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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

COMO LIDAR COM A IMPULSIVIDADE EM CRIANÇAS E ADULTOS

COMO LIDAR COM A IMPULSIVIDADE EM CRIANÇAS E ADULTOS

Um dos sintomas que podem estar presente no TDAH e que muitas vezes acaba sendo negligenciado é a impulsividade. Assim como a hiperatividade e a desatenção, a impulsividade também está relacionada a déficits nas funções executivas. Além disso, ela parece se relacionar diretamente com a hiperatividade: os sinais da hiperatividade, como incapacidade de permanecer sentado, também dependem de uma capacidade diminuída de auto regulação e de controle dos impulsos.

Algumas das manifestações da impulsividade são: comportamento agressivo e raiva explosiva, gasto impulsivo de dinheiro, comportamento de risco incluindo comportamento sexual de risco, abuso de substâncias, gasto em jogos de azar e compulsão alimentar.

O descontrole dos impulsos pode ter um impacto negativo na qualidade de vida, podendo se manifestar na infância, adolescência ou idade adulta. Crianças com problemas de controle de impulso tendem a apresentar problemas na escola, tanto no aspecto social quanto acadêmico. Elas podem ter mais risco de se envolver em brigas com os colegas e de não completarem as tarefas escolares.

Ainda que a causa exata da impulsividade não seja bem compreendida, ela se relaciona com alterações químicas no lobo frontal, especialmente no balanço da dopamina.

Além do TDAH, a  impulsividade está presente também em outros transtornos psiquiátricos classificados no DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) como Transtornos Disruptivos, de controle de impulso ou de conduta. Nessa categoria se enquadram o transtorno de conduta e transtorno opositor-desafiador.

Outros transtornos psiquiátricos que podem eventualmente cursar com impulsividade são: bipolaridade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Doença de Parkinson, abuso de substâncias e Síndrome de Tourette.

Problemas de controle de impulso são mais frequentes no sexo masculino. Porém, existem alguns outros fatores de risco como histórico de abuso, negligência/abuso por parte dos pais na infância ou pais com problemas de abuso de substâncias.

Abaixo seguem algumas dicas de como você pode auxiliar seu filho no controle dos impulsos:

  • Converse com seu médico sobre os problemas do seu filho e busque ajuda. Procurar atendimento com um psiquiatra/psicoterapeuta especialista em crianças pode ser uma boa ideia.
  • Seja um bom exemplo para o seu filho. As crianças tendem a observar e modelar o comportamento dos pais.
  • Estabeleça limites e mantenha sua palavra
  • Estabeleça uma rotina para que o seu filho saiba o que esperar
  • Parabenize seu filho quando ele exibir bom comportamento

E quanto aos adultos?

Adultos com problemas de controle de impulsos podem ter dificuldade de controlar seu comportamento no calor do momento, podendo sofrer com sentimento de culpa e vergonha após o ocorrido. É importante ter alguém em que você confie para conversar sobre suas dificuldades com o manejo dos impulsos. Ter uma válvula de escape, algum meio para se expressar, pode ajudar na hora de trabalhar seu comportamento.

A terapia é uma base central no tratamento. Algumas das opções são:

  • Terapia individual como TCC – terapia cognitivo comportamental
  • Terapia familiar ou de casal
  • Terapia de grupo para adultos
  • Ludoterapia para crianças

Além da psicoterapia, remédios psiquiátricos também podem ser usados, como os estimulantes para o TDAH, antidepressivos e estabilizadores de humor. Nesse caso, é necessária avaliação médica, e o médico poderá ajustar doses e encontrar a medicação mais adequada.

 

Artigo adaptado e traduzido de https://www.healthline.com/health/mental-health/impulse-control

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COMO SE COMUNICAR COM SEU FILHO COM TDAH

COMO SE COMUNICAR COM SEU FILHO COM TDAH

Pais de crianças com TDAH já devem ter notado que as vezes os pequenos parecem ter dificuldade de ouvir ou de fazer o que foi pedido. Eles se atrapalham na hora de seguir as instruções, se distraem no meio do caminho ou simplesmente esquecem o que tem que ser feito. Nessas horas, fazer com que as regras da casa sejam cumpridas parece quase impossível e manter a paciência pode ser um desafio. Então, como você pode melhorar a comunicação com o seu filho?

Aprender a conversar com o seu filho pode ser um processo longo e difícil. Além disso, apesar de haver alguns pontos chave, não existe receita de bolo e é preciso se adaptar e observar os resultados. Reunimos algumas dicas:

  • Olhar nos olhos

Isso ajuda você a ter certeza de que seu filho está prestando atenção em você, o que aumenta a chances de que ele esteja ao menos ouvindo o que você está dizendo. Peça para ele olhar nos seus olhos enquanto você fala.

  • Use uma linguagem apropriada para a idade dele

Seja claro e evite rodeios. Tente usar uma linguagem simples que ele possa entender. Responda as perguntas que ele eventualmente tenha e evite longos discursos que podem fazer com que ele perca a concentração.

  • Simplifique as tarefas

O seu filho pode ter dificuldade em saber como começar. Uma das dificuldades do TDAH é conseguir priorizar os compromissos e estabelecer um plano de ação. Então, se você faz um pedido muito amplo e pouco objetivo como “arrume seu quarto”, ele pode se atrapalhar e acabar não fazendo. A melhor forma é dar ordens mais objetivas como: arrume sua cama ou guarde tais e tais brinquedos. Um passo de cada vez.

  • Recompense pelo comportamento positivo

Pessoas com TDAH precisam de motivação para conseguir fazer as atividades. Uma forma de motivar o seu filho é oferecendo recompensas se ele fizer determinada atividade. Ex: diga que ele pode comer sobremesa se ele guardar os brinquedos, ou dê algum biscoito quando ele completar uma tarefa. Essa é uma das técnicas que o nosso App FOCUS utiliza: você ou seu filho acumula pontos por cada tarefa cumprida e os troca por prêmios.

Além disso, é importante elogiar o seu filho pelo comportamento positivo. Parabenize e agradeça quando ele fizer o que foi pedido. As crianças tendem a querer agradar os pais, apesar de que algumas, como as com TDAH, possam ter mais dificuldade na hora de fazer isso. O elogio, nesse caso, também pode ser uma fonte de motivação.

  • Certifique-se de que seu filho entendeu o que você disse.

Pergunte para ele se ele entendeu o que você disse e peça para ele repetir. Corrija-o se necessário.

Conversar efetivamente com seu filho é um aprendizado. Tenha em mente que as dificuldades do seu filho não são falta de vontade ou culpa de vocês. Por fim, seja paciente com você mesmo e permita-se errar. Você está dando o melhor que pode e é isso que importa.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.yahoo.com/lifestyle/tips-communicating-child-adhd-050502916.html

 

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COMO CONVERSAR COM MEMBROS DA FAMÍLIA SOBRE A SAÚDE MENTAL DO SEU FILHO?

COMO CONVERSAR COM MEMBROS DA FAMÍLIA SOBRE A SAÚDE MENTAL DO SEU FILHO?

Muitas vezes, pais podem precisar de uma ajuda extra na hora de cuidar dos filhos. Seja durante as horas de trabalho, finais de semana ou feriados. Nesses momentos, além das creches ou babás, os pais também podem contar com a ajuda dos avós ou de outros membros da família. No caso de crianças com problemas de saúde mental ou de comportamento, é necessário que os cuidadores estejam orientados quanto aos desafios, os esquemas terapêuticos e a forma de lidar em diferentes situações.

Quando o assunto é saúde física ou emocional, a constância no tratamento é fundamental. Assim como ela é necessária em problemas como asma e diabetes, ela também é importante na depressão, ansiedade ou no TDAH. Apesar disso, nem sempre é claro para os pais que eles devem compartilhar as dificuldades psiquiátricas dos seus filhos com outros membros da família da mesma forma como é feito para outras condições médicas. Seja por conta do estigma, vergonha ou ausência de um plano de abordagem consistente.

A falta de consistência é uma das razões para que ocorra falha no tratamento. É necessário que haja consistência na abordagem entre os diferentes ambientes –como dentro de casa ou na escola- e entre os cuidadores. Isso ajuda na identificação de comportamentos negativos e no reforço e promoção dos comportamentos positivos.

Descrevemos abaixo algumas dicas que podem ajudar na orientação e no preparo dos avós ou de outros familiares que irão se responsabilizar pelo cuidado da criança:

  1. Entender os desafios

Conforme descreve o Dr. Stuart Ablon em seu modelo colaborativo de resolução de problemas, as crianças – independente da dificuldade- querem agradar seus pais, atender as expectativas e serem amadas e admiradas. Contudo, quando as crianças se comportam de forma opositora, desafiante, mal-humorada ou distanciada, é comum assumir que elas estejam agindo propositalmente, que estão escolhendo confrontar e agir contra as expectativas. Na maioria das vezes esse não é o caso; e agir conforme essa suposição pode dificultar as coisas. Quando as crianças não se comportam conforme o esperado, isso frequentemente se deve à falta de habilidade e não de vontade. As crianças tendem a se comportar bem se elas conseguem. De forma similar, crianças com problemas de saúde mental podem ter pouca habilidade para se comportar conforme as normas e é importante que nós achemos formas de ajudá-las. Esse é um conceito muito importante que deve ser trazido sempre à tona.

No caso de crianças com TDAH por exemplo, pode parecer que elas não estejam prestando atenção de proposito, ou que também estejam se negando a fazer aquilo que lhes foi solicitado. É preciso que esse comportamento seja explicado para evitar mal-entendidos.

  1. Romper o estigma de doenças mentais

Ainda que mitos sobre transtornos psiquiátricos derivem de crenças culturais, da falta de conscientização pública ou de um histórico de estigmatização, doenças de saúde mental estão entre as condições médicas mais comuns ao redor do mundo. Buscar fontes de informação junto do pediatra ou do psiquiatra, ler artigos sobre os desafios enfrentados por seu filho, podem ajudar na hora de explicar para os avós sobre o transtorno e a forma como ele pode se manifestar.

Além de os instruir quanto informações básicas ou orientá-los quanto a fontes confiáveis de informação, ajude-os a sentir empatia com seu filho. Explique que as dificuldades que seu filho apresenta não são culpa de ninguém- nem do seu filho, sua ou deles-. Oriente-os que existe tratamento e que os desfechos podem ser tão bons quanto tratar outros problemas de saúde física comuns, como enxaqueca, problemas gastrointestinais, etc.

  1. Empoderando cuidadores com o tratamento

Toda criança com um ou mais problemas de saúde mental deve ter um esquema terapêutico. Isso idealmente inclui alguma estruturação do dia (hora de acordar, de ir pra cama, hora de fazer os temas de casa, tempo de televisão), dose e hora de tomada da medicação, bem como abordagens terapêuticas que podem ser aprendidas (ex. terapia cognitivo comportamental, meditação). É importante também ter para quem ligar em situações de emergência, saber como lidar com emoções ou comportamentos desafiantes (como conversar, intervalos, tempo para ficar sozinho no quarto). Idealmente essas coisas devem estar escritas tanto para os pais quanto para quem for cuidar da criança (avós, professores) e até mesmo para a criança.

Uma vez que o esquema terapêutico esteja bem esclarecido, a chance de sucesso é maior e o risco de se desviar do esquema é diminuído.

  1. Esclarecer que todos somos parte do problema e da solução

Todas as doenças no geral, sejam físicas ou emocionais, tem bases biológicas, psicológicas e ambientais. Por conta disso, nós podemos ter controle sobre muitos fatores causadores ou agravantes do problema.

