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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

ORGANIZAÇÃO EM SALA DE AULA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #6

Neste sexto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre Organização em Sala de Aula, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na organização nas atividades escolares. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos.

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao quinto vídeo da série através do link: https://youtu.be/PJknefoPZhU

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HABILIDADES DE MATEMÁTICA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #5

Neste quinto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre Habilidades de Matemática no TDAH, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na escrita. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos.

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao quinto vídeo da série através do link: https://youtu.be/yjt0afvHtL0

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HABILIDADES DE ESCRITA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #4

Neste quarto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre as Habilidades de Escrita no TDAH, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na escrita. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos. Se inscreva no canal para acompanhar outras dicas e continuar recebendo informação sobre TDAH!

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao quarto vídeo da série através do link: https://youtu.be/RnCYxjF0ruU

 

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HABILIDADES DE LEITURA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #3

Neste terceiro vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre as habilidades de leitura do TDAH, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na leitura. Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos. Se inscreva no nosso canal no Youtube para acompanhar outras dicas e continuar recebendo informação sobre TDAH!

A série “Psicopedagogia e TDAH” é composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao  terceiro vídeo da série através do link: https://youtu.be/zYNyuDrEdv4

 

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O QUE OS PROFESSORES PODEM FAZER QUANDO SUSPEITAM DE TDAH | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #2

No segundo episódio da série FOCUS: Psicopedagogia e TDAH, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre o papel dos professores e professoras no processo diagnóstico do TDAH, dando dicas práticas de como, quando e o que observar no seu aluno com suspeita de TDAH.

A série será composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao  vídeo da série através do link: https://youtu.be/xRcrwrFxWZU

 

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TDAH NA ESCOLA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #1

Hoje começamos uma nova série no FOCUS: Psicopedagogia e TDAH, que vai abordar o TDAH na sala de aula, as dificuldades de aprendizagem associadas ao TDAH e como os professores podem auxiliar pessoas com essas dificuldades. Afinal, uma das áreas com maior impacto na vida dos pacientes é a escolar. Para falar disso convidamos as psicopedagogas Évelin e Camila, especialistas no tema.

A série será composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao primeiro vídeo da série através do link: https://youtu.be/ZlKLoR3vTII

 

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MINDFULLNESS BASEADO EM TAI-CHI PODE DIMINUIR OS SINTOMAS DE TDAH EM CRIANÇAS, SEGUNDO ESTUDO

MINDFULLNESS BASEADO EM TAI-CHI PODE DIMINUIR OS SINTOMAS DE TDAH EM CRIANÇAS, SEGUNDO ESTUDO

Um estudo recentemente publicado no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics encontrou uma associação entre o treinamento com mindfulness baseado em Tai-chi e uma melhora da hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças em idade escolar com TDAH.

“Os achados desse estudo fornecem suporte para uma nova via promissora de intervenção comportamental em crianças com TDAH e dificuldades relacionadas, com a pratica de mindfullness em movimento estando associada com melhora na habilidade de controlar a atenção e o comportamento. Os achados também sugerem que a intervenção de mindfullness em movimento contribui para melhorias paralelas no controle motor, de tal forma que o exame da motricidade pode servir como um biomarcador valioso, ajudando a monitorar a resposta a essa intervenção promissora”, disse Mostofsky, um dos pesquisadores do estudo.

Trinta e quatro crianças com idades entre 8-12 anos participaram durante 8 semanas de uma intervenção com Tai-chi com 2 aulas semanais de 60 minutos. Os sintomas de TDAH foram avaliados antes e depois do tratamento utilizando uma escala validada de avaliação parental. O controle motor foi avaliado usando um exame objetivo dos sinais de desenvolvimento motor. Após a intervenção, as crianças mostraram reduções significativas nos sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção, bem como melhora do comportamento opositor-desafiador e de funções executivas. As crianças também apresentaram melhorias significativas em medidas objetivas de controle motor. Vale ressaltar que houve uma grande correlação entre esses achados, de forma que crianças com mais melhorias no exame motor também apresentavam melhoria mais acentuada nos sintomas de TDAH.

Até hoje, há poucos estudos sobre intervenções de mindfullnes em crianças com TDAH e esses estudos avaliam apenas desfechos subjetivos baseados em relatos individuais ou relatos dos pais. Os achados desse estudo, que mostraram melhora significativa em medidas objetivas de controle motor em paralelo a melhorias da atenção e comportamento, fornecem suporte para o potencial da pratica de mindfullness em movimento para crianças com TDAH e dificuldades relacionadas.

Comentário da equipe FOCUS:
Não se pode excluir a presença de vieses nesse estudo já que foi feito com apenas um braço de intervenção, sem grupo controle. Ou seja, não se pode descartar que os resultados se deveram ao efeito placebo, ou a outros motivos, ao invés de se deverem a uma verdadeira resposta adquirida pelo Tai-chi. Além disso, não foi feito cegamento nesse estudo e os pais sabiam que seus filhos estavam recebendo intervenção de Tai-chi, o que pode ter feito com que alguns pais tivessem a impressão de melhora nos sintomas, o que não necessariamente significa uma melhora verdadeira. Esse mesmo viés pode ser aplicado aos médicos que avaliaram os sintomas motores.  Saber que as crianças estavam recebendo a intervenção pode fazer com que eles sejam induzidos a ver melhorias nos sintomas. De qualquer forma, o Tai-chi é uma abordagem com poucos riscos e um uso promissor, portanto, esse estudo abre portas para que novos estudos sejam conduzidos nessa área.

 

Artigo adaptado e traduzido de: https://medicalxpress.com/news/2020-04-tai-chi-based-mindfulness-core-adhd-symptoms.html

Referências:
– Dav Clark et al. Subtle Motor Signs as a Biomarker for Mindful Movement Intervention in Children with ADHD, Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics (2020). DOI: 10.1097/DBP.0000000000000795
https://journals.lww.com/jrnldbp/Abstract/9000/Subtle_Motor_Signs_as_a_Biomarker_for_Mindful.99083.aspx

– Registro do estudo no Clinical Trials: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/study/NCT02234557

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COMO AJUDAR SEU FILHO A ESTUDAR EM CASA

COMO AJUDAR SEU FILHO A ESTUDAR EM CASA

Devido ao COVID-19, muitas famílias tiveram de aderir ao Homeschooling. Assumir o papel de professores pode ser um desafio para os pais, sobretudo para aqueles que são pais de crianças com TDAH. Recentemente em uma entrevista, o médico psiquiatra Dr. Greg Mattingly do Missouri, EUA, selecionou algumas dicas baseadas em sua experiência clínica, que podem ajudar os pais nesse momento:

1- ESTRUTURA

A escola é importante por fornecer estrutura e rotina para os seus filhos. Portanto, nesse momento, é importante que você crie essa estrutura dentro de casa: tenha um horário fixo e pré-definido para acordar, tome café da manhã e inicie o dia sempre em um mesmo horário.

2- COMECE COM O MAIS FÁCIL

Inicie os estudos com a tarefa ou matéria favorita do seu filho, para que ele se sinta mais motivado e sinta orgulho de conseguir terminar uma atividade.

3- FRAGMENTE AS MATÉRIAS

Separe as atividades em etapas para que seu filho se sinta recompensado, com um senso de dever cumprido, por cada etapa que ele finaliza. Por fim, vá aumentando a dificuldade das matérias gradualmente.

4- HORÁRIO

Tente colocar as matérias mais difíceis para as 10:30 da manhã (segundo o médico, esse é o horário em que as crianças tendem a estar mais concentradas)

Por fim, não se esqueça: “crianças copiam os nossos modelos”, complementa Dr. Greg Mattingly. Portanto seja um modelo para os seus filhos. Você pode fazer isso ao se concentrar em suas próprias atividades em um ambiente silencioso, assim a criança vai observar a forma como você se comporta. Tente encorajar seus filhos, parabenizar as suas conquistas e tente ter paciência e manter a calma. Se você brigar com uma criança, ela vai brigar com você, e isso pode dificultar as coisas.

 

Referências:
– Entrevista em inglês:  https://www.youtube.com/watch?v=BZ4Of9oaa4g

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CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

 

Os mais de 20 anos trabalhando com crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) nos ensinaram que essa é uma hora crucial para as famílias. Chegou dezembro, e com ele, as provas finais. Os alunos com TDAH procrastinam, empurram com a barriga, esperando, mesmo sem saber, que o estresse desencadeie a liberação de um neurotransmissor excitatório – a noradrenalina – numa área específica do cérebro, o córtex pré-frontal.  Esse neurotransmissor é um dos responsáveis por estimular as funções executivas.

Essa descarga coloca os portadores de TDAH em ação! Algo que para acontecer depende, em muitos casos, dessa descarga, ou de muita motivação. Nessa última situação, pela liberação no córtex pré-frontal de um outro neurotransmissor, a dopamina. O TDAH, assim como a maioria dos transtornos mentais, é uma condição dimensional na população. Ou seja, mesmo sem o diagnóstico pleno, muitas pessoas têm algumas características do transtorno. Logo, o planejamento de como estudar e como enfrentar os testes finais é algo relevante também para crianças e adolescente sem qualquer diagnóstico psiquiátrico!

Uma palavra de cautela para quem nos acompanha nessa coluna. Buscamos sempre discutir e informar com base em evidência científica. Infelizmente, essa é uma área, onde existem muito poucos estudos comparativos entre estratégias para enfrentar a situação. Frente a urgência, vamos ao que a experiência clínica e o bom senso sugerem.

 

Passo 1:  estudando para os testes finais

A máxima inicial não vale aqui! “Estude com antecedência e regularmente” fica para uma próxima vez. Mas não adianta fugir, como o “diabo da cruz”. Estudo continuado e sequencial, ao invés do massivo de última hora, ainda é a estratégia que parece dar o melhor!

– Selecione o material necessário para o estudo. Isso muitas vezes pode significar ter que entrar em contato com aquele (a) colega que tem tudo organizado, ou com a mãe dele (a), para solicitar esse material. Muitas vezes, o bom é inimigo do ótimo! Procure selecionar o essencial para a preparação da prova, e não todos os livros, temas e cadernos da matéria;

– Organize o espaço de estudo mantendo-o livre de distratores. Não tem jeito: você terá que convencer o seu filho(a) que ele terá que ficar sem o celular nesse momento e o computador só poderá ser usado para a procura de conteúdo relacionado ao estudo. Escolha um ambiente calmo, longe de janelas e outros distratores;

– Programe a matéria a estudar. Definido qual o conteúdo da prova, faça um roteiro dos tópicos a estudar. Determine e registre com seu filho o tempo para cada tópico;

– Faça intervalos. Embora não pareça existir evidência clara para a alegação popular de que os jovens não conseguem manter mais do que 10-15 minutos de atenção continuada, dividir o tempo de estudo em unidades de cerca de 30 minutos pode ser uma estratégia interessante, ainda mais se seu filho (a) já tiver alguma dificuldade atencional;

– Determine um tempo de estudo razoável. Mesmo que ele (a) tenha pego inúmeras recuperações, maratonas de estudo tendem a ser pouco eficazes. Turnos de não mais do que 2-3 horas, em casos de máxima necessidade, sempre com intervalos regulares tendem a ser o máximo tolerável;

– Pratique com provas anteriores. A pouca evidência existente na área indica que fazer provas de anos anteriores ou qualquer teste sobre o conteúdo da prova é disparado a melhor estratégia para estudar. Aqui há uma vantagem adicional. Permite ajudar o (a) seu/sua filho (a) a reconhecer quais os tópicos que ele (a) já sabe e quais ele (a) precisa estudar mais, ajudando-o (a) a se concentrar nesses últimos;

– Peça para ele (a) lhe explicar o que entendeu da matéria estudada. Esse exercício de resumir e recontar o conteúdo verbalmente ajuda alguns jovens a memorizar melhor os conteúdos estudados.

 

Passo 2:  antes dos testes

– O sono na noite anterior à prova é fundamental. Vários estudos mostram que o sono adequado é essencial para a consolidação de dados armazenados na memória de trabalho. Essa é a memória similar a memória RAM do computador, ou seja, aquela que vai manter todas as informações online que seu/sua filho (a) vai precisar para responder às questões das provas.

Se ele (a) tem dificuldade de dormir quando tem um evento importante no dia seguinte, prepare-o (a) para situação. Isso pode envolver medidas de higiene do sono, ou até mesmo uso de um indutor do sono. Mas nunca use qualquer substância com a qual ele (a) não tenha tido experiência prévia!

– Uma alimentação saudável antes dos testes é fundamental. As crianças não devem ir para provas sem ter comido nada, para evitar episódios de hipoglicemia, mas deve-se evitar refeições muito pesadas para que não fiquem sonolentos.

 

Passo 3:   fazendo os testes finais

– Evite distrações. Se o espelho de classe não estiver rigidamente definido, converse com seu filho (a), estimulando-o (a) a escolher um lugar calmo, longe de distrações, como janelas, e longe de colegas barulhentos ou que o (a) atrapalhem;

– Uma perspectiva positiva sempre ajuda! Nos momentos antes das provas, ensine ele (a) a respirar fundo algumas vezes e a visualizar-se fazendo as provas, respondendo às questões e recebendo um resultado positivo da prova. Parece bobo, não? A experiência clínica sugere, entretanto, que, muitas vezes, somos tomados antes das provas por ansiedade de desempenho e inúmeros pensamentos disfuncionais negativos, do tipo: “não sei nada, não estudei o suficiente, vou me ralar”. Esse “estado de espírito” afeta claramente a nossas funções executivas;

– Ajude-o (a) a avaliar o teste de uma forma global. São quantas questões? Qual o tempo total que ele (a) tem? Ele (a) deve determinar o tempo médio por questão. É útil ter um cronometro durante os testes, mas ele deve ser usado de forma racional, ou seja, cuidado para ele trabalhar a favor do seu/sua filho (a). Ajuda-lo (a) a organizar o tempo sem aumentar a sua ansiedade. Ao ler cada questão, ele (a) deve avaliar se essa é uma questão que para ele (a) é difícil ou fácil. Para as fáceis, deve determinar um tempo menor que o médio para resolvê-las e para as difíceis um tempo maior do que o médio. O tempo exato vai depender do tempo total e do número de questões;

– Lembre ele (a) de ler cada questão duas vezes e, acima de tudo, sublinhar a solicitação central de cada questão;

– Estimule-o (a) a não seguir a ordem do teste. Ele (a) deve resolver todas as questões que têm certeza antes. Marcar com um ”D” as que considera difíceis e com “SD” de superdifíceis, as que não tem a menor ideia da resposta. Deve resolver as difíceis antes das superdifíceis, usando as estratégias acima. Para todas as superdifíceis, marcar a mesma letra, em caso de provas objetiva. Preferencialmente, a letra menos frequente nas respostas para as perguntas que ele (a) tem certeza. Se a prova penaliza resposta erradas, deixar essas sem resposta;

– Insista que ele (a) seja o (a) último (a) a entregar a prova. Não há qualquer prêmio para quem entrega a prova antes! Revisar com cuidado as respostas. Mas, após uma análise cuidadosa, ficar com a resposta que ele (a) considera certa. Ou seja, retirada a possibilidade de erro de atenção por não ter lido com cuidado a questão, acreditar nele (a) próprio (a)! Alguns estudos sugerem que a troca de resposta nessas condições leva a maior chance de erro do que de acerto, ou seja, a primeira impressão é a que vale!

O mais importante é customizar as dicas acima ao estilo do (a) seu/sua filho (a) ou as características dele (a). Pode ter certeza de que nem todas funcionam para todo mundo, mas muitas delas vão ajudá-lo (a) nesse fim de ano.

Fonte:
Luis Augusto Rohde
Professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professor da pós-graduação em psiquiatria na universidade de São Paulo

Matéria publicada na revista Veja em 5 de dezembro de 2019.
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/chegaram-as-provas-finais-como-ajudar-seu-filho-a-se-preparar/

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