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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

O QUE OS PROFESSORES PODEM FAZER QUANDO SUSPEITAM DE TDAH | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #2

No segundo episódio da série FOCUS: Psicopedagogia e TDAH, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre o papel dos professores e professoras no processo diagnóstico do TDAH, dando dicas práticas de como, quando e o que observar no seu aluno com suspeita de TDAH.

A série será composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao  vídeo da série através do link: https://youtu.be/xRcrwrFxWZU

 

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O TDAH É PARCIALMENTE GENÉTICO, PORÉM FATORES AMBIENTAIS EXERCEM INFLUÊNCIA

O TDAH É PARCIALMENTE GENÉTICO, PORÉM FATORES AMBIENTAIS EXERCEM INFLUÊNCIA

Assim como muitos transtornos psiquiátricos, o TDAH apresenta componentes genéticos e ambientais na sua gênese.

Ainda que não se saiba exatamente o quanto de influência esses fatores genéticos exercem, estudos têm demonstrado que o TDAH tem um alto componente genético e pode ser passado de uma geração para outra. Ter um pai ou irmão com TDAH aumenta significativamente o risco do indivíduo também apresentar TDAH.

Um estudo publicado na revista científica Neuropsychiatric Disease and Treatment encontrou numa amostra de 79 crianças com TDAH que 41,3% tinham mães com TDAH e 51% tinham pais com TDAH.

Outro estudo realizado em 2014 que avaliou 59,514 gêmeos encontrou que a heritabilidade do TDAH era de 88%.  “Uma vez que irmãos também compartilham um ambiente social, físico e de criação, isso por si só não prova causa genética mas potenciais causas ambientais compartilhadas”, diz Robert King, MD, psiquiatra de medicina de comportamento e desenvolvimento infantil.

O TDAH é provavelmente uma condição associada a múltiplos genes, diz King. Além disso o TDAH muitas vezes é comorbido com outros transtornos psiquiátricos que também apresentam influencia genética.

King diz que, além da genética, outros fatores podem predispor alguém a desenvolver TDAH e alguns desses fatores podem ser prevenidos. Alguns exemplos:

  • Fumar durante a gestação*: Uma meta-análise de 2018 com quase 3.000.000 participantes publicada na Pediatrics encontrou que crianças cujas mães fumaram durante a gestação tinham maior predisposição a desenvolver TDAH e o risco aumentava quanto maior a carga do fumo.
  • Prematuridade e baixo peso ao nascer: Pesquisas têm demonstrado que ambos os fatores contribuem para o desenvolvimento de TDAH. Uma meta-análise de 2017 publicada na Pediatrics encontrou uma correlação entre o parto pré-termo e o baixo peso extremo ao nascer com o desenvolvimento de TDAH. Vale ressaltar que esse trabalho mencionado pelo autor foi realizado por pesquisadores do PRODAH– responsável pelo FOCUS!
  • Trauma ou adversidade na infância: King diz que baixo status socioeconômico e violência domestica podem aumentar o risco de TDAH infantil.

O TDAH tem certamente algum componente genético, o que foi demonstrado ao longo de pesquisas, ainda que não haja um único gene específico associado a condição. Ainda assim, diversos fatores ambientais contribuem para o desenvolvimento do TDAH, sendo que alguns deles podem ser evitados.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.insider.com/is-adhd-genetic

*Curadoria científica do PRODAH: Vale lembrar que existe uma grande discussão entre pesquisadores em relação do papel do fumo na gestação no TDAH. Existe um fenômeno que chamamos de correlação gene-ambiente, ou seja, é possível que alguns dos fatores ambientais possam também ser determinados geneticamente. Por exemplo, sabe-se que indivíduos com TDAH fumam mais do que aqueles sem TDAH. Assim seria de se esperar que mães com TDAH fumem mais do que mães sem TDAH na gravidez. Assim, o efeito determinante do TDAH na criança poderia não ser do fumo mas sim dos genes de vulnerabilidade para o TDAH da mãe.

