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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

REPENSE SEU ESTRESSE RELACIONADO AO TDAH

REPENSE SEU ESTRESSE RELACIONADO AO TDAH

Ter TDAH pode ser estressante.

Embora encontrar profissionais e seguir um plano de tratamento possa ser uma fonte importante de estresse e irritação, não é a principal causa do estresse por TDAH.

São as pequenas coisas que causam mais estresse. Isso inclui as mensagens que as pessoas que tem TDAH recebem ao longo do dia – até mensagens de si mesmas sobre suas próprias expectativas. Chaves do carro perdidas, compromissos esquecidos, a sensação de não ter tempo suficiente – essas experiências comuns e outras semelhantes contribuem para o estresse. Assim como o sentimento geral de que você deveria fazer melhor, mesmo quando sabe que já está fazendo o melhor que pode.
“Sintomas de TDAH como frustração e impaciência tendem a agravar o estresse e a ansiedade”, diz Jeffrey Gersten, psicólogo da Loyola University Health System e do Gottlieb Memorial Hospital em Melrose Park, Illinois.

O TDAH e o estresse

O estresse é a reação emocional e física a situações que percebemos como difíceis. Se você tem TDAH, você pode experimentar um nível elevado de estresse por causa das dificuldades para regular as emoções e reações negativas que você já experimentou em situações semelhantes. Juntas, essas sensações podem piorar ainda mais os sintomas, fazendo a situação parecer mais estressante do que anteriormente experimentada.

Pesquisadores que estudam o estresse notaram níveis mais altos de cortisol em pessoas com TDAH, um hormônio liberado quando uma pessoa se sente estressada, do que em pessoas que não têm TDAH. Na verdade, apenas pensar sobre as coisas que os estressavam aumentava a quantidade de cortisol presente em seus corpos.

Adultos com TDAH realmente têm mais coisas para se sentir estressados, diz Ari Tuckman, psicólogo, autor de “More Attention, Less Deficit”. Os sintomas do TDAH afetam o desempenho no trabalho, a vida em casa e a vida social. Isto tudo afeta quanto dinheiro uma pessoa ganha e a sua permanência no emprego, da mesma forma que afeta a felicidade em seus relacionamentos.

Repensando o estresse na sua origem

Repensar a origem do seu estresse e como você vê a situação pode fazer a diferença. Um grupo de pesquisadores na Espanha estudou estratégias de como lidar com a situação que funcionaram bem para reduzir o estresse para pessoas com TDAH.

As três estratégias que eles consideraram mais úteis foram:

• Reavaliar positivamente ou repensar a situação: reavaliar os eventos estressantes para vê-los por um enfoque mais positivo;

• Buscar apoio: buscar apoio de outras pessoas em momentos de estresse;

• Planejar: fazer um planejamento para resolver problemas e encontrar formas de lidar com situações estressantes.

“Reavaliar positivamente é considerar uma situação negativa em sua vida e encontrar uma forma de percebê-la de maneira mais positiva”, diz Neil Petersen. “Provavelmente não é uma grande surpresa que ser capaz de reformular experiências desafiadoras de uma forma positiva seja psicologicamente benéfico. A parte complicada, é claro, é descobrir exatamente como fazer isso em sua própria vida ”.
Ele diz que o processo de encontrar as áreas que você pode reformular inclui:

• Ver sintomas em termos científicos, não moralistas. O que algumas pessoas dizem é que a preguiça ou a falta de força de vontade são sintomas relacionados ao processo de recompensas e à função executiva. Lutar contra eles não significa que você esteja fazendo más escolhas morais, mas que está lidando com uma função cerebral. “Nós passamos de ver o TDAH como uma falha de caráter para vê-lo de forma mais neutra, como resultado do funcionamento da mente com TDAH”, diz ele;

• Entender nossos próprios comportamentos no que diz respeitos aos nossos sintomas. O comportamento está relacionado a como você pode estar lidando com os sintomas, diz ele. Reconhecer que os sintomas não são falhas pessoais pode reformular a forma como você vê suas válvulas de estresse;

• Reconhecer que o TDAH pode influenciar seus objetivos. O TDAH influencia seu ambiente e as coisas que você acha agradáveis. Peterson diz que, em vez de tentar viver como se você não tivesse TDAH, concentre-se em criar uma vida que te faça feliz.

Lidar com as habilidades pode reduzir o estresse do TDAH

Então, o que você pode fazer para reduzir um pouco o seu estresse? As recomendações gerais para comer bem, dormir o suficiente e se exercitar diariamente são úteis para todos. Outras sugestões úteis para reduzir o estresse são praticar mindfulness, reduzir compromissos quando possível, usar um calendário para distribuir as tarefas e delegar.

A prática de respirar profundamente pode ajudar imediatamente a reduzir o estresse, segundo a pesquisa. O ato de fazer 10 respirações profundas muda a forma como o corpo está reagindo, forçando-o a respirar mais devagar e a reduzir a quantidade de cortisol que o corpo libera. Isso dá ao cérebro a chance de processar as informações recebidas e reagir melhor. Combinado com uma abordagem de mindfulness, uma técnica simples de respiração pode trazer rapidamente a uma sensação de maior tranquilidade.
“Controlar a respiração é uma maneira comprovada de reduzir o estresse”, diz o Dr. Gersten. “As pessoas com TDAH precisam desacelerar suas mentes para impedir o pensamento negativo. Caso contrário, eles podem perder rapidamente o controle. ”

Se você tentou praticar essas abordagens e ainda sente seus níveis de estresse altos, converse com seu médico. Às vezes, uma conversa com um terapeuta pode ajudar a reformular os problemas e permitir que você tenha um espaço para que suas preocupações sejam reveladas. Para algumas pessoas, se as mudanças de comportamento e reavaliação não funcionarem, uma segunda avaliação e tratamento para uma condição simultânea, como ansiedade, também pode ajudar.

Fonte:
Traduzido e adaptado do ADHD Weekly, 11 de April, 2019.https://chadd.org/adhd-weekly/reframe-your-adhd-related-stress/
Por Neil Petersen Atualizado em 15 Jan 2019.https://blogs.psychcentral.com/adhd-millennial/2019/01/changing-your-perspective-as-an-adhd-coping-skill/

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CRIAR UMA CRIANÇA COM TDAH CUSTA CINCO VEZES MAIS DO QUE CRIAR UM FILHO SEM TDAH, SEGUNDO ESTUDO

CRIAR UMA CRIANÇA COM TDAH CUSTA CINCO VEZES MAIS DO QUE CRIAR UM FILHO SEM TDAH, SEGUNDO ESTUDO

Criar uma criança com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) custa às famílias americanas cerca de US $ 5,8 bilhões a cada ano – cinco vezes mais do que criar uma criança sem TDAH – segundo um novo estudo realizado por pesquisadores do Centro para Crianças e Famílias da FIU (Florida International University).

Este é o primeiro estudo que calculou as dificuldades sociais, comportamentais e acadêmicas das crianças no custo de uma família criando um filho com TDAH.

“Apesar da extensa pesquisa que tem sido feita sobre os prejuízos relacionados ao TDAH, não há muita pesquisa sobre a carga financeira que tem sobre as famílias”, disse Xin Alisa Zhao, principal autora do estudo e estudante de doutorado no Departamento de Psicologia do FIU. “Um entendimento específico do encargo financeiro de criar uma criança com TDAH é um aspecto vital para defender, justificar e planejar intervenções para famílias com crianças com TDAH.”

Crianças com TDAH muitas vezes têm dificuldades acadêmicas e comportamentais na sala de aula que levam a custos adicionais para as famílias, incluindo aulas particulares, reforço extra classe, softwares de computador ou outros serviços de aprendizagem, além daqueles fornecidos pelo sistema educacional. Essas crianças também perdem frequentemente pertences e materiais escolares que precisam ser substituídos, passam por atividades extracurriculares e perdem aulas ou atividades extracurriculares depois que os pais já pagaram mensalidade ou adquiriram materiais.

“Em média, as famílias de crianças com TDAH gastaram US $ 15.036 por criança – sem incluir tratamento – e as famílias de crianças sem TDAH gastaram US $ 2.848, durante o desenvolvimento da criança”, disse o economista Timothy F. Page, do Departamento de Política e Gestão de Saúde do Robert Stempel College of Public Health & Social Work. “Existem outras fontes de custo elevado para as famílias além de medicação e serviços diretamente relacionados ao tratamento para o TDAH que não estavam sendo considerados em estudos anteriores.”

