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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

O QUE OS PROFESSORES PODEM FAZER QUANDO SUSPEITAM DE TDAH | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #2

No segundo episódio da série FOCUS: Psicopedagogia e TDAH, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre o papel dos professores e professoras no processo diagnóstico do TDAH, dando dicas práticas de como, quando e o que observar no seu aluno com suspeita de TDAH.

A série será composta por 8 vídeos publicados semanalmente no nosso canal do Youtube com os seguintes temas:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao  vídeo da série através do link: https://youtu.be/xRcrwrFxWZU

 

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NOVE SINAIS DE TDAH EM ADULTOS

NOVE SINAIS DE TDAH EM ADULTOS

Conviver com o TDAH não diagnosticado pode trazer algumas desvantagens. Por um lado, você pode acabar se sentindo subestimado quanto a suas habilidades e pode até mesmo se sentir desmotivado por conta das dificuldades do TDAH. Entender como as suas dificuldades funcionam pode ajudar você a estabelecer estratégias que sejam verdadeiramente efetivas ao mesmo tempo em que pode servir de incentivo para que você use suas aptidões ao seu favor.

Judy Katz, terapeuta ocupacional em Chicago que trabalha com crianças com TDAH e que também foi diagnosticada com TDAH, separou alguns sinais que podem estar presentes no TDAH na vida adulta:

1) Você se distrai nos próprios pensamentos

É comum para pessoas com TDAH se distraírem e perderem parte de informações em conversas, programas de TV ou qualquer outra forma mais longa de conteúdo. Uma pequena distração é suficiente para fazer com que você se perca em uma cadeia de pensamentos. Uma dica é: gravar a conversa sempre que for participar de uma reunião importante.

2) Você se distrai com o ambiente

É possível que você se perca durante caminhadas ou dirigindo para o trabalho, especialmente se houver alguma distração no caminho. De repente você percebe e já passou duas quadras do ponto onde deveria dobrar…

3) Você apresenta hiperatividade motora

Isso significa que você tem dificuldade em se manter parado. Pode significar por exemplo que você precise caminhar ou utilizar as mãos de alguma forma, como através de um spinner.

4)  Você procura estímulos sensório-orais

Você pode sentir a necessidade de mascar chiclete, beber café, ou morder a pontinha do lápis para se manter calmo ou focado.

5) Você consegue prender a atenção por um curto período de tempo

Você perde o foco, seus olhos vagam para outro lugar ou você se perde em pensamentos.

6) Você tem dificuldade de se organizar com tarefas diárias

Você esquece ou perde objetos com frequência como chaves, guarda-chuvas ou cartões. Você tem dificuldade em organizar tarefas diárias como lavar a roupa, manter a casa limpa, marcar consultas ao médico…

7) Você tem dificuldade no manejo do tempo

Planejar com antecedência ou calcular o tempo necessário para tomar banho, se vestir e chegar a tempo é um grande desafio para você!

8) Você tem ansiedade

Saber que os outros dependem de você para manejar o seu tempo e o deles pode ser uma grande fonte de ansiedade. Você fica ansioso sabendo de suas dificuldades com medo de que elas se manifestem, como por exemplo, a possibilidade de esquecer um compromisso importante.

9) Você tem dificuldade em iniciar tarefas e completa-las

Você perde muito tempo procrastinando e por vezes acaba se envolvendo em múltiplos projetos ao mesmo tempo, muitas vezes não terminando nenhum deles.

Se você tiver receio de que tem TDAH, tente conversar com o seu médico ou procure algum profissional especializado. TDAH tem tratamento e isso pode trazer inúmeros benefícios em vários aspectos da sua vida social e profissional!

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.purewow.com/wellness/signs-of-adhd-in-adults

 

 

 

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UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

UMA PEQUENA DOSE DE EXERCÍCIO É CAPAZ DE MELHORAR A PERFORMANCE ACADÊMICA DE CRIANÇAS COM TDAH

Com a pandemia, todos os pais conhecem o eterno desafio de fazer as crianças se concentrarem nos estudos, principalmente aquelas com TDAH.  No texto de hoje vamos falar de uma estratégia promissora e que a princípio não é muito difícil de ser empregada.

Em 2009, pesquisadores descobriram que apenas 20 minutos de exercício aeróbico moderado com elevação da frequência cardíaca para 60% da frequência máxima do individuo podia melhorar a performance acadêmica de crianças imediatamente.