 

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TDAH NA ESCOLA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #1

Hoje começamos uma nova série no FOCUS: Psicopedagogia e TDAH, que vai abordar o TDAH na sala de aula, as dificuldades de aprendizagem associadas ao TDAH e como os professores podem auxiliar pessoas com essas dificuldades. Afinal, uma das áreas com maior impacto na vida dos pacientes é a escolar. Para falar disso convidamos as psicopedagogas Évelin e Camila, especialistas no tema.

A série será composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao primeiro vídeo da série através do link: https://youtu.be/ZlKLoR3vTII

 

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PRODUTOS QUÍMICOS DESREGULADORES ENDÓCRINOS E A RELAÇÃO COM SINTOMAS DE TDAH NA ADOLESCÊNCIA

PRODUTOS QUÍMICOS DESREGULADORES ENDÓCRINOS E A RELAÇÃO COM SINTOMAS DE TDAH NA ADOLESCÊNCIA

Estudos científicos têm demonstrado que a exposição a agentes químicos desreguladores endócrinos pode estar associada ao TDAH. Esses produtos, como ftalatos e fenóis são amplamente utilizados em produtos de consumo, incluindo no processamento de alimentos, em embalagens e em produtos de higiene pessoal. Um estudo publicado no JAMA network examinou a exposição a esses químicos na adolescência e sua relação com sintomas de TDAH.

Foram coletados dados de 205 adolescentes participantes da New Bedford Cohort, uma coorte de nascimento prospectiva, entre junho de 2011 e junho de 2014. A idade média dos participantes era de 15,3 anos e a amostra era composta de 112 meninas e 93 meninos.

Foram coletadas amostras de urina e foram medidas as concentrações de químicos desreguladores endócrinos, como ftalatos, parabenos, fenóis e triclocarban. Os sintomas de TDAH foram avaliados através de instrumentos de avaliação validados na forma de checklist preenchidos por pais, professores e pelos próprios participantes.

Os pesquisadores encontraram que a cada aumento de 2x na concentração de ftalato na urina havia um aumento de 1,34 no risco de sintomas de TDAH, enquanto a cada aumento de 2x na concentração de diclorofenois havia um aumento de 1,15 no risco.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a exposição a ftalatos e bisfenol A no período prenatal e logo após o nascimento estava relacionada ao aumento nos sintomas do TDAH. Porém esse foi o primeiro estudo que avaliou essa relação com a exposição durante a adolescência, um período crítico também para o neurodesenvolvimento.

Como os pesquisadores apontam, uma das limitações do estudo pode ser o potencial para causalidade reversa, uma vez que os sintomas de TDAH poderiam alterar os hábitos dietéticos e do uso de substancias dos participantes, sendo assim os responsáveis pela maior exposição dos participantes a esses químicos.  Porém, quando os pesquisadores controlaram a análise para esses fatores comportamentais, não houve alteração na associação.

Referência:

  • Shoaff JR, Coull B, Weuve J, et al. Association of Exposure to Endocrine-Disrupting Chemicals During Adolescence With Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder–Related Behaviors. JAMA Netw Open.2020;3(8):e2015041. doi:10.1001/jamanetworkopen.2020.15041
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NOVO ESTUDO APONTA PARA DIFERENÇAS GENÉTICAS EM PACIENTES AFRO AMERICANOS COM TDAH

NOVO ESTUDO APONTA PARA DIFERENÇAS GENÉTICAS EM PACIENTES AFRO AMERICANOS COM TDAH

Muitos estudos sugerem que variantes estruturais do genoma possuem um papel importante na gênese do TDAH. Contudo, a maioria desses estudos foca em regiões codificantes do DNA, regiões que codificam proteínas especificas, e foram primariamente conduzidos em pessoas com ascendência europeia.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Children’s Hospital of Philadelphia (CHOP) resolveu estudar uma amostra grande de indivíduos Afro-americanos e compararam regiões codificantes e não codificantes do genoma desses indivíduos Afro-americanos com as de indivíduos de ascendência Europeia. “Nós sentíamos como se estudos anteriores sobre TDAH do ponto de vista genômica não estivessem contando a história completa por conta de quem eles estavam deixando de fora e o que eles estavam escolhendo estudar”, disse Hakon Hakonarson, MD, PhD, Diretor do Centro de Genômica Aplicada no CHOP Research Institute e autor sênior do estudo.