Além disso, os adolescentes diagnosticados com TDAH na infância têm uma maior possibilidade de ter acidentes de carro, da mesma forma que incorrer em despesas extras, devido a veículos danificados, multas e aumento de custos com seguro de automóvel. Algumas famílias também podem enfrentar alto ônus econômico associado à delinquência, incluindo custos com processos legais.

O estudo também analisou outras despesas relacionadas com stress do cuidador e descobriu que os pais relataram diminuição de renda, devido a demissões e mudança de responsabilidades no trabalho, redução de renda por faltas no trabalho, despesas adicionais com cuidados infantis e tratamento de saúde mental dos pais. Além do impacto financeiro e ocupacional, os cuidadores também sentiram uma sobrecarga emocional, através de relações tensas entre os parceiros, dificuldade em se envolver em atividades sociais prazerosas, alto estresse parental e problemas com álcool ou substâncias.

“O TDAH é o problema de saúde mental infantil mais comum, que, se não tratado, acaba transformando as crianças em adultos com problemas recorrentes, complexos e caros, que afetam toda a família”, disse William E. Pelham, Jr. , diretor do Centro de Crianças e Famílias da FIU. “A coisa mais importante que pais de crianças com TDAH podem fazer é obter ajuda o mais cedo possível, para aprender estratégias comportamentais eficazes que ajudarão a compensar alguns desses custos e evitar problemas mais sérios na idade adulta.”

Este estudo foi publicado no Journal of Abnormal Child Psychology e foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH).
Matéria traduzida e adaptada do texto de Rosanna Castro, 04/05/2019.
https://news.fiu.edu/2019/04/raising-a-child-with-adhd-costs-five-times-more-than-raising-a-child-without-adhd-study-finds/132270

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ÓLEO DE CBD PARA TDAH? O QUE DIZ A PESQUISA

ÓLEO DE CBD PARA TDAH? O QUE DIZ A PESQUISA

O óleo de canabidiol, mais conhecido como óleo de CBD, é um produto da planta de maconha. A família de plantas é chamada de cannabis, e os produtos de cannabis podem incluir o óleo de CBD junto com produtos para fumar, inalar ou alimentícios. O óleo de CBD é apenas um dos mais de 85 compostos da cannabis e é considerado por alguns entusiastas como tendo benefícios medicinais.O óleo de canabidiol, mais conhecido como óleo de CBD, é um produto da planta de maconha. A família de plantas é chamada de cannabis, e os produtos de cannabis podem incluir o óleo de CBD junto com produtos para fumar, inalar ou alimentícios. O óleo de CBD é apenas um dos mais de 85 compostos da cannabis e é considerado por alguns entusiastas como tendo benefícios medicinais.

Não é o THC (tetrahidrocanabinol), o composto da cannabis que cria euforia e proporciona o “alto” consumo de maconha. O óleo CBD não deve conter nenhum THC, o que significa que o óleo precisa ser altamente refinado para torná-lo adequado para uso e, portanto, não é um produto natural. Uma preocupação recorrente, no entanto, é que alguns produtos no mercado podem ter vestígios de THC presentes, tornando-os inadequados para uso por crianças e adolescentes e por qualquer adulto preocupado com o possível vício.

Então, o que dizer do óleo CBD como uma abordagem alternativa para o gerenciamento dos sintomas do TDAH?

O que as pesquisas dizem

Algumas pesquisas foram conduzidas sobre maconha fumada e ingerida para o TDAH, e os achados em geral não indicam um benefício ou são inconclusivos. Tanto para a epilepsia como para a ansiedade, há mais pesquisas que se mostram promissoras. Uma nova medicação feita a partir de cannabis para convulsões causada pela síndrome de Lennox-Gastaut e síndrome de Dravet foi aprovada por um comitê consultivo da FDA, mas não tem aprovação da FDA.

• Canabinoides no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: Um estudo randomizado controlado: Este foi um estudo com amostra muito pequena de trinta pessoas com TDAH que receberam um medicamento canabinoide/CBD. Os participantes foram avaliados quanto aos níveis de sintomas e desempenho do QI nos testes padronizados. Houve uma melhora insignificante na função cognitiva e redução dos sintomas, e melhora nominal na impulsividade e hiperatividade. Os pesquisadores expressaram preocupação de que os participantes não seguiram instruções para evitar todos os outros medicamentos ou uso de álcool que poderiam ter afetado os resultados do estudo. Os autores da pesquisa afirmaram que seus resultados foram inconclusivos.• Impacto do TDAH e Uso de Cannabis no Funcionamento Executivo em Jovens Adultos: Este estudo mostrou resultados de função cognitiva pobre para adultos jovens que começaram a usar cannabis antes dos dezesseis anos, incluindo jovens com diagnóstico de TDAH. Quando avaliados para memória de trabalho, memória verbal, tomada de decisão e recordação, esses jovens usuários tiveram desempenho ruim em todos os pontos. Eles cometeram mais erros quando solicitados a responder perguntas ou tarefas. Os autores dizem que os indivíduos que iniciam o uso de cannabis antes dos 16 anos podem estar em maior risco de desenvolverem déficits neuropsicológicos persistentes porque seu cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente o córtex pré-frontal associado a várias funções executivas, incluindo planejamento, fluência verbal, solução de problemas complexos e controle de impulsos, cada um com sua própria trajetória de desenvolvimento ”.• Efeitos adversos à saúde do uso da maconha: Um artigo de revisão do New England Journal of Medicine, da diretora do Instituto Nacional de Abuso de Drogas, Nora Volkow, e seus colegas, detalha os conhecidos efeitos sobre a saúde do uso da maconha. O THC é uma preocupação para a saúde, assim como outros componentes da planta. Os efeitos adversos incluem diminuição das habilidades cognitivas e exacerbação de transtornos mentais concomitantes e abuso de substâncias. Dr. Volkow lista várias condições de saúde que podem ser tratadas por produtos de cannabis, incluindo dor crônica e inflamação, esclerose múltipla e epilepsia. Ela não inclui o TDAH como um problema de saúde que pode ser tratado por produtos de cannabis. Na verdade, ela escreve: “O uso continuo da maconha resulta em prejuízos na memória e atenção que persistem e pioram com o aumento dos anos, com uso regular”.

Não é um produto natural

Alguns defensores do óleo de CBD afirmam que seus efeitos sobre o corpo são mais suaves e mais eficazes do que medicamentos para o TDAH, porque é um produto natural, feito de uma planta.

Ao contrário de algumas alegações de marketing, o óleo CBD não é feito a partir de plantas de maconha industrial.

O óleo de CBD pode ser produzido a partir da maconha de PCR (Phyto-Cannabinoid Rich) ou da planta de maconha, devido à semelhança entre as duas variantes. No processo de fabricação, a planta é quebrada em pedaços e um solvente químico, um álcool de madeira ou cereais, petróleo ou nafta, é usado para extrair os compostos da planta. Todo o material é decantado e o líquido é separado mecanicamente, retirando os óleos e resinas. O solvente é então reutilizado. Há também um processo usando dióxido de carbono que rompe as células da planta e captura os óleos e resinas de uma série de câmaras de filtragem. Outros métodos de extração usam óleos aquecidos que “cozinham” tanto o óleo quanto a planta.

Os óleos e resinas são então refinados para separar o CBD de outros compostos; isso poderia ser um processo mecânico e químico combinado. Ele também deve ser testado para garantir que todo o THC tenha sido removido, especialmente quando a planta de maconha é usada em vez da maconha de PCR.

Todo o processo depende do refinamento do produto para torná-lo adequado para o consumo humano. E quanto mais “puro” o produto, maior a quantidade de refino que ele deve passar. Então, apesar de sintetizado a partir de uma planta, ele deve passar por vários processos mecânicos e químicos para se tornar utilizável e tem muito pouca semelhança com a planta que o originou. Quanto mais “puro” é o produto CBD, menos natural ele é – o produto final não existe em uma forma natural. Você não pode mastigar uma folha de uma planta de cannabis e receber quaisquer benefícios do óleo de CBD.

Opinião de um especialista

John Mitchell, PhD, ouviu tudo sobre TDAH e uso de produtos de cannabis. Ele é pesquisador e professor assistente no Programa de TDAH da Universidade de  Duke. Não o surpreende o interesse atual no óleo CBD para sintomas de TDAH e não o impressiona os argumentos a seu favor.