“Pense nisso como aproximadamente o ritmo da caminhada para a escola pela manhã” disse Charles Hillman, autor do estudo e Diretor Associado do Center for Cognitive and Brain Health da Northeastern University. Crianças pré-adolescentes caminharam em uma esteira por 20 minutos e após foram administrados testes cognitivos (a velocidade era fácil o suficiente para que nenhuma criança não fosse capaz de acompanhar). A conclusão foi que “Doses agudas e únicas de exercício aeróbico moderadamente intenso podem melhorar o controle cognitivo da atenção” por pelo menos 60 minutos após.

O exercício aeróbico, como diz Hillman, ajuda crianças a focarem a sua atenção durante as tarefas demandantes- como as aulas online- e as ajuda a afastar distrações. Esse foco permite que elas processem informação mais rapidamente, diz ele, o que se traduziu no estudo  numa melhor acurácia nas medidas cognitivas e maiores notas alcançadas em leitura e matemática.

E quanto a crianças com TDAH, que já sofrem com dificuldade na concentração, poderia o exercício físico ser útil?

Um estudo de 2012 descobriu que imediatamente após o exercício, crianças com TDAH tinham uma performance melhor em testes de leitura e matemática e tinham níveis melhores de atenção e auto-regulação. Ainda, num estudo de 2020, crianças com idades entre 11 e 16 anos com TDAH que faziam exercício com bicicleta por 20 minutos em intensidade moderada tiveram melhoras similares na capacidade de focar em tarefas por pelo menos 60 minutos após o exercício.

Segundo Matthew Pntifex, professor associado do Departamento de Cinesiologia da Michigan State University e autor do estudo de 2012, “elas foram mais capazes de regular seu comportamento e tiveram mais capacidade de estabelecer ações corretivas”

Isso acontece porque o exercício parece ajudar na habilidade da criança de inibir impulsos inapropriados e de selecionar uma resposta mais apropriada para esses impulsos.

O exercício também pode ajudar a suprimir respostas motoras para comportamentos aprendidos, como falar alto durante a aula. Na sala de aula, esse controle ajuda as crianças a focarem nas instruções. Em casa, isso pode ajudar elas a focarem na aula online e resistirem à tentação de jogar videogame.

A boa notícia é que 20 minutos podem não ser necessários. Até mesmo pequenas doses de exercício durante as pausas podem ser efetivas, o que pode ser mais prático para os pais. Qualquer atividade física serve.

Em 2004, Matt Mahar, diretor da School of Exercise and Nutritional Sciences da San Diego State University, desenvolveu o programa “Energizers”, uma série de exercícios físicos de pequena duração que crianças podem praticar. Mahar recomenda 2 ou 3 pausas por dia para ajudar as crianças a focarem na tarefa, onde quer que estejam. Exercício no meio do período de estudo, como escreve Mahar, é parte de um achado consistente das pesquisas de que “ atividade física baseada na sala de aula resulta em melhores comportamentos durante a tarefa do que aulas sedentárias com os alunos sentados” para todas as crianças, não apenas aquelas com TDAH.

As crianças são mais propensas a aderir a atividade se seus pais não dizem simplesmente a elas para “fazerem exercício físico”. Pais e crianças podem usar a criatividade, mas preferencialmente deve-se focar em atividades que a criança já gosta. Experts concordam que agregar atividade ao ar livre é uma combinação ideal, e pode-se optar por soluções simples. Apenas uma caminhada serve. Por exemplo, Hillmann recomenda começar o dia com uma caminhada de 20 minutos e adicionar pequenas pausas de mobilidade durante o dia.

Que tal dar uma volta?

Artigo adaptado e traduzido de:

https://www.washingtonpost.com/health/exercise-breaks-help-kids-with-adhd-learn/2020/08/14/57f41e94-cc2f-11ea-bc6a-6841b28d9093_story.html#comments-wrapper

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MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

Há dois principais tipos de medicação para o TDAH:

  • Estimulantes: são a primeira linha do tratamento para pessoas com TDAH e incluem medicações como ritalina®, concerta® e venvanse®.
  • Não-estimulantes: são frequentemente prescritos quando alguém não responde aos estimulantes, tem alguma história de abuso de substancias ou tem efeitos adversos intoleráveis aos estimulantes.

Nesse texto, vamos falar um pouco sobre medicamentos não estimulantes:

Pesquisas mostram que cerca de 30 a 50% das crianças e adultos com TDAH descontinuam os estimulantes devido aos efeitos adversos ou a falta de resposta.

“Ainda que os estimulantes sejam mais eficazes e funcionem melhor, eles são mais propensos a causar adição e efeitos adversos. Não-estimulates, por outro lado, não são tão eficazes mas são menos propensos a causar efeitos adversos e não tem nenhum potencial aditivo” Diz Ravi N. Shah, MD, professor assistente de psiquiatria no Columbia University Irving Medical Center.

Estimulantes e não estimulantes parecem ter mecanismos de ação diferentes, embora a exata maneira de ação desses medicamentos no TDAH ainda não seja conhecida.

Atualmente existem três medicamentos não-estimulantes aprovados pelo FDA para uso no TDAH:

Atomoxetina

Foi o primeiro nao-estimulante a ser aprovado para o tratamento do TDAH.

Ainda não está claro como a atomoxetina funciona, porém pesquisadores acreditam que ela inibe a reabsorção de norepinefrina na fenda sináptica, um neurotransmissor que aumenta o foco, aumentando a sua concentração no cérebro.

Uma revisão de cinco estudos clínicos demonstrou que a atomoxetina é eficaz no tratamento do TDAH apesar de ser menos eficiente que os estimulantes. De acordo com a American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP), a taxa de resposta a atomoxetina é de apenas 50%.

Alguns dos seus efeitos adversos incluem fatiga e indigestão. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Clonidina

A clonidina é uma medicação que foi orginalmente produzida para tratar a hipertensão arterial. O mecanismo exato pelo qual a clonidina age na redução dos sintomas do TDAH é ainda desconhecido, mas ela parece agir através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina. Porém, foi demonstrado que ela é capaz de melhorar os sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade em pacientes com TDAH.

Dentre os efeitos adversos, destacam-se: náusea, sonolência  e diminuição da pressão arterial. Ela está disponível no Brasil.

Guanfacina

Guanfacina, como a clonidina, também foi originalmente desenvolvida para tratar a hipertensão arterial. Ela também age através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina, melhorando a atividade do córtex pré-frontal. Isso ajuda na regulação da atenção e no controle dos impulsos em pacientes com TDAH.

A guanfacina é atualmente aprovada apenas para o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH com idades entre 6-17. Alguns dos efeitos adversos relatados são náusea, cansaço e diminuição da pressão arterial. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Por que usar não estimulantes?

Medicamentos não estimulantes são uma boa opção de segunda linha para o tratamento do TDAH, especialmente para pacientes que experenciaram problemas com o uso de estimulantes.

“ Os guidelines sugerem que você inicie com os estimulantes, mas há um papel para os não-estimulantes em situações específicas”, diz Shah. “Por exemplo, para pessoas que tem uma história de adição ou de efeitos adversos aos estimulantes. Existem também pessoas que apenas não gostam da ideia de tomar um medicamento controlado, e não-estimulantes são uma boa opção nesse cenário também”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.insider.com/non-stimulant-adhd-medication

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TDAH E MANEJO DA RAIVA

TDAH E MANEJO DA RAIVA

Um dos sintomas não muito conhecido do TDAH e que também pode estar presente é a dificuldade na regulação emocional e manejo da raiva. Nas crianças isso pode se manifestar na forma de birras e irritabilidade enquanto nos adultos, além da irritabilidade, pode se manifestar como explosões de raiva. 

Apesar dos estimulantes ajudarem nos sintomas típicos do TDAH como desatenção e hiperatividade, eles não parecem surtir o mesmo tamanho de efeito na  regulação emocional. Então, o que pode ser feito? 

No caso de crianças com TDAH, a terapia pode ser útil. Na terapia, a criança pode aprender habilidades que a permitam fazer uma releitura das situações além de regular suas próprias emoções de forma adequada. Além disso, os próprios pais podem receber aconselhamento profissional para que eles aprendam como lidar nas situações em que a criança manifesta descontrole da raiva.

É importante descartar, contudo, outros transtornos comórbidos que possam estar contribuindo para a irritabilidade e ataques de raiva. Um psiquiatra experiente pode, ainda, ajustar a medicação do TDAH e receitar outros medicamentos caso necessário. 

No caso de adultos, a Terapia Cognitivo-comportamental (TCC) pode ser uma boa opção. Na TCC, o paciente pode desenvolver habilidades e mecanismos para usar nas diferentes situações e assim conseguir lidