do HACKATHON TDAH, prototipagem, ocorrerá no início de dezembro com a apresentação das equipes finalistas a uma banca de especialistas.

O evento contou com a participação de representantes da ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A ação foi viabilizada através de um esforço multi institucional entre a equipe do aplicativo FOCUS TDAH, o PRODAH – Programa de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o Departamento de Psiquiatria do HCPA, o IBIS – Instituto Brasileiro de Inovação em Saúde, o NITT- Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnológica e a Fundação Médica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A Grow+ Ventures conduziu as dinâmicas e atividades num modelo baseado no Design Thinking ou Design Sprint. O HACKATHON TDAH marca o início de uma série de ações de desenvolvimento colaborativo, centrados nas necessidades dos pacientes, com foco na promoção de Saúde Mental através da incorporação de novas tecnologias.

Bibliografia:

  • Sabaté E, editor. Adherence to long-term therapies: evidence for action. Geneva, Switzerland: World Health Organization; 2003.
  • M Victor, Marcelo & Grevet, Eugenio & Iglesias Salgado, Carlos & L Silva, Katiane & O Sousa, Nyvia & Karam, Rafael & Vitola, Eduardo & Picon, Felipe & D Zeni, Gregory & Contini, Veronica & Rohde, Luis & Belmonte-de-Abreu, Paulo & Bau, Claiton. (2009). Reasons for Pretreatment Attrition and Dropout From Methylphenidate in Adults With Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder. Journal of clinical psychopharmacology. 29. 614-6. 10.1097/JCP.0b013e3181c00b1e.
  • Revista Época Negócios – Brasil tem 230 milhões de Smatrphones em uso – 26/04/2019 – 08H20 – ATUALIZADA ÀS 17H13 – POR ESTADÃO CONTEÚDO Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2019/04/brasil-tem-230-milhoes-de-smartphones-em-uso.html
  • Ben-Zeev, S.M. Schueller, M. Begale, J. Duffecy, J.M. Kane, D.C. Mohr Strategies for mHealth research: Lessons from 3 mobile intervention studies Administration and Policy in Mental Health and Mental Health Services Research, 42 (2015), pp. 157-167
  • Adherence, persistence, and medication discontinuation in patients with attention-deficit/hyperactivity disorder – a systematic literature review. Gajria K, Lu M, Sikirica V, Greven P, Zhong Y, Qin P, Xie J – Neuropsychiatric Disease and Treatment. 2014;2014:1543-1569. https://doi.org/10.2147/NDT.S65721

Créditos foto: @HCPA_oficial

 

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ANEMIA MATERNA NO INÍCIO DA GRAVIDEZ LIGADA À DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, TDAH E AUTISMO

ANEMIA MATERNA NO INÍCIO DA GRAVIDEZ LIGADA À DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, TDAH E AUTISMO

O momento que a mãe desenvolve anemia – uma condição comum no final da gravidez – pode fazer uma grande diferença para o feto em desenvolvimento, de acordo com uma pesquisa do Karolinska Institutet publicada no JAMA Psychiatry. Os pesquisadores descobriram uma ligação entre anemia no início da gravidez e aumento do risco de autismo, TDAH e deficiência intelectual em crianças. A anemia descoberta no final da gravidez não teve a mesma correlação. As descobertas ressaltam a importância da triagem precoce do nível de ferro e o aconselhamento nutricional.

Estima-se que 15 a 20% das mulheres grávidas em todo o mundo sofram de anemia por deficiência de ferro, uma menor capacidade do sangue de transportar oxigênio, o que geralmente é causado pela falta de ferro. A grande maioria dos diagnósticos de anemia é feita no final da gravidez, quando o feto, em rápido crescimento, retira muito ferro da mãe.

No presente estudo, os pesquisadores examinaram o impacto que o momento de um diagnóstico de anemia teve no neurodesenvolvimento do feto, em particular se havia uma associação entre um diagnóstico anterior na mãe e o risco de deficiência intelectual (DI), transtorno do espectro do autismo, e transtorno de déficit de atenção / hiperatividade (TDAH) na criança.

No geral, pouquíssimas mulheres são diagnosticadas com anemia no início da gravidez. Neste estudo de quase 300.000 mães e mais de meio milhão de crianças nascidas na Suécia entre 1987-2010, menos de 1% de todas as mães foram diagnosticadas com anemia antes da 31ª semana de gravidez. Entre os 5,8% das mães diagnosticadas com anemia, apenas 5% receberam o diagnóstico desde o início.

Os pesquisadores descobriram que crianças nascidas de mães com anemia diagnosticada antes da 31ª semana de gravidez tinham um risco um pouco maior de desenvolver autismo e TDAH e um risco significativamente maior de deficiência intelectual, em comparação com mães saudáveis ​​e mães diagnosticadas com anemia no final da gravidez. Entre as mães anêmicas do início da gravidez, 4,9% das crianças foram diagnosticadas com autismo, em comparação com 3,5% das crianças nascidas de mães saudáveis, 9,3% foram diagnosticadas com TDAH em comparação com 7,1%; e 3,1% foram diagnosticados com deficiência intelectual em comparação com 1,3% das crianças de mães não anêmicas.

Depois de considerar outros fatores, como nível de renda e idade materna, os pesquisadores concluíram que o risco de autismo em crianças nascidas de mães com anemia no início da gravidez era 44% maior em comparação com crianças com mães não anêmicas, o risco de TDAH era 37% maior e o risco de deficiência intelectual era 120% maior. Mesmo quando comparadas aos irmãos, as crianças expostas à anemia materna precoce apresentavam maior risco de autismo e deficiência intelectual. É importante ressaltar que a anemia diagnosticada após a trigésima semana de gravidez não foi associada a um risco maior para qualquer uma dessas condições.

“Um diagnóstico de anemia no início da gravidez pode representar uma deficiência nutricional mais grave e duradoura para o feto”, diz Renee Gardner, coordenadora de projetos do Departamento de Ciências da Saúde Pública do Karolinska Institutet e principal pesquisadora do estudo. “Diferentes partes do cérebro e do sistema nervoso se desenvolvem em momentos diferentes durante a gravidez; portanto, uma exposição mais cedo à anemia pode afetar o cérebro de maneira diferente do que uma exposição posterior”.

Os pesquisadores também observaram que os diagnósticos precoces de anemia foram associados a bebês nascidos pequenos para a idade gestacional, enquanto os diagnósticos posteriores de anemia foram associados a bebês nascidos maiores para a idade gestacional. Os bebês nascidos de mães com anemia tardia geralmente nascem com um bom suprimento de ferro, ao contrário dos bebês nascidos de mães com anemia precoce.

Embora os pesquisadores não consigam separar a anemia causada pela deficiência de ferro da anemia causada por outros fatores, a deficiência de ferro é de longe a causa mais comum de anemia. Os pesquisadores dizem que as descobertas podem ser o resultado da deficiência de ferro no cérebro em desenvolvimento e, portanto, podem imaginar um papel protetor da suplementação de ferro no cuidado à maternidade. Os pesquisadores enfatizam a importância da triagem precoce do status do ferro e do aconselhamento nutricional, mas observam que são necessárias mais pesquisas para descobrir se a suplementação precoce de ferro pela mãe pode ajudar a reduzir o risco de transtornos do neurodesenvolvimento em crianças.

As mulheres adultas geralmente precisam de 15 mg de ferro por dia, embora as necessidades possam aumentar mais tarde na gravidez. Como a ingestão excessiva de ferro pode ser tóxica, as mulheres grávidas devem discutir a ingestão de ferro com seu médico.

https://medicalxpress.com/news/2019-09-early-maternal-anemia-tied-intellectual.html

Fonte: Medical XPress, por Karolinska Institutet , publicado em 18 de Setembro, 2019

Maiores informações: “Association of Prenatal Maternal Anemia With Neurodevelopmental Disorders” JAMA Psychiatry (2019). DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2019.2309Journal information: JAMA Psychiatry

 

 

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