“Há alguma eficácia na epilepsia infantil”, ele aponta, “mas quando você olha para a literatura para qualquer outra coisa, especialmente transtornos psiquiátricos, não há forte evidencia de que deva ser um tratamento a seguir, especialmente para TDAH .

Ele diz que o interesse deriva do desejo das pessoas de terem mais opções no tratamento de condições médicas e na mudança de percepções sobre o uso de maconha. Ele aponta vários estados que tornaram legal a maconha medicinal e alguns estados que estão considerando a legalização do uso recreativo de maconha.

“Esse interesse pela CDB está surgindo de maneira mais ampla baseado nessas percepções de falta de maleficência e na mudança de percepção do uso da maconha em geral”, diz o Dr. Mitchell. Há pessoas interessadas, porque o CBD pode ter efeitos terapêuticos. Mas esses estudos são preliminares. Quando você olha para a literatura publicada sobre o CBD, não há nada – é limitado a um estudo ”.

Ele lembra a qualquer pessoa interessada em óleo de CBD ou produtos de cannabis que não há estudos mostrando eficácia ou segurança para esses produtos, quando se trata de gerenciamento de TDAH.

“Estes são produtos não regulamentados. Se esses produtos não são bem regulamentados, como saberemos que realmente estamos recebendo o que está sendo anunciado? ”E quanto à questão de o óleo CBD ser uma opção mais natural do que um medicamento? Vem de uma planta, afinal.”Natural não necessariamente significa que é menos prejudicial”, diz o Dr. Mitchell.

Ele acrescenta que existem opções de tratamento não medicamentosas bem pesquisadas e eficazes, como o treinamento dos pais e os ajustes no estilo de vida, que se mostram eficazes no controle dos sintomas do TDAH.

Há também a questão do óleo CBD se tornar uma “porta de entrada” para o uso de maconha por um jovem. Dr. Mitchell diz que um jovem adulto que tomou o óleo de CBD quando criança pode não ver a diferença entre ele e o uso de maconha para o manejo dos sintomas. O uso de maconha tem efeitos bem pesquisados sobre a saúde física e mental e pode piorar os sintomas de TDAH, diz ele.

“A literatura mostra que há efeitos prejudiciais”, diz o Dr. Mitchell. “Há impactos na capacidade cognitiva, motivação. Especialmente para aqueles que são mais jovens e fumam mais, há um impacto no QI ”.

Ultrapassando os dados

A pesquisa sobre o óleo de CBD e outros produtos de cannabis como uma possível intervenção para o TDAH não mostra eficácia no manejo dos sintomas e, na verdade, indica que possa aumentar os riscos à saúde mental e física. Não existem estudos sobre o uso de óleo de CBD em crianças; nem estudos sobre efeitos a longo prazo. Então, enquanto algumas pessoas estão usando e compartilhando seus resultados publicamente, pesquisadores e profissionais médicos não encontraram evidências de que é um tratamento eficaz para o TDAH.

“Não queremos deturpar as coisas e, com o óleo da CBD, estamos sendo deturpados”, diz o Dr. Mitchell.

“Quando as pessoas dizem que isso funciona para o TDAH, isso vai muito além dos dados. É um salto grande demais.

Fonte:
Traduzido e adaptado de matéria do CHADD – Attention Magazine December 2018 –https://chadd.org/attention-article/cbd-oil-for-adhd/?utm_source=NRC+Master+List&utm_campaign=67fcc85076-EMAIL_CAMPAIGN_2018_12_18_04_09_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_fe5a538eb8-67fcc85076-48060769

 

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ENCONTRE SUA PRÓPRIA FORMA DE PRATICAR MINDFULNESS

ENCONTRE SUA PRÓPRIA FORMA DE PRATICAR MINDFULNESS

O que é Mindfulness? Mindfulness, ou atenção plena, é uma prática de estar atento e aceitar as experiências no momento presente, assim como elas são. Esta prática, derivada da meditação, é agora cada vez mais reconhecida como uma abordagem que pode ser útil para o TDAH. Pesquisas em neurociência mostram que a prática da atenção plena é uma forma de treinar a atenção, melhorar a função executiva e ajudar na regulação emocional – as mesmas qualidades ou habilidades cognitivas que são tipicamente prejudicadas em indivíduos com TDAH. Assim, de certa forma, é um ajuste perfeito: embora o TDAH seja um problema de autorregulação, a atenção plena é uma maneira de fortalecer as habilidades de autorregulação.

Muitas vezes, os adultos com TDAH têm dificuldade em manter ou engajar-se na prática da meditação ou da atenção plena. Mindfulness torna-se uma outra tarefa em sua já ocupada lista de tarefas, algo para ser adiado ou evitado. Esta é uma dificuldade comum se uma pessoa tem TDAH ou não, porque existem tantas forças em nosso ambiente, ou coisas dentro de nós, que nos afastam do momento presente. Todos nós temos uma tendência a estar absortos no que estamos fazendo, ou em nossos pensamentos, e perdemos as coisas que estão acontecendo a nossa frente no momento presente. Perdemos as oportunidades de mudar a forma como reagimos ou respondemos as nossas vidas.

Então, primeiramente, é importante reconhecer que um estado de espírito consciente é algo que todos nós podemos obter, já tendo meditado ou não. É uma qualidade universal que podemos descobrir em nós mesmos e, através da prática, fortalecer ainda mais. É um estado que requer relevar ou fazer algo; é deixar de lado todas as formas de ficar preso ao pensamento ou a atitudes, e aprender a render-se à consciência; entregar-se ao que está acontecendo no momento presente; deixar de lado quaisquer noções preconcebidas ou expectativas e apenas permitir-se testemunhar as coisas como elas são.

Para aqueles que são novos em mindfulness, se pode simplificar a prática em duas etapas. Um passo tem a ver com a mudança de atenção e o outro passo que tem a ver com a mudança de atitude.

Uma vez que você perceba que uma ou ambas as etapas, atenção e atitude, podem ser tomadas ou “ativadas” intencionalmente durante qualquer experiência, então as oportunidades de praticar a atenção plena em sua vida são infinitas. Você pode trazê-la para o que estiver fazendo, a qualquer momento.

Prestando atenção à atenção

Se você começar com o passo da atenção, você pode começar trazendo a curiosidade para a pergunta “como é a sua atenção?”. Como sua atenção muda espontaneamente de uma coisa para outra? Você pode notar a qualidade de sua atenção ao observar belas paisagens e compará-las à qualidade de sua atenção quando estiver envolvido em um filme ou trabalhando no computador. Assim, você conhece diferentes tipos de foco – foco mais difuso, foco mais estreito, atenção dividida, foco disperso e foco mais estável.

Essa atenção à qualidade da atenção começa a desenvolver a habilidade da meta-consciência, que é a capacidade de observar ou testemunhar o que está acontecendo dentro de você sem reagir excessivamente, e fazer uma escolha dessa consciência. Depois de aprender a prestar atenção, você também pode ter a oportunidade de mudar ou moldar intencionalmente. Você pode desenvolver flexibilidade na atenção e treinar seu “músculo regulador” de atenção. É importante porque nossa atenção pode ser sequestrada ou absorvida por emoções fortes no comportamento habitual, o que pode nos levar a ficarmos em uma posição inflexível que pode resultar numa reação exagerada ou reduzir nossa capacidade de ver outras opções de como reagir à situação.

Praticar o movimento da atenção, tornando-a mais flexível e intencional, pode ajudar nessas situações. Podemos começar fazendo perguntas enquanto passam nossos dias, tais como: “Estou totalmente presente agora ou não?” ou “no que mais posso estar presente agora?” Essas perguntas podem se tornar divertidas.

Se nos lembrarmos de praticar a atenção consciente, o que podemos notar com mais consciência? Talvez possamos notar sons, talvez possamos notar nossa respiração, ou talvez possamos notar nosso corpo? É importante pensar no som, na respiração e no corpo como as três âncoras para o momento presente. Eles podem realmente ajudar a reinar na atenção do pensamento ocupado, do pensamento distraído, de volta para mais consciência no presente, mais consciência de si mesmo.