O time de pesquisadores e seus colaboradores geraram dados da sequência genômica completa de 875 participantes, incluindo 205 participantes com TDAH e 670 controles sem TDAH. Afro-americanos representaram 116 dos 205 pacientes com TDAH e 408 dos controles sem TDAH.

Além de confirmar várias variantes estruturais e genes associados ao TDAH já identificados em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram 40 novas variantes estruturais em pacientes com TDAH. Eles identificaram um cluster de variantes estruturais nas regiões não codificantes de sequencias envolvidas no funcionamento de cérebro e potencialmente altamente relevantes para o desenvolvimento do TDAH, incluindo expressão genica em fenótipos específicos de TDAH

Houve uma pequena sobreposição (cerca de 6%) nos genes impactados por variantes nucleotídicas isoladas entre indivíduos com ascendência afro-americana e europeia. Essas diferenças foram especialmente pronunciadas nas variantes estruturais não codificantes. Essas variantes podem também impactar como pacientes responde a medicação para o TDAH.

“O sequenciamento genômico completo parece ser uma ferramenta de descoberta valiosa para o estudo de mecanismos moleculares por trás do TDAH”, disse Hakonarson. Adicionalmente, a inclusão de afro-americanos, associada ao estudo de regiões não codificantes do genoma, identificou várias variantes estruturais que indicam caminho para pesquisa futura, uma vez que elas podem impactar tanto na susceptibilidade ao TDAH quanto em como os pacientes respondem a diferentes intervenções terapêuticas”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/09/200922112301.htm

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COMO MELHORAR A ADESÃO AO TRATAMENTO DO PACIENTE COM TDAH | Dr. DANIEL SEGENREICH

Dr. Daniel Segenreich é Professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Pesquisador do GEDA na UFRJ. Neste vídeo o Dr. Daniel aborda as principais recomendações para profissionais de saúde que trabalham com pacientes com TDAH. Sabemos que a adesão ao tratamento pode ser difícil em alguns casos, para isso trouxemos algumas dicas de como melhorar a adesão com o seu paciente.

Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/w5hi0oL57Wc

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A SEXUALIDADE EM ADOLESCENTES COM TDAH

Dra. Carmita Abdo é médica psiquiatra, professora pela Universidade de São Paulo e Coordenadora do Curso de Especialização em Sexualidade Humana da USP. Neste vídeo a Dra. Carmita fala mais sobre a vida sexual de pacientes com TDAH e o início de sua atividade na adolescência. Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/CYTaI857F-I

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ORIENTAÇÃO A PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH: COMO AJUDAR MEU FILHO?

Cuidar de uma criança ou adolescente com TDAH pode trazer muitos desafios, para auxiliar os pais nessa tarefa e promover a saúde dos pais e filhos é que surgiu a orientação de pais.

A orientação de pais e cuidadores é uma intervenção psicológica que busca melhorar a forma que os pais entendem e lidam com os problemas de comportamento do filho associados ao TDAH. Através dela os cuidadores podem aprender a se comunicar de uma forma mais clara e direta, melhorando o convívio familiar e possibilitando uma compreensão sobre as dificuldades que a criança ou o adolescente pode estar passando. Os pais também podem aprender habilidades de autocuidado com a intenção de reduzir o estresse e conseguir se adaptar melhor aos comportamentos e necessidades da criança. Interessante, né?

Para saber mais assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/ZVBvPaVaySU

Confira mais vídeos no nosso canal do Youtube!

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