Crianças e adolescentes tendem a viver em ambientes complexos, cheios de desafios, e ambos os pais ou avós podem ajudar a suavizar ou exacerbar o estresse que afeta o transtorno ou dificuldade da criança.

Se nós aceitarmos isso, podemos fazer duas coisas. Primeiro, nos tornamos responsáveis pelo nosso comportamento e nos vermos como agentes de mudança. Segundo, isso nos faz dividir a responsabilidade do problema, nos abstendo da tendência de ver a criança como “o problema”.

Rótulos negativos tem poder imenso e são muito danosos. Muitas crianças que sofrem de problemas de saúde mental lidam com baixa autoestima. Elas sofrem com sentimentos de inadequação, fracasso, medo de rejeição, o que pode fazer com que elas se vejam como debilitadas e culpadas, fazendo-as incorporar essas visões negativas na sua identidade.

Esse é uma das razões importantes que diferencia doenças de saúde mental de doenças físicas. É raro uma doença de origem física como hipertensão, diabetes ou asma gerar rótulos para a  criança de “deficiente”. Nós podemos fazer melhor por elas e redefinir o conceito de saúde mental, começando por conversar abertamente com nossa família e comunidade.

  1. Explicar o que funciona para cada criança ou irmão

Toda criança ou adolescente é diferente e assim também são os problemas de ordem mental. Além disso, algumas crianças podem ter mais de um transtorno. O TDAH por exemplo frequentemente vem associado com depressão, ou ansiedade. Cuidadores precisam entender o que cada transtorno é e como ele se manifesta no seu filho. Pode ocorrer ainda de mais de uma criança na família sofrer com problemas de saúde mental, fazendo com que os cuidadores tenham de entender mais de um esquema terapêutico.

Também precisamos levar em conta como o problema de saúde mental de uma criança pode afetar o outro irmão que também precisa de atenção. É normal que se foque mais na criança com comportamentos mais desafiadores, porém isso pode fazer com que a outra criança se sinta excluída e até ressentida.

Para cada criança, é preciso levar em conta a sua personalidade: algumas crianças são mais passivas e isoladas enquanto outras são mais irritáveis e agressivas. Esses traços devem ser considerados na hora do cuidado. Os pais são especialistas em seus filhos e podem dar aos avós ou cuidadores dicas valiosas. Como por exemplo:

Algumas crianças podem ter dificuldade de seguir cronogramas e podem precisar de avisos ou alarmes para começar a próxima tarefa.

Se a criança se negar a fazer determinada tarefa, como o tema de casa ou desligar a TV, o que pode ajudar?

Quando você der alguma medicação, quanto tempo leva para ela fazer efeito?

  1. Encorajar a participação dos cuidadores na conversa

Certamente há muito o que dizer para membros da família para que eles entendam as dificuldades de saúde mental do seu filho. A melhor forma de fazer isso é se os cuidadores tiverem uma participação ativa na conversa.

Encoraje-os a fazer perguntas. Você pode tranquiliza-los dizendo que isso já foi -ou talvez ainda seja- uma novidade para você também.  Eles podem ter dúvidas sobre como lidar em situações de colapso nervoso, quando usar recompensas ou punições, o quão rígidos devem ser e quando as regras podem sofrer exceções.

Assim como você faria com seu filho, considere conversar mais de uma vez com os avós ou cuidadores. Tente fazer com que o esforço de cuidado seja mutuo, observando o que cada um vê ou faz com a criança. Também é bom receber feedbacks das crianças. Reuniões em família podem ser úteis e não precisam ser formais. Às vezes é bom conversar durante o jantar ou no carro.

Cuidar de crianças e adolescentes é um esforço coletivo. As crianças se saem melhor quando sabem que todos estão trabalhando juntos para o bem-estar e saúde de todos.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.psychologytoday.com/us/blog/inside-out-outside-in/202005/how-talk-family-members-about-kids-mental-health

 

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CORONAVÍRUS: COMO CONVERSAR COM SEU FILHO E QUAL O IMPACTO EMOCIONAL NAS CRIANÇAS?

CORONAVÍRUS: COMO CONVERSAR COM SEU FILHO E QUAL O IMPACTO EMOCIONAL NAS CRIANÇAS?

Nesse momento cheio de incertezas em que estamos vivendo, muitos de nós nos sentimos angustiados. Essa nova carga de estresse emocional também pode pesar sobre as crianças e os adolescentes, o que deixa os pais preocupados e com dúvidas sobre como devem agir.

O professor e médico psiquiatra Luis Augusto Rohde selecionou algumas dicas de como os pais podem ajudar seus filhos durante esse período. Vale lembrar, como o próprio médico ressalta, que não existe uma receita certa de abordagem, mas que existem algumas técnicas que foram aprendidas ao longo do tempo pelos profissionais de saúde mental:

  • A máxima aqui de que “a fantasia é sempre pior do que a realidade” é o ponto de início. As escolas estão fechando, as pessoas andando com máscara nas ruas. Fazer de conta que nada está acontecendo, só aumenta a angústia das crianças. Essa angústia é “o caldo de cultura” para fantasias horríveis em crianças pequenas, como a do fim do mundo!
  • Inicie perguntando o que ela sabe sobre o coronavírus. Procure ter um entendimento claro do que ela tem medo, separando o que são fantasias da realidade. Crianças menores tendem a se preocupar mais intensamente com que algo de ruim possa acontecer com elas, familiares ou amigos. Lembre-se que esses temores podem ser ainda maiores para filhos de profissionais da área de saúde.
  • Na conversa, alguns componentes são fundamentais: usa uma linguagem apropriada para a idade da criança. Lembra da dificuldade que você teve para entender aquele epidemiologista mostrando diversos modelos matemáticos das curvas possíveis de transmissão da doença na TV? Pois é, não faça o seu filho passar pela mesma tortura! Seja honesto. Não prometa o que não pode cumprir. Coisas do tipo: “Nenhum de nós vai pegar essa doença” devem ser substituídas por: Temos várias maneiras de enfrentar essa doença, temos que trabalhar como time em casa”. Torne a situação um desafio a ser vencido, como uma etapa nos jogos de videogame.
  • Se temos que passar uma etapa, dois aspectos são essenciais: um clima de segurança de que temos condições de enfrentar a situação, e o aprendizado de estratégias de enfrentamento, como: lavar as mãos com agua e sabão por 20 segundos (para crianças pequenas, tempo igual a dois “parabéns a você) quando chegam em casa, antes de comer, após assoar o nariz, tossir, espirrar ou usar o banheiro, uso de álcool gel e as medidas de etiqueta respiratória. Um dos segredos aqui é tornar a tarefa algo lúdico com crianças menores. Por exemplo, descobrir maneiras inovadoras de cumprimentar-se sem o toque de mãos.
  • Um cuidado importante é não empurrar “goela abaixo” informações que a criança não perguntou, ou ainda não está no melhor momento para absorver. Em outras palavras, não comece a conversa sobre coronavírus falando sobre o colega de trabalho que parece estar doente e indo para o hospital. Ou seja, lembre-se de que para conversar de forma tranquila, você não pode estar num momento de maior estresse. Mais do que é falado, a criança aprende com o modelo! Dizer para a criança que a situação não requer preocupação maior e levá-la para comprar “o supermercado inteiro”, só por precaução, pouco ajuda.
  • Controle e supervisione a exposição de seus filhos a mídia. A exposição maciça e, muitas vezes, de informações que eles não têm condições de elaborar ou alarmistas, só aumenta o estresse.
  • Procure manter uma rotina previsível e estável. Fácil de falar, mas difícil de implementar nesse momento em que, de uma hora para outra, você foi notificado que seus filhos não vão mais a escola “desde ontem”! Pior ainda, provavelmente não poderá contar com os avôs que devem ficar mais resguardados. Nessa circunstância, os pais se perguntam: a partir de que idade o meu filho pode ficar sozinho em casa por um turno? Embora não pareça haver um divisor de águas nem científico e nem jurídico, a resposta da maioria dos especialistas seria que vai depender da maturidade de cada criança, mas certamente não antes dos 12-14 anos. Embora valha sempre lembrar que a realidade da maioria das famílias brasileiras não permite esse luxo, mesmo em tempos sem COVID-19, evite estratégias para as quais a criança não teve o adequado preparo. É o momento de implementar estratégias solidárias similares àquela de valer-se do grupo de amigos para o rodízio do transporte de crianças à escola.
  • Se há uma área onde os estudos são consistentes é a de que o suporte social é fundamental para lidar com o estresse. Vamos ter que ser inovadores nessa área e nos valermos inclusive das tão discutíveis plataformas digitais para mantermos o contato da criança com primos, outros familiares e amigos, ainda mais se evoluirmos para um estágio de “lockdown” mais restritivo.
  • Conversar uma vez é excelente, mas essa é uma conversa que deve se repetir continuamente. Até porque a situação e as recomendações estão mudando dinamicamente.

Essas estratégias podem ajudar as crianças à enfrentarem o estresse emocional associado ao COVID-19. No entanto, é importante lembrar que essa é uma situação ainda mais delicada em crianças com vulnerabilidade emocionais, como aquelas que experienciaram doenças graves ou perdas no passado e aquelas com suscetibilidade para transtornos psiquiátricos, como os Transtornos de Ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo ou de Estresse Pós-Traumático. Essas crianças podem merecer uma atenção mais cuidadosa de um profissional de saúde mental nesse momento.

Artigo adaptado de https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/coronavirus-qual-o-impacto-emocional-na-crianca-e-como-conversar-com-ela/

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CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

CHEGARAM AS PROVAS FINAIS: COMO AJUDAR SEU FILHO A SE PREPARAR?

 

Os mais de 20 anos trabalhando com crianças e adolescentes com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) nos ensinaram que essa é uma hora crucial para as famílias. Chegou dezembro, e com ele, as provas finais. Os alunos com TDAH procrastinam, empurram com a barriga, esperando, mesmo sem saber, que o estresse desencadeie a liberação de um neurotransmissor excitatório – a noradrenalina – numa área específica do cérebro, o córtex pré-frontal.  Esse neurotransmissor é um dos responsáveis por estimular as funções executivas.

Essa descarga coloca os portadores de TDAH em ação! Algo que para acontecer depende, em muitos casos, dessa descarga, ou de muita motivação. Nessa última situação, pela liberação no córtex pré-frontal de um outro neurotransmissor, a dopamina. O TDAH, assim como a maioria dos transtornos mentais, é uma condição dimensional na população. Ou seja, mesmo sem o diagnóstico pleno, muitas pessoas têm algumas características do transtorno. Logo, o planejamento de como estudar e como enfrentar os testes finais é algo relevante também para crianças e adolescente sem qualquer diagnóstico psiquiátrico!

Uma palavra de cautela para quem nos acompanha nessa coluna. Buscamos sempre discutir e informar com base em evidência científica. Infelizmente, essa é uma área, onde existem muito poucos estudos comparativos entre estratégias para enfrentar a situação. Frente a urgência, vamos ao que a experiência clínica e o bom senso sugerem.

 

Passo 1:  estudando para os testes finais

A máxima inicial não vale aqui! “Estude com antecedência e regularmente” fica para uma próxima vez. Mas não adianta fugir, como o “diabo da cruz”. Estudo continuado e sequencial, ao invés do massivo de última hora, ainda é a estratégia que parece dar o melhor!

– Selecione o material necessário para o estudo. Isso muitas vezes pode significar ter que entrar em contato com aquele (a) colega que tem tudo organizado, ou com a mãe dele (a), para solicitar esse material. Muitas vezes, o bom é inimigo do ótimo! Procure selecionar o essencial para a preparação da prova, e não todos os livros, temas e cadernos da matéria;

– Organize o espaço de estudo mantendo-o livre de distratores. Não tem jeito: você terá que convencer o seu filho(a) que ele terá que ficar sem o celular nesse momento e o computador só poderá ser usado para a procura de conteúdo relacionado ao estudo. Escolha um ambiente calmo, longe de janelas e outros distratores;

– Programe a matéria a estudar. Definido qual o conteúdo da prova, faça um roteiro dos tópicos a estudar. Determine e registre com seu filho o tempo para cada tópico;

– Faça intervalos. Embora não pareça existir evidência clara para a alegação popular de que os jovens não conseguem manter mais do que 10-15 minutos de atenção continuada, dividir o tempo de estudo em unidades de cerca de 30 minutos pode ser uma estratégia interessante, ainda mais se seu filho (a) já tiver alguma dificuldade atencional;

– Determine um tempo de estudo razoável. Mesmo que ele (a) tenha pego inúmeras recuperações, maratonas de estudo tendem a ser pouco eficazes. Turnos de não mais do que 2-3 horas, em casos de máxima necessidade, sempre com intervalos regulares tendem a ser o máximo tolerável;

– Pratique com provas anteriores. A pouca evidência existente na área indica que fazer provas de anos anteriores ou qualquer teste sobre o conteúdo da prova é disparado a melhor estratégia para estudar. Aqui há uma vantagem adicional. Permite ajudar o (a) seu/sua filho (a) a reconhecer quais os tópicos que ele (a) já sabe e quais ele (a) precisa estudar mais, ajudando-o (a) a se concentrar nesses últimos;

– Peça para ele (a) lhe explicar o que entendeu da matéria estudada. Esse exercício de resumir e recontar o conteúdo verbalmente ajuda alguns jovens a memorizar melhor os conteúdos estudados.

 

Passo 2:  antes dos testes

– O sono na noite anterior à prova é fundamental. Vários estudos mostram que o sono adequado é essencial para a consolidação de dados armazenados na memória de trabalho. Essa é a memória similar a memória RAM do computador, ou seja, aquela que vai manter todas as informações online que seu/sua filho (a) vai precisar para responder às questões das provas.

Se ele (a) tem dificuldade de dormir quando tem um evento importante no dia seguinte, prepare-o (a) para situação. Isso pode envolver medidas de higiene do sono, ou até mesmo uso de um indutor do sono. Mas nunca use qualquer substância com a qual ele (a) não tenha tido experiência prévia!

– Uma alimentação saudável antes dos testes é fundamental. As crianças não devem ir para provas sem ter comido nada, para evitar episódios de hipoglicemia, mas deve-se evitar refeições muito pesadas para que não fiquem sonolentos.

 

Passo 3:   fazendo os testes finais

– Evite distrações. Se o espelho de classe não estiver rigidamente definido, converse com seu filho (a), estimulando-o (a) a escolher um lugar calmo, longe de distrações, como janelas, e longe de colegas barulhentos ou que o (a) atrapalhem;

– Uma perspectiva positiva sempre ajuda! Nos momentos antes das provas, ensine ele (a) a respirar fundo algumas vezes e a visualizar-se fazendo as provas, respondendo às questões e recebendo um resultado positivo da prova. Parece bobo, não? A experiência clínica sugere, entretanto, que, muitas vezes, somos tomados antes das provas por ansiedade de desempenho e inúmeros pensamentos disfuncionais negativos, do tipo: “não sei nada, não estudei o suficiente, vou me ralar”. Esse “estado de espírito” afeta claramente a nossas funções executivas;

– Ajude-o (a) a avaliar o teste de uma forma global. São quantas questões? Qual o tempo total que ele (a) tem? Ele (a) deve determinar o tempo médio por questão. É útil ter um cronometro durante os testes, mas ele deve ser usado de forma racional, ou seja, cuidado para ele trabalhar a favor do seu/sua filho (a). Ajuda-lo (a) a organizar o tempo sem aumentar a sua ansiedade. Ao ler cada questão, ele (a) deve avaliar se essa é uma questão que para ele (a) é difícil ou fácil. Para as fáceis, deve determinar um tempo menor que o médio para resolvê-las e para as difíceis um tempo maior do que o médio. O tempo exato vai depender do tempo total e do número de questões;

– Lembre ele (a) de ler cada questão duas vezes e, acima de tudo, sublinhar a solicitação central de cada questão;

– Estimule-o (a) a não seguir a ordem do teste. Ele (a) deve resolver todas as questões que têm certeza antes. Marcar com um ”D” as que considera difíceis e com “SD” de superdifíceis, as que não tem a menor ideia da resposta. Deve resolver as difíceis antes das superdifíceis, usando as estratégias acima. Para todas as superdifíceis, marcar a mesma letra, em caso de provas objetiva. Preferencialmente, a letra menos frequente nas respostas para as perguntas que ele (a) tem certeza. Se a prova penaliza resposta erradas, deixar essas sem resposta;

– Insista que ele (a) seja o (a) último (a) a entregar a prova. Não há qualquer prêmio para quem entrega a prova antes! Revisar com cuidado as respostas. Mas, após uma análise cuidadosa, ficar com a resposta que ele (a) considera certa. Ou seja, retirada a possibilidade de erro de atenção por não ter lido com cuidado a questão, acreditar nele (a) próprio (a)! Alguns estudos sugerem que a troca de resposta nessas condições leva a maior chance de erro do que de acerto, ou seja, a primeira impressão é a que vale!

O mais importante é customizar as dicas acima ao estilo do (a) seu/sua filho (a) ou as características dele (a). Pode ter certeza de que nem todas funcionam para todo mundo, mas muitas delas vão ajudá-lo (a) nesse fim de ano.

Fonte:
Luis Augusto Rohde
Professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Professor da pós-graduação em psiquiatria na universidade de São Paulo

Matéria publicada na revista Veja em 5 de dezembro de 2019.
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/chegaram-as-provas-finais-como-ajudar-seu-filho-a-se-preparar/

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COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO COM TDAH A ADORMECER?

COMO POSSO AJUDAR MEU FILHO COM TDAH A ADORMECER?

Como entender o TDAH e o sono interrompido

O sono é a pedra angular do bem-estar em todas as idades, especialmente para crianças em crescimento. Quando é hora de dormir para uma criança com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), as dificuldades com o sono podem aparecer, afetando os pais e a criança. De fato, estudos mostraram que até sete em cada dez crianças com TDAH apresentam distúrbios clínicos do sono.

Uma falsa sensação de segurança

Uma sensação de alívio e tranquilidade poderia tomar conta dos pais quando uma criança com TDAH vai para a cama. Problemas relacionados ao sono podem incluir resistência a ir para a cama, dificuldade em adormecer, permanecer adormecido ou acordar muito cedo.

Os pais podem reagir inicialmente com pavor: “Por favor, deixe-me ter paz à noite!” Ou ceticismo: “A noite deveria ser a hora em que meu filho estaria calmo.” Quando distúrbios do sono e sono irregular passam despercebidos, normalmente há um impacto negativo no funcionamento diurno que pode piorar os sintomas do TDAH.

Na encruzilhada entre sono ruim e TDAH

Crianças com dificuldades do sono podem apresentar hiperatividade, impulsividade ou irritabilidade, enquanto os adultos têm maior probabilidade de sentir sonolência, fadiga e baixa energia. Uma avaliação médica cuidadosa do sono sempre deve ser realizada antes do diagnóstico do TDAH e do início do tratamento.

Crianças com TDAH apresentam taxas mais altas de sonolência diurna e risco aumentado de distúrbios do sono (por exemplo, respiração desordenada do sono, síndrome das pernas inquietas, movimentos periódicos dos membros durante o sono e distúrbios do ritmo circadiano) do que crianças não afetadas pelo TDAH.

Quando uma criança já foi diagnosticada, outro fator complicador a considerar é que os tratamentos baseados em evidências para o TDAH (por exemplo, as várias preparações estimulantes derivadas da anfetamina ou o metilfenidato) podem exacerbar a insônia e os distúrbios do sono. Além disso, distúrbios psiquiátricos co-ocorrentes (por exemplo, depressão e ansiedade) comuns em crianças com TDAH podem afetar o sono, a energia e a concentração.

Solução de problemas para a hora do sono

Os tratamentos comportamentais do sono funcionam. Embora um plano comportamental de sono deva ser guiado por um médico treinado, aqui estão algumas dicas experimentadas de higiene do sono que podem ser implementadas em casa, para uma melhor qualidade do sono:

– Crie um bom ambiente de sono, o que significa uma sala escura e fresca com distrações mínimas;

– Estabeleça uma rotina regular de quando dormir e acordar (mesmo nos finais de semana);

– Remova as distrações do quarto, como TVs, computadores, telefones e dispositivos de jogos;

– Evite refeições grandes antes de dormir;

– Faça exercícios regularmente e mantenha uma dieta saudável;

– Evite cochilos durante o dia;

– Garanta que as crianças tenham a oportunidade de dormir adequadamente. Pré-escolares geralmente precisam de 10 a 13 horas de sono por noite, enquanto as crianças em idade escolar precisam de 9 a 11 horas.

Incluir uma avaliação médica

À medida que cresce a nossa compreensão da relação entre o TDAH e o sono interrompido, também cresce a nossa apreciação da necessidade de diagnosticar e tratar com sucesso os distúrbios co-ocorrentes do sono mais cedo, para evitar o risco de complicações mais tarde na vida. É mais saudável para a criança obter um diagnóstico correto.

Vários medicamentos comumente usados ​​para o TDAH podem causar insônia ou sono fragmentado, além de outros efeitos colaterais potencialmente indesejados (por exemplo, ansiedade, irritabilidade e diminuição do apetite). Se houver um distúrbio do sono subjacente que esteja contribuindo ou causando sintomas do TDAH, ele deve ser identificado e tratado.

Para recuperar uma hora de dormir tranquila em sua casa, converse com seu pediatra ou um especialista em sono para explorar a gama de opções de tratamento eficazes que existem para crianças com TDAH e distúrbios do sono que co-ocorrem.

O co-autor Chester Wu, MD, treinado em psiquiatria de adultos e medicina do sono, é psiquiatra da equipe dos Serviços Ambulatoriais de Menninger. Ele é professor assistente do Departamento Menninger de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Baylor College of Medicine.

Artigo adaptado e traduzido, publicado em 5 de novembro de 2019, no blog psychology today.

Outras referências:

  1. Corkum P, Tannock R, Moldofsky H. Sleep disturbances in children with attention-deficit/hyperactivity disorder. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 1998;37(6):637-46.
  2. Cortese S, Konofal E, Yateman N, Mouren MC, Lecendreux M. Sleep and alertness in children with attention-deficit/hyperactivity disorder: a systematic review of the literature. Sleep. 2006;29(4):504-11.
  3. Hiscock H, Sciberras E, Mensah F, et al. Impact of a behavioural sleep intervention on symptoms and sleep in children with attention deficit hyperactivity disorder, and parental mental health: randomised controlled trial. BMJ. 2015;350:h68.

https://www.psychologytoday.com/us/blog/mind-matters-menninger/201911/how-can-i-help-my-child-adhd-fall-asleep

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O APLICATIVO FOCUS VAI MUDAR!

O APLICATIVO FOCUS VAI MUDAR!

O Focus TDAH está constantemente em processo de melhoria e atualização. Para que possamos seguir desenvolvendo uma solução para melhor atender às necessidades dos pacientes com TDAH, precisamos de SUA CONTRIBUIÇÃO.

Acesse o link da pesquisa e dê sua opinião. A construção do FOCUS TDAH 2020 começa agora. Participe!

Em dezembro já teremos algumas mudanças. Veja o que será implementado.

Acesse: www.focustdah.com.br

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DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TDAH GRATUITOS NO SUS

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO TDAH GRATUITOS NO SUS

CHEGOU A HORA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE OUVIR A SUA VOZ!

A CONITEC, Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, Ministério da Saúde, lançou hoje uma consulta pública – de número 20/2019, que estará aberta até 25 de novembro de 2019 – para elaboração de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), com a finalidade de apresentar as recomendações para diagnóstico e tratamento de pessoas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

ESTA É UMA OPORTUNIDADE ÚNICA PARA TERMOS TRATAMENTO PARA O TDAH NA REDE PÚBLICA!

Reflete um esforço de vários atores, entre eles a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) profissionais de saúde e educação que trabalham com TDAH.

Atualmente, é raro a CONITEC abrir chamados para doenças que não sejam as doenças raras ou de maior gravidade.

Portanto, se não houver manifestação maciça da sociedade, eles podem fechar o chamado por falta de interesse público e nunca mais abri-lo.

Assim, é fundamental que cada um leia rapidamente o PCDT ( Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas), mas, principalmente, que se Manifeste, Responda e Escreva. Por fim, divulgue nas suas listas de e-mail, WhatsApp e mídias sociais.

OBS: Ao preencher o formulário, você pode contar a sua experiência e a necessidade de acesso ao tratamento para as pessoas com TDAH, seja você pessoa que tem TDAH, familiar ou profissional.

Caso voce seja profissional, é importante se voce puder anexar artigos/textos científicos que fundamentem sua argumentação.

VOTE PELO TDAH !!!

Para ler o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT):

http://conitec.gov.br/images/Enquete/Enquete20_Escopo_PCDT_TDAH.pdf

PARA VOTAR NA ENQUETE, CLIQUE AQUI: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=52012

Não esqueça de preencher TODO o formulário da ENQUETE, dar sua opinião e clicar em GRAVAR.

Sua participação quer dizer que, pela primeira vez, através desta consulta pública, o Ministério da Saúde ouvirá nossas vozes e poderá incorporar o tão esperado DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E MEDICAÇÃO PARA TDAH por meio SUS (Sistema Único de Saúde).

A Enquete termina no dia 25 de novembro.

Consulta: https://tdah.org.br/tratamento-tdah-pelo-sus-ministerio-da-saude/

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TDAH E MENOPAUSA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER E O QUE PODE FAZER

TDAH E MENOPAUSA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER E O QUE PODE FAZER

Já é difícil ter um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Mas se você é uma mulher passando pela pré-menopausa ou menopausa, pode achar que está ficando ainda mais difícil.

A pré-menopausa ocorre nos anos que antecederam a menopausa. Pode levar alguns meses ou 10 anos, embora o tempo médio seja de quatro anos. Durante esse período, seus níveis de estrogênio diminuem até que seus ovários parem de liberar óvulos. A menopausa ocorre quando você não menstrua há 12 meses.

A diminuição dos níveis de estrogênio pode realmente exacerbar os sintomas e, para algumas mulheres, o declínio é repentino e dramático. As flutuações hormonais afetam a bioquímica do cérebro e, consequentemente, os sintomas do TDAH, de acordo com a Dra. Patricia Quinn, M.D., pediatra do desenvolvimento e diretora do National Center for Girls and Women with ADHD.

” O estrogênio é uma área muito crítica, mas muitas vezes esquecida, no tratamento de mulheres com TDAH”, diz ela. “Costumo ouvir mulheres que relatam que ao entrar na pré-menopausa elas têm mais problemas com os sintomas do TDAH ou que a medicação estimulante parece não estar funcionando tão bem quanto antes”.

Especificamente, o estrogênio afeta a liberação dos neurotransmissores serotonina e dopamina. “A deficiência de dopamina é responsável pelo aumento dos sintomas do TDAH”, disse ela, enquanto menos serotonina leva ao humor deprimido. É por isso que as mulheres se sentem tão infelizes durante os ciclos menstruais, quando os níveis de estrogênio diminuem.

“Como a falta de dopamina é um sinal característico do TDAH, essa mudança adicional na dopamina pode levar a dificuldades ainda maiores com concentração e foco”, disse Stephanie Sarkis, Ph.D, conselheira nacional certificada e conselheira de saúde mental licenciada e autora de 10 Simple Solutions to Adult ADD and Adult ADD: A Guide for the Newly Diagnosed.

Algumas mulheres também acham que seus medicamentos para o TDAH são menos eficazes durante a pré-menopausa e a menopausa. Como resultado, os médicos geralmente aumentam a dose. Mas isso pode ser ineficaz, disse Quinn, porque não há nada sendo feito sobre os baixos níveis de estrogênio.

O que você pode fazer sobre o TDAH e a menopausa

“Muitas mulheres são surpreendidas por agravamento dos sintomas do TDAH”, disse a Dra. Quinn. Mas ela e Sarkis enfatizaram que as mulheres com TDAH têm opções efetivas e, ao abordar seus sintomas, podem minimizá-los, funcionar e sentir-se melhor. Aqui estão algumas de suas sugestões.

  1. Consulte seu psiquiatra

Se seus sintomas estão piorando ou seu medicamento não está funcionando com tanta eficácia? Compartilhe essas informações com seu psiquiatra. Se você não está consultando um psiquiatra agora, encontre um especialista em TDAH, disse Sarkis.

Estimulantes e não estimulantes são altamente eficazes para aliviar os sintomas do TDAH (junto com as mudanças comportamentais). E estudos mostraram que ambos melhoram o funcionamento cognitivo e a atenção em mulheres na menopausa sem TDAH.

  1. Consulte também o seu ginecologista

Certifique-se de o seu ginecologista saiba do seu diagnóstico de TDAH (ou problemas cognitivos, se você não foi diagnosticado) e os medicamentos que está tomando. Sarkis também sugeriu que seu psiquiatra e ginecologista tenham uma comunicação aberta sobre seus sintomas.

A terapia hormonal pode ser útil para algumas mulheres na melhoria do funcionamento cognitivo. No entanto, como é controverso, a Dra. Quinn sugeriu que os pacientes e seus ginecologistas avaliam profundamente os benefícios e riscos. Por exemplo, a terapia hormonal pode ser muito arriscada para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou endometrial, disse ela. Mas para mulheres sem esse histórico e cujo funcionamento é dramaticamente prejudicado, a terapia hormonal pode proporcionar um grande alívio.

  1. Avalie seus pontos fortes e fracos

Identifique as áreas da sua vida que estão sendo afetadas e as atividades que se tornaram difíceis para você, disse a Dra. Quinn. As mulheres podem ter problemas extras com tudo, desde manter-se organizada e administrar seu tempo até tomar decisões, ser impulsivas e esquecer as coisas. Como disse a Dra. Quinn, pode parecer que “você está se arrastando pela lama” e as atividades do dia a dia são abundantes.

Além disso, lembre-se de que você pode ter dificuldades cognitivas mesmo quando ainda está menstruada. De fato, de acordo com a Dra. Quinn, “seu estrogênio começa a diminuir 10 anos antes do período menstrual cessar”, o que pode ocorrer entre os 30 e os 40 anos. Você também pode se sentir incapaz de gerenciar atividades que era capaz antes.

  1. Crie uma “vida favorável ao TDAH”

A Dra. Quinn sugeriu que os leitores simplifiquem suas vidas e configurem o que ela chama de uma vida favorável ao TDAH. Isso significa simplesmente levar em consideração seus sintomas, pontos fortes e desafios. Você pode contratar um organizador profissional, trabalhar com um treinador de TDAH, ser ativo e “ter tempo para si mesmo”, o que você absolutamente merece, disse ela.

Fonte:

Artigo traduzido e adaptado da publicação de Margarita Tartakovsky, M.S., no Psych Central, em 8 de out de 2018.

https://psychcentral.com/lib/adhd-and-menopause-what-you-need-to-know-and-what-you-can-do/

ADHD Weekly 2017-08-17

https://chadd.org/adhd-weekly/changing-estrogen-levels-affect-womens-adhd-symptoms-part-three/

 

Outras fontes:

https://www.additudemag.com/add-and-menopause-how-hormones-affect-adhd-symptoms/

https://www.additudemag.com/adhd-in-women-menopause-symptoms/

 

 

 

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TRAÇOS DE AUTISMO E DÉFICIT DE ATENÇÃO ASSOCIADO AO PEQUENO TRONCO CEREBRAL

TRAÇOS DE AUTISMO E DÉFICIT DE ATENÇÃO ASSOCIADO AO PEQUENO TRONCO CEREBRAL

A gravidade do autismo acompanha de perto a do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), e o tronco cerebral pode estar subjacente a essa conexão: crianças com ambas condições que possuem um tronco cerebral reduzido tendem a apresentar traços graves.

Os resultados apontam para a importância potencial do tronco cerebral em ambas as condições, que frequentemente co-ocorrem, disseram pesquisadores na reunião anual da Society for Neuroscience de 2019 em Chicago, Illinois.

“Ainda não sabemos muito sobre o tronco cerebral, e muitos estudos o omitiram de suas análises”, disse a pesquisadora principal Brittany Travers, professora assistente de cinesiologia da Universidade de Wisconsin-Madison, que apresentou os resultados não publicados. “Nossos resultados sugerem que o tronco cerebral pode ser útil para entender a base neurobiológica das diferenças individuais na gravidade dos sintomas, tanto no autismo quanto no TDAH.”

O tronco cerebral se forma no início do desenvolvimento e controla uma série de tarefas, incluindo processamento sensorial, atenção, sono e respiração. Alguns estudos identificaram anormalidades do tronco cerebral no autismo e condições relacionadas.

O tamanho importa:

Os pesquisadores examinaram 105 crianças de 6 a 10 anos: 41 delas com autismo e 25 delas também preenchiam os critérios para o TDAH. Outros 34 eram controles sem transtornos do neurodesenvolvimento, e 30 tinham uma condição que tinha alguma sobreposição genética com o autismo, como transtorno bipolar, ou tinham um parente próximo com autismo ou esquizofrenia. Os pesquisadores avaliaram por questionários a gravidade das características de autismo e TDAH das crianças.

Crianças com os traços mais graves de autismo também tendem a ter traços graves de TDAH, descobriram os pesquisadores.”As condições eram altamente sobrepostas”, diz Travers.

Os pesquisadores também calcularam o volume do tronco cerebral de cada criança usando imagens de ressonância magnética. Em geral, crianças com tronco cerebral menor apresentam traços mais graves de autismo e TDAH, descobriram os pesquisadores após controlar a idade, sexo e volume intracraniano – o espaço dentro de seus crânios – do que aqueles com tronco cerebral maior.

As descobertas são apenas um primeiro passo, diz Travers. Ela planeja investigar o que está por trás dessas diferenças de tamanho e suas possíveis consequências para a função cerebral geral.

Fonte:

Artigo traduzido e adaptado, de Emily Anthes,  para Spectrum News, em  20 de outubro de 2019.

https://www.spectrumnews.org/news/traits-of-autism-attention-deficit-linked-to-small-brainstem/

 

 

 

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