Algumas atividades podem ajudar a criar essa mudança de consciência mais espontaneamente. Exemplos são jardinagem, estar fora na natureza, trabalhar com as mãos, cozinhar, estar com crianças, yôga, tai chi ou fotografia. Todos esses tipos de atividades podem nos tornar mais conscientes do momento presente. Mas qualquer atividade, se a intenção de estar mais presente está presente, pode se tornar uma prática de consciência consciente. Por exemplo, ao sair para o trabalho no carro pela manhã, você pode decidir que esse momento se tornará uma prática de consciência consciente. Você pode verificar a sua postura e sua respiração, observe como as suas mãos se sentem no volante e como você está se sentindo como você está prestes a sair para o dia.

O atraso é muitas vezes um problema do TDAH, então você pode notar uma sensação de pânico ou estresse quando você está prestes a sair. Você pode sentir-se crítico e repreender-se por se atrasar mais uma vez. Portanto, esse momento de atenção plena também pode se tornar uma oportunidade para aprender com essa experiência – e perceber como ser mais gentil com você mesmo, como ser mais proativo e como resolver problemas da próxima vez e ajudar-se a não se atrasar.

Mudando de atitude

O segundo passo é o passo da atitude. Mudar sua atitude para ser mais aberto, sem julgamento e aceitando as coisas como elas são. Essa mudança de atitude também ajuda a ser mais consciente; ajuda com o passo de atenção. Você pode praticar para trazer essa mudança de atitude em sua vida e começar a se envolver com a prática da atenção plena.

Por exemplo, as atitudes conscientes de estar aberto e aceitar podem ser expandidas. Deixar de lado o apego e ideias desnecessárias de como as coisas deveriam ser, deixar de ser perfeccionista; ser mais aberto e flexível, especialmente quando há emoções negativas, como a vergonha; ser gentil, compassivo, grato e paciente – essas são também as diferentes qualidades da atenção plena.

Você pode escolher uma dessas qualidades e decidir que esta é a sua prática de mindfulness. Por exemplo, você pode decidir que pode praticar ser mais gentil e compassivo consigo mesmo e, quando cometer um erro, ou se o TDAH estiver no caminho, pergunte a si mesmo: “E se eu fosse mais compassivo comigo mesmo agora?” Veja o que acontece. A experiência muda para você? Você percebe que pode estar naquele momento um pouco diferente de você?

O principal objetivo é encontrar suas próprias maneiras de ser curioso sobre a atenção, prestar atenção à atenção. Encontre seus próprios caminhos para se tornar mais aberto, curioso, receptivo, amoroso e compassivo consigo mesmo. Você verá como a atenção plena pode começar a crescer em sua vida e transformar seu relacionamento com você, com os outros e com o seu TDAH.

O poder da atenção plena é que ela pode mudar seu TDAH e, ao mesmo tempo, ajudá-lo a aprender a aceitar-se como você é no momento presente.

A psiquiatra Lidia Zylowska, MD, é professora associada da Universidade de Minnesota, especializada em tratamento baseado na atenção e integração do TDAH em adultos. Durante seu trabalho anterior na UCLA, ela liderou o primeiro estudo de treinamento de mindfulness em adultos com TDAH e co-fundou o Centro de Pesquisa de Consciência Consciente da UCLA. Ela também é autora do livro The Mindfulness Prescription for Adult ADHD: Um Programa de 8 Passos para Fortalecer a Atenção, Gerenciar Emoções e Alcançar Seus Objetivos (Trumpeter, 2012).

Artigo adaptado e publicado no CHADD em 11 de Abril de 2019.

https://chadd.org/attention-article/find-your-own-way-to-practice-mindfulness/?utm_source=NRC+Master+List&utm_campaign=67fcc85076-EMAIL_CAMPAIGN_2018_12_18_04_09_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_fe5a538eb8-67fcc85076-48060769

 

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NOVO DISPOSITIVO PODE DIMINUIR SINTOMAS DE TDAH

NOVO DISPOSITIVO PODE DIMINUIR SINTOMAS DE TDAH

Os sintomas do TDAH podem ser tratados estimulando o cérebro enquanto alguém dorme? Um novo dispositivo recentemente aprovado pela Food and Drug Administration dos EUA proporciona essa possibilidade, parecendo oferecer redução de sintomas do mesmo tamanho de efeito que o uso de medicação não estimulante.

O dispositivo usa estimulação do nervo trigêmeo (TNS). Esta é uma nova prática promissora que envia um pulso elétrico muito baixo através de um nervo logo abaixo da pele, no rosto. O pulso estimula os nervos no tronco cerebral. Esses nervos, por sua vez, afetam várias partes do cérebro. A prática já está sendo usada para tratar sintomas de depressão e ansiedade. É indicado para pacientes com idades entre 7 e 12 anos que, atualmente, não tomam medicação para TDAH, e é o primeiro tratamento não medicamentoso para TDAH com autorização de comercialização pelo FDA.

“Este novo dispositivo oferece uma opção segura e não medicamentosa para o tratamento de TDAH em pacientes pediátricos através do uso de estimulação nervosa leve, a primeira do tipo”, disse Carlos Peña, Ph.D., diretor da Divisão de Neurologia e Dispositivos de Medicina Física no Centro de Dispositivos e Saúde Radiológica do FDA. “A ação de hoje reflete nosso profundo compromisso de trabalhar com fabricantes de dispositivos para promover o desenvolvimento de dispositivos médicos pediátricos para que as crianças tenham acesso a dispositivos médicos inovadores, seguros e eficazes, que atendam as suas necessidades exclusivas”.

O especialista consultor do CHADD, L. Eugene Arnold, MD, MEd, diz que o recente entusiasmo pelo produto eTNS aprovado pelo FDA pode ser muito precoce, já que ainda há várias dúvidas sobre o tratamento a longo prazo.

“Eu diria que é encorajador, no entanto”, diz o Dr. Arnold. “E bem-vindo, supondo que se mostre eficaz num estudo mais aprofundado.”

eTNS para ADHD

O produto recentemente aprovado é o Sistema de Estimulação Externo do Nervo Trigêmeo Monarch (eTNS). Desenvolvido pela NeuroSigma, inclui um pequeno dispositivo do tamanho de um pacote de cartões conectado a um fone de ouvido. Nas extremidades do fone de ouvido há uma fita com eletrodos que grudam na testa da criança enquanto ela dorme. Durante a noite, o dispositivo envia estimulação elétrica de baixo nível para o nervo trigêmeo, localizado logo abaixo da pele, na testa da criança. A criança pode sentir formigamento onde o dispositivo está conectado. Em estudos, esta sensação não foi suficiente para manter a criança acordada.

A Monarch afirma que estudos de neuroimagem mostram que o eTNS aumenta o fluxo sanguíneo nas regiões do cérebro relacionadas à regulação da atenção, emoção e comportamento. O TDAH é caracterizado por dificuldades em regular a atenção e as emoções e, muitas vezes, inclui problemas comportamentais nas crianças. O dispositivo é atualmente recomendado para sintomas de TDAH leves a moderados. Algumas crianças no estudo recente experimentaram sonolência, aumento do apetite, problemas de sono, bruxismo, dor de cabeça e fadiga. Nenhum efeito colateral grave foi observado, de acordo com a NeuroSigma.

As crianças que receberam o tratamento mostraram uma melhora em seus sintomas de TDAH em relação às crianças que receberam tratamento com placebo durante o estudo de quatro semanas. Sessenta e duas crianças e suas famílias participaram do estudo.

“Este novo dispositivo oferece uma opção segura e não medicamentosa para o tratamento do TDAH em pacientes pediátricos, através do uso de estimulação nervosa leve, a primeira do tipo”, diz Carlos Peña, PhD, diretor da Divisão de Dispositivos de Medicina Física e Neurológica, no Centro de Dispositivos e Saúde Radiológica do FDA. Ele diz que a aprovação reflete o “profundo comprometimento do FDA em trabalhar com fabricantes de dispositivos para promover o desenvolvimento de dispositivos médico pediátricos, para que as crianças tenham acesso a dispositivos médicos inovadores, seguros e eficazes, que atendam as suas necessidades exclusivas”.

Dúvidas sobre custos são importantes

Dr. Arnold diz que o desenvolvimento de opções de tratamento eficazes para o TDAH é importante. Nem todas as opções de tratamento – medicamentos estimulantes e não estimulantes, tratamento comportamental, neurofeedback, mudanças na dieta – são eficazes para todas as pessoas. Ter algumas escolhas que melhor atendam às necessidades de uma pessoa é vital na elaboração de um plano de tratamento.

Os resultados do estudo com o produto eTNS assemelham-se ao tratamento medicamentoso não estimulante, diz o Dr. Arnold. O produto atualmente custa cerca de USD 1.000,00, e, provavelmente, não será coberto pela maioria dos planos de seguro no momento.

“A acessibilidade determinará o papel que essa intervenção irá desempenhar no tratamento de TDAH”, diz ele. “Se as famílias tiverem que comprar a máquina e o seguro não cobrir, então será um custo maior do que a medicação. Se é um substituto para a medicação em curso, pode ser mais barato para a companhia de seguros pagar pela máquina. ”

Outras considerações surgirão se o dispositivo for prescrito juntamente com um medicamento. O Dr. Arnold diz que é comum que dois medicamentos para TDAH sejam prescritos juntos para melhorar a eficácia. Ele não sabe se as companhias de seguros cobririam os custos do dispositivo e da medicação.

Incrementando opções de tratamento

“Ainda não encontramos o tratamento que funciona para 100% das pessoas”, diz o Dr. Arnold. “Até mesmo medicamentos estimulantes, opções bem estabelecidos, ajudam apenas cerca de 90% das pessoas”.

O TDAH é tratado, geralmente, por meio de uma combinação de manejo de medicação, manejo comportamental, acomodações educacionais e orientação para a criança e a família sobre como o TDAH pode afetar uma pessoa. A maioria das famílias incluirá alguma abordagem complementar para apoiar o tratamento, como dieta ou suplementos.

A medicação estimulante é considerada tratamento de primeira linha para o tratamento do TDAH. Os não estimulantes são frequentemente prescritos quando há um problema de saúde que impeça seu uso ou quando a medicação estimulante não tem o efeito desejado para a criança. Famílias sem interesse na administração de medicamentos podem estar especialmente interessadas no produto eTNS.

Outras famílias podem considerar o eTNS após resultados decepcionantes com medicamentos, ou se houver um motivo para ter cautela sobre a combinação de medicamentos, em função de condições coexistentes. Em qualquer situação, o Dr. Arnold diz que as famílias devem saber que os pesquisadores ainda estão avaliando se serão necessárias sessões de reforço para manter os resultados. Quantos ciclos são necessários e o número de sessões em cada ciclo ainda precisam ser determinados a partir da experiência de uso do dispositivo.

“Não há nada de errado em ter outra ferramenta”, diz ele. “Quanto mais opções tivermos, maior é a probabilidade de qualquer indivíduo encontrar algo que funcione para ele. Eu não desencorajaria as pessoas de tentar, mas eu não defenderei essa intervenção. Eu defendo que as pessoas participem de estudos para aprendermos mais sobre a intervenção ”.

A ficção científica está se transformando em medicina moderna

O desenvolvimento do eTNS e outros dispositivos TNS fazem parte do crescimento da estimulação magnética transcraniana para tratar condições de saúde baseadas no cérebro. Isso inclui depressão, ansiedade, algumas formas de transtorno obsessivo-compulsivo, entre outras condições. O dispositivo funciona usando ondas magnéticas para enviar pulsos de eletricidade muito baixos para o cérebro. O pulso parece ativar certas partes do cérebro a melhorarem sua função. Os pacientes permanecem acordados, confortáveis ​​e não necessitam de sedação durante os tratamentos. Muito poucos efeitos colaterais foram observados.

Arnold disse que não é surpresa que os pesquisadores incluam o TDAH ao estudar quais condições poderiam responder a esse novo tratamento. Ele não é invasivo, o que significa que não há cortes feitos no corpo e nada é inserido na pessoa para que o tratamento seja eficaz.

“Parece estar se tornando um tratamento comum em muitas áreas”, diz ele. “Estamos indo nessa direção.”

O Dr. Arnold comparou muitos dos dispositivos e tratamentos médicos emergentes à popular franquia de programas de TV Star Trek. Definido em um futuro distante, a medicina avançou ao ponto onde os praticantes podem curar uma pessoa de condições sérias em questão de momentos. Com os avanços recentes, o Dr. Arnold diz que estamos nos aproximando de um momento em que as condições de saúde física e mental podem ser tratadas de maneira semelhante.

“Estamos indo na direção do que se vê em Star Trek, diz o médico sobre o dispositivo. Diagnosticar e tratar um problema de uma só vez”. “Estamos indo para lá, e estamos chegando.” Algo , ele diz, que causa muita satisfação.

Traduzido de texto publicado no ADHD Weekly, 2 de Maio de 2019

https://chadd.org/adhd-weekly/new-device-may-decrease-symptoms-without-medication/

Publicado em 19 de April de 2019

https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/fda-permits-marketing-first-medical-device-treatment-adhd

 

 

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PESSOAS COM FIBROMIALGIA TEM ALTA COOCORRÊNCIA DE TDAH, CONCLUI ESTUDO

PESSOAS COM FIBROMIALGIA TEM ALTA COOCORRÊNCIA DE TDAH, CONCLUI ESTUDO

Pacientes diagnosticados com Síndrome Fibromiálgica podem ter grande coocorrência de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), um novo estudo apontou1.

O estudo, observacional, também concluiu que pacientes com ambas as desordens têm os sintomas ainda mais agravados. Mesmo que os dados da pesquisa sejam preliminares, os investigadores sugerem que pessoas com fibromialgia sejam avaliadas para o TDAH.

A pesquisa foi publicada em novembro de 2017, no periódico científico Pain Medicine. 123 participantes foram testados para o TDAH utilizando a Escala de Autoavaliação para adultos, da Organização Mundial da Saúde. Todos os participantes tinham recebido diagnósticos prévios de fibromialgia.

A severidade da fibromialgia também foi medida, utilizando uma escala amplamente reconhecida, chamada de Questionário de Impacto da Fibromialgia.

Neste estudo, quase metade dos pacientes (44,7%) tiveram resultado positivo para o TDAH. Os investigadores concluíram que pessoas com ambas as desordens tinham mais chance de manifestar outros sintomas, como ansiedade e depressão, além de dores mais intensas.

Sintomas desconhecidos da fibromialgia

A fibromialgia é mais conhecida por gerar dores nos músculos e fadiga, mas os participantes com as duas desordens eram particularmente afetados por outro sintoma da Síndrome Fibromiálgica, chamado de discognição ou disfunção cognitiva. Também conhecida de “fibrofog” em inglês (sendo “fog” nevoeiro), esta condição leva a sintomas similares aos do TDAH, que incluem confusão e esquecimento, inabilidade de se concentrar ou de lembrar números e palavras. Mas, a disfunção cognitiva pode ficar ainda mais severa, prejudicando atividades cotidianas.

“A discognição pode ser mais incapacitante do que a própria dor”, escrevem os autores do estudo2. “Ao mesmo tempo, é o sintoma menos tratado ou reconhecido”. Eles concluem que altos resultados no Questionário de Impacto da Fibromialgia “podem ser atribuídos ao impacto tanto da discognição quanto da frequência elevada da depressão e da ansiedade em pacientes que não receberam o devido diagnóstico de TDAH”.

Dopamina é um link possível

A conexão entre TDAH e fibromialgia pode ser encontrada na disfunção cerebral que parece causar cada uma das condições, diz Roland van Rensburg, líder do estudo3. “A fibromialgia parece ser gerada pelo desequilíbrio de neurotransmissores, principalmente, a dopamina e a serotonina. Níveis anormais destes neurotransmissores também estão relacionados ao TDAH”, esclarece o médico.

As diferentes funções da dopamina no organismo incluem colaborar na atenção e na concentração de tarefas, além controlar como o corpo se move. Baixos níveis de dopamina estão associados a sintomas como rigidez e dores musculares, tremores, problemas na coordenação motora fina, disfunções cognitivas, falta de atenção, entre outros sintomas.

Outros estudos e casos

Van Rensburg afirma que ficou surpreso com a alta taxa de pacientes com ambas as desordens em seu estudo. Ele recorda de outra pesquisa4, também bastante recente, publicada no Neuropsychiatric Disease and Treatment, em dezembro de 2017. Este estudo foi realizado com 132 mulheres de 40 anos e encontrou uma comorbidade de 29,5% entre os dois transtornos.

Quando perguntado sobre um tratamento único para ambas as desordens, Van Rensburg diz que “o elemento comum da disfunção cognitiva e a possível causa da disfunção de neurotransmissores levam a crer que possa existir remédios capazes de tratar os transtornos quando ocorrem simultaneamente.”3

O autor do estudo nota que casos anteriores sugeriram este caminho, quando os pacientes relatavam cansaço inexplicável, dores musculares e diagnósticos de fadiga crônica ou fibromialgia e que tiveram significativa melhoria com remédios estimulantes, tanto na dor quanto na fadiga. Contudo, Van Rensburg esclarece que mais estudos são necessários tanto para compreender a relação quanto para explorar as possibilidades de tratamento.

Os pesquisadores recomendam que, se você tiver fibromialgia, peça ao seu médico que verifique o TDAH com testes padrão. Caso exista alguma possibilidade de você ter ambas as desordens, procure um neurologista ou um psiquiatra para diagnósticos formais.

FONTES

1 RENSBURG R, et al. Screening for Adult ADHD in Patients with Fibromyalgia Syndrome. Pain Medicine, Volume 19, Issue 9, 1 September 2018, Pages 1825–1831. Doi: https://doi.org/10.1093/pm/pnx275. Disponível em: <https://academic.oup.com/painmedicine/article/19/9/1825/4584482>. Acesso em: 06 de dezembro de 2018.

2 FIBROMYALGIA PATIENTS SHOULD BE SCREENED FOR ADHD, STUDY SAYS. ADDITUDE. Disponível em: <https://www.additudemag.com/fibromyalgia-and-adhd-screening-study>. Acesso em: 06 de dezembro de 2018.

3 FIBROMYALGIA PATIENTS SHOW HIGH CO-OCCURRENCE OF ADULT ADHD. MD MAGAZINE. Disponível em: <https://www.mdmag.com/medical-news/fibromyalgia-patients-show-high-cooccurrence-of-adult-adhd>. Acesso em: 06 de dezembro de 2018.

4 YILMAZ E, et al. Attention-deficit hyperactivity disorder and impulsivity in female patients with fibromyalgia. Neuropsychiatric Disease and Treatment. 2018. Volume 2018:14 Pages 1883—1889. Doi: https://doi.org/10.2147/NDT.S159312. Disponível em: <https://academic.oup.com/painmedicine/article/19/9/1825/4584482>. Acesso em: 06 de dezembro de 2018.

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NOVA PESQUISA INDICA QUE O TDAH NÃO TRATADO REDUZ A EXPECTATIVA DE VIDA NA IDADE ADULTA JOVEM – O Tratamento Pode Ajudar A Resolver O Problema

NOVA PESQUISA INDICA QUE O TDAH NÃO TRATADO REDUZ A EXPECTATIVA DE VIDA NA IDADE ADULTA JOVEM – o tratamento pode ajudar a resolver o problema

A mensagem é clara. O tratamento para o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), juntamente com os riscos relacionados à saúde que ele representa, tem a possibilidade de adicionar uma média de 9 a 13 anos à expectativa de vida de crianças e adultos diagnosticados com TDAH. Esta é a implicação de um estudo de pesquisa de ponta realizado por Russell A. Barkley, Ph.D., que avaliou a conexão entre o TDAH e 14 fatores críticos de saúde, incluindo nutrição, exercícios e uso de tabaco e álcool. LANHAM, Md. (Business Wire), 8 de janeiro de 2019.

O Dr. Barkley resumiu suas descobertas em seu Discurso Principal na Conferência Internacional Anual de 2018 sobre TDAH em St. Louis, Missouri, onde recebeu o premio CHADD Lifetime Achievement. O estudo completo, Síndrome da Criança Hiperativa e Expectativa de Vida Estimada no Acompanhamento de Jovens Adultos: O Papel da Persistência do TDAH e Outros Potenciais Preditores, foi recentemente publicado no Journal of Attention Disorders.

“Nossa pesquisa mostra que o TDAH é muito mais do que um transtorno do neurodesenvolvimento, é um problema significativo de saúde pública”, diz o Dr. Barkley. “Ao avaliar as consequências para a saúde do TDAH ao longo do tempo, descobrimos que o TDAH afeta negativamente todos os aspectos da qualidade de vida e longevidade. Isso se deve às deficiências inerentes à autorregulação associadas ao TDAH, que levam a um autocuidado ruim e a um comportamento impulsivo e de alto risco. As descobertas são preocupantes, mas também encorajadoras, já que o TDAH é o transtorno mental mais tratável da psiquiatria.”

O Dr. Barkley e sua equipe utilizaram dados de um estudo longitudinal em Milwaukee, Wisconsin, que acompanhou um grupo de pacientes principalmente do sexo masculino com TDAH desde a infância até a idade adulta, e analisaram os dados usando uma calculadora de expectativa de vida baseada em atuarial desenvolvida na Universidade de Connecticut, pelo Centro Goldenson de Pesquisa Atuarial.

“A pesquisa do Dr. Barkley confirma o que já suspeitamos há algum tempo ”, diz o especialista residente do CHADD, L. Eugene Arnold, MD, M.Ed., professor emérito de Psiquiatria e Ciências Comportamentais, Nisonger Center Clinical Trials Program, Universidade Estadual de Ohio. O CHADD (Crianças e Adultos com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) é o principal recurso Americano em TDAH, fornecendo apoio, treinamento, educação e defesa para as 17 milhões de crianças e adultos nos Estados Unidos que vivem com TDAH, suas famílias, educadores, e profissionais de saúde. O Dr. Barkley trabalha com o CHADD em várias funções há mais de 30 anos e tem uma parceria com a organização para identificar e executar várias iniciativas resultantes de suas descobertas de pesquisa.

“Se você olhar para os quatro maiores riscos à saúde nos EUA – má alimentação, exercícios insuficientes, obesidade e tabagismo -, o TDAH apresenta um risco maior do que todas essas quatro preocupações combinadas”, explica o Dr. Barkley.

“O TDAH é um grande problema de saúde que não foi avaliado sob esse aspecto pelos formuladores de políticas”, acrescenta o Dr. Arnold. “É preciso levar isto muito mais a sério”.

Em graus variados, o TDAH é um fator em muitos comportamentos de estilo de vida de primeira ordem que resultam em expectativa de vida reduzida, e o Dr. Barkley afirma que esses comportamentos não tendem a melhorar até que o problema subjacente – TDAH – seja abordado. Ele diz que os influenciadores profissionais que são mais propensos a ter um impacto nas escolhas de estilo de vida saudável – médicos de cuidados primários, pediatras, cardiologistas e outros profissionais de saúde – muitas vezes não veem o TDAH como uma razão potencial para o descumprimento de seus pacientes com as mudanças recomendadas.

“Profissionais de saúde precisam olhar mais cuidadosamente para TDAH”, diz o Dr. Barkley. “Pacientes que lutam para seguir a recomendação de seus médicos para controlar o peso, parar de fumar ou reduzir a ingestão de açúcar, entre outras preocupações, devem ser examinados cuidadosamente para TDAH e tratados adequadamente. Precisamos educar nossos colegas sobre os sintomas do TDAH, o impacto substancial que esse transtorno pode ter e como examiná-lo. A boa notícia é que, com um diagnóstico preciso e o uso continuado de tratamentos baseados em evidências, incluindo terapia cognitiva, apoio educacional, treinamento de habilidades e medicamentos, as pessoas com TDAH podem acrescentar anos de volta as suas vidas. E, coletivamente, podemos causar um impacto significativo em algumas das maiores preocupações com a saúde que enfrentamos como nação ”.

Sobre Russell A. Barkley, PhD

Russell A. Barkley, Ph.D., é uma autoridade internacionalmente reconhecida em transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) em crianças e adultos que dedicou sua carreira a disseminar amplamente informações baseadas em ciência sobre TDAH. O Dr. Barkley é professor clínico de psiquiatria no Centro de Tratamento Viral para Crianças e no Centro Médico da Virginia Commonwealth University em Richmond, Virgínia. Saiba mais em www.russellbarkley.org.

Fonte: CHADD

Publicado em 08/01/2019, 16:21 PM/DISC: https://www.businesswire.com/news/home/20190108006061/en/

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PEDINDO ACOMODAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

PEDINDO ACOMODAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO

Você ama seu trabalho, seus colegas de trabalho são agradáveis ​​e seu chefe não faz exigências impossíveis. No entanto, seus sintomas de TDAH dificultam a organização de trabalhos enquanto você está lidando com os detalhes do projeto. Os barulhos do local de trabalho e a atmosfera ocupada o distraem e você não pode concluir seu trabalho em um período de tempo razoável.

Você está preocupado com o seu futuro. Você não precisa sair. Você pode consertar o que não está funcionando para você no seu local de trabalho.

Americans with Disabilities Act

Em 1990, o Congresso aprovou o Americans with Disabilities Act de 1990 para melhorar o acesso e criar acomodação para pessoas com várias deficiências. O ADA inclui o TDAH como uma deficiência reconhecida. Para um funcionário que tem TDAH, o ato pode exigir que o empregador forneça acomodações razoáveis, desde que isso não crie dificuldades indevidas para a empresa.

Nem todo mundo que tem TDAH é um “indivíduo qualificado” de acordo com a ADA, diz Nancy O’Mara Ezold, advogada e sócia da Ezold Law Firm, com sede na Filadélfia.

“Se uma pessoa tem TDAH, mas não limita substancialmente nenhuma atividade vital, ela não será qualificada pela ADA para qualquer ajuda”, diz ela.

Se você se qualificar, isso pode significar que, se você não conseguir trabalhar por causa do barulho, talvez seja possível solicitar um escritório particular com uma porta. Se isso não for possível, colocar sua mesa em um local não central, onde menos pessoas passarão, é uma acomodação razoável.

Quando divulgar um diagnóstico

Você não precisa revelar que tem TDAH quando está entrevistando para um trabalho. Por outro lado, se seus sintomas de TDAH atrapalharem seu trabalho, não espere muito.

“Muitas vezes as pessoas revelam que tem TDAH um pouco tarde demais – depois de terem sido provocadas. Nesse momento, provavelmente não ajudará”, diz Elias Sarkis, MD, fundador da Sarkis Family Psychiatry and Clinical Trials e ex-presidente da Sociedade Psiquiátrica da Flórida.

Quando você compartilha seu diagnóstico, mencione os pontos positivos que se aplicam a você: você é criativo, um pensador inovador com muita energia? Você pode se concentrar em uma tarefa que agarra o seu interesse por um longo tempo? Compartilhe com seu empregador os pontos fortes que você pode trazer para melhorar a empresa ou ajudá-la a atingir suas metas.

Pedindo acomodação

Ezold diz que a maioria das pessoas experimenta um dos três cenários:

  • Não apresenta problemas em fazer o trabalho, apesar de ter TDAH
  • Querer solicitar acomodação, mas não divulgar um diagnóstico de TDAH
  • Necessidade de divulgar um diagnóstico de TDAH e solicitar acomodação.

Na primeira situação, não há necessidade de compartilhar o diagnóstico de TDAH, pois isso não afeta a capacidade de concluir o trabalho com êxito. Muitas vezes alguém neste cenário pode encontrar truques e dicas para gerenciar os sintomas de TDAH no local de trabalho sem envolver um empregador.

Alguém na segunda situação pode se aproximar de seu gerente e dizer algo como: “O barulho na sala realmente me distrai – está tudo bem eu usar fones de ouvido enquanto estou trabalhando?” Ou “É uma distração para mim estar tão perto do elevador, com todos indo e vindo. Seria possível eu me mudar para aquela mesa vazia no canto de trás? ”Esse tipo de pedido é geral e não há necessidade de dizer nada sobre o TDAH. No entanto, você pode decidir que precisa revelar seu diagnóstico ao solicitar acomodações mais específicas. Convém compartilhar o modo como essas pequenas alterações melhorarão sua produtividade.

Quando um empregado não pode atender aos requisitos da posição devido a sintomas de TDAH, no entanto, a divulgação é muitas vezes necessária. Ele precisa primeiro avaliar se o trabalho é um bom ajuste, confirmando que ele seria bem sucedido com algumas mudanças. Se ele decidir que são as condições e não o trabalho, ele deve considerar cuidadosamente quais acomodações ele precisa para ter sucesso.

“Existem acomodações que podem ser úteis?”, Pergunta o Dr. Sarkis. “Não faz sentido divulgar seu diagnóstico se você não conseguirá uma acomodação, ou se ela não for útil”.

Dr. Sarkis diz que conhece muitos vendedores com TDAH que interagem bem com outros profissionais de saúde, mas se esforçam para completar sua papelada. Uma sugestão nesse caso pode ser pedir um assistente administrativo para ajudar.

A Sra. Ezold recomenda discutir suas necessidades com o departamento de recursos humanos, se você tiver um. Deixe o diretor de RH saber que você tem TDAH e como isso está afetando você e, em seguida, discuta maneiras de resolver esses problemas para que você possa fazer bem o seu trabalho. Vá para a reunião com duas ou três sugestões realistas para alterações. Você também pode ter que fornecer um laudo do seu médico de que você tem uma deficiência e quais seriam as acomodações recomendadas. Seus empregadores precisam saber exatamente a que estão respondendo e quais são as limitações de sua deficiência. Isso beneficia ambos.

Quando obter ajuda conversando com seu empregador

A ADA afirma que, desde que você seja capaz de atender às “funções essenciais” do trabalho, você tem o direito de ajudar. Se você ainda não falou com seu supervisor e acha que ele é razoável e entende o que precisa ser resolvido e como isso pode ser feito, esse é um bom ponto de partida.

Se você já tentou todas as opções, ou o seu empregador está reagindo negativamente, talvez seja necessário entrar em contato com um advogado. Ezold diz que esse é definitivamente o caminho a percorrer se seu empregador disser que seu pedido é “irracional”.

“Eu chamo de nivelamento do campo de jogo”, diz ela. “Qualquer funcionário no local de trabalho que esteja sozinho contra todo o departamento de RH e que não esteja obtendo o reconhecimento ou o respeito que merece, precisa de ajuda”.

Traduzido do artigo publicado no CHADD em 18 de Abril, 2019.

https://chadd.org/adhd-weekly/asking-for-workplace-accommodations/

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FILHO ADOLESCENTE COM TDAH? ENCORAJE A COMUNICAÇÃO E EVITE O DRAMA

FILHO ADOLESCENTE COM TDAH? ENCORAJE A COMUNICAÇÃO E EVITE O DRAMA

Grande parte das crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade chega à adolescência com o transtorno. Nos Estados Unidos, o número estimado de adolescentes com TDAH é de 3% a 5%1.

Os sintomas na adolescência são muito similares aos da infância: distração, desorganização, falta de concentração e impulsividade. Contudo, somam-se a isso as mudanças hormonais, a vida social intensa e a falta de controle dos pais sobre os jovens. Os sintomas podem ser parecidos, mas a forma de lidar com eles muda bastante.

Richard Curwin tem muito a nos ensinar sobre esta mudança. Educador especialista em disciplina escolar, Curwin é pai de duas crianças com TDAH, além de ter sido ele mesmo diagnosticado com o transtorno.

Dos seus longos anos de experiência com gerenciamento de sala de aula, ele criou o método chamado “Disciplina com Dignidade”, que deu origem a um livro homônimo. Hoje, o educador nos traz algumas reflexões interessantes para lidar com adolescentes diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção/ Hiperatividade. Confira abaixo o texto de Richard Curwin2.

Os pais frequentemente me perguntam como podem atravessar a adolescência de seus filhos com TDAH. O transtorno adiciona uma carga de estresse à tarefa de se comunicar com um filho ou com uma filha que já está passando por uma grande pressão dos colegas e dos hormônios.

A maioria dos problemas se origina da dificuldade dos adolescentes de controlarem o que dizem ou fazem. O estresse e o conflito exacerbam a impulsividade. Reduzir estas tensões e os insultos verbais minimizará situações negativas na vida do seu filho e abrirá caminho para uma comunicação mais tranquila e para momentos de disciplina.

Como pai de duas crianças com TDAH, e tendo sido eu mesmo diagnosticado com o transtorno, posso sugerir algumas alternativas para vocês.

Comunicando-se com um adolescente

Grande parte dos adolescentes precisa ter a palavra final na conversa. Você pede que seu filho faça algo e ele lhe explicará por que não pode fazer. Você soluciona as preocupações de seu filho e ele surgirá com novos problemas. Nunca acaba. Os amigos são menos compreensivos com alguém cuja atitude aparenta o “sabichão” e, com o passar do tempo, acabarão riscando seu filho da lista de amizades.

Explique para seu adolescente que não é culpa dele que ele se comporte desta forma. O TDAH exerce grande influência sobre o cérebro. Diga a ele que não importa que ele precise dar a última palavra ocasionalmente, mas, quando isso acontece com frequência, a percepção é de que ele está sempre correto.

Perceber como seu filho expressa esta última palavra é fundamental para minimizar a atitude. Ensaie cenários diferentes, em que ele deixará você dar a última palavra. Observe como esta dramatização impactará no cotidiano após três dias de ensaio.

Não o recompense ou o reprima com base nos resultados. Apenas ajude-o a melhorar. Esta atividade pode ser repetida tantas vezes quanto seu filho se sentir disposto.

Ajuda na organização

Adolescentes com TDAH – e adultos também – frequentemente perdem itens como carteiras, chaves, livros, óculos e papeis. Isso pode levar ao desespero ou à culpa, o que potencializa a atitude defensiva.

Quanto mais os pais culparem o adolescente por não se preocupar com suas coisas, menos eles ouvirão seus conselhos. Perder coisas se torna uma questão que interfere bastante na comunicação entre pais e adolescentes.

Para evitar esta cadeia de eventos, espere até que as coisas estejam mais calmas. Amigavelmente, ofereça sugestões de uma forma não julgadora. “Eu sei que você tem dificuldade de encontrar as coisas. Isso deve ser frustrante. Tenho algumas ideias que podem lhe ajudar se você quiser reverter essa situação”.

Sugira formas de organização e estabeleça locais para os itens que seu filho perde com mais frequência. Pregue ganchos nas paredes ou compre um porta-chaves e pendure-o ao lado da porta para que ele coloque as chaves ali sempre que entrar em casa. Compre uma pasta ou um arquivo vermelho para que ele guarde suas tarefas da escola. Encontre um lugar visível para guardar estes papeis. Ajude-o a colocar as contas na carteira em vez de deixá-las soltas em qualquer lugar.

Escolhas e tomadas de decisão para adolescentes com TDAH

Escolhas são oportunidades para seu filho aprender a solucionar problemas. Ameaças criam reações de “luta ou fuga”, que geram silêncio ou conflitos. Você já ouviu seu filho dizer “e daí? Eu não me importo!” quando você o ameaça?

Como saber a diferença entre uma ameaça e uma escolha? Uma ameaça inclui punição como uma das escolhas: “limpe o quarto ou não usará o carro. A escolha é sua”. Uma forma mais interessante de propor isso é “você precisa limpar seu quarto. Você pode fazê-lo antes ou depois do jantar”.

Outro exemplo de ameaça é “você pode escolher entre parar de incomodar sua irmã ou sair da mesa de jantar”. Se uma das opções for uma punição, seu filho interpretará isso como ameaça. Uma abordagem melhor é dizer “por favor, encontre uma forma de não incomodar sua irmã para que todos nós possamos saborear nosso jantar”. Ao substituir ameaças por escolhas positivas, você melhorará a comunicação com seu filho adolescente.

Fonte:

1 ADHD, BY THE NUMBERS. ADDITUDE. Disponível em: <https://www.additudemag.com/the-statistics-of-adhd/>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

2 HAVE A TEEN WITH ADHD? ENCOURAGE COMMUNICATION & AVOID THE DRAMA. ADDITUDE. Disponível em: <https://www.additudemag.com/parenting-teen-adhd-discipline-communication/>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

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PROBLEMAS PARA FICAR PARADO? Estudos Concluem Que Movimentar-se Pode Ajudar Na Concentração

PROBLEMAS PARA FICAR PARADO? Estudos concluem que movimentar-se pode ajudar na concentração

Sente-se. Fique quieto um pouquinho. Pare de correr. Pais e professores conhecem estas ordens muito bem. Principalmente, pais de crianças diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).

Contudo, novos estudos têm desafiado a noção de que estas ordens são necessárias – ou até mesmo corretas. Se você acha que seu filho/aluno precisa ficar imóvel para prestar atenção ou aprender, estas pesquisas podem lhe interessar.

Em 2015, investigadores do University of Mississippi Medical Center1 levantaram a hipótese de que a hiperatividade, nas crianças com TDAH, não é causadora de problemas de aprendizado, pelo contrário.

O estudo buscava compreender a hiperatividade como um “comportamento compensatório” e mostrou como a irriquietação pode ser uma solução encontrada pelo cérebro para colaborar na concentração.

No mesmo ano, pesquisadores da Florida State University (FSU)2 tentaram compreender esta questão. A equipe investigou se as crianças com o transtorno recorriam ao movimento com o intuito de otimizar determinadas funções cerebrais.

O estudo foi pequeno, com 25 crianças entre 8 e 12 anos. Elas precisavam lembrar breves listas de números e letras e organizá-las em ordem alfabética e numérica.

Em alguns testes, os pesquisadores avisavam às crianças quantos itens precisariam lembrar e organizar. Em outros, não avisavam. As crianças se mexiam 25% a mais quando não sabiam o que encontrariam pela frente.

Michael Kofler, líder do estudo da FSU, é diretor do Children’s Learning Clinic, no Departamento de Psicologia da Florida State University. Ele explica3 que a hiperatividade pode ter um propósito: “é o movimento que ajuda no funcionamento do cérebro”, conclui ele.

O movimento ao qual Kofler se refere é bater pés, mãos, levantar-se no meio das tarefas e muitos outros comportamentos característicos do TDAH, que os adultos frequentemente veem como um problema para o aprendizado dos pequenos. Por isso, estes adultos se dedicam a encontrar maneiras de parar as crianças.

O problema, diz Kofler, é que, para estas crianças, “a concentração só é possível se elas não ficarem paradas”.

“Nosso estudo descobriu que crianças com TDAH lembram mais e processam mais informações quando estão se movendo”, explica o professor, que demonstra que este recurso não é limitado a crianças com TDAH.

“Na próxima vez em que você estiver em uma longa reunião, observe como as pessoas se comportam após 1h, movendo-se em suas cadeiras ou se levantando. É isso que fazemos ou acabamos apelando para uma xícara de café, com o objetivo de obtermos essa compensação mental. Acreditamos que o mesmo ocorre com crianças com TDAH. Por isso, estamos tentando mensurar este comportamento.”

O pesquisador explica que esta maneira de compreender a hiperatividade pode colaborar na forma com que professores e pais lidam com a questão. “Não estamos falando de mudanças radicais no ensino. O que pode ser feito é apenas aliviar um pouco as ordens para ficar quieto no lugar ou até mesmo ressignificar quais abordagens funcionam nestes casos.”

Kofler finaliza lembrando que a velha máxima, “cada um tem uma forma de aprender”, ganha um novo sentido quando falamos de crianças com TDAH.

Não é nada incomum vermos a capacidade de executar várias tarefas simultaneamente como algo digno de elogios. Porém, para crianças e adultos diagnosticados com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, o oposto é verdade.

Quando discutimos a irriquietação, não estamos falando sobre realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, mas sim sobre se mover enquanto realiza uma tarefa. A irriquietação efetiva não distrai o indivíduo de sua tarefa principal, porque não divide o foco ou exige pensamento sobre a atividade.

Veja abaixo alguns movimentos considerados irriquietação efetiva:

1 – Caminhar enquanto fala

2 – Desenhar enquanto escuta

3 – Utilizar diferentes canetas coloridas ao escrever

4 – Manter as mãos ocupadas

5 – Ouvir música

6 – Mastigar chicletes

7 – Levantar-se e alongar-se durante tarefas

Administrar os sintomas do TDAH envolve reconhecer escolhas e atitudes, mas também compreender o que está ocorrendo no cérebro dos pacientes.

A partir disso, estratégias eficientes poderão ser aceitas com mais liberdade – é isso que está por trás da abordagem da irriquietação, diz Michael Koefler.

Fontes

1 SARVER D, et al. Hyperactivity in Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD): Impairing Deficit or Compensatory Behavior?. Journal of Abnormal Child Psychology 3(7). Abril, 2015. DOI: 10.1007/s10802-015-0011-1. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/274902466_Hyperactivity_in_Attention-DeficitHyperactivity_Disorder_ADHD_Impairing_Deficit_or_Compensatory_Behavior>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

2 KOFLER M, et al. Working Memory and Increased Activity Level (Hyperactivity) in ADHD: Experimental Evidence for a Functional Relation. Journal of Attention Disorders 1-15. 2015. DOI: 10.1177/1087054715608439. Disponível em: <https://psy.fsu.edu/clc/Publications/CLC_Kofler%20et%20al.%20(2016).pdf>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

3 FIDGETING AND ADHD: HOW MOVEMENT AIDS LEARNING. C8 SCIENCES. Disponível em: <https://www.c8sciences.com/fidgeting-and-adhd-how-movement-aids-learning/>. Acesso em: 03 de janeiro de 2019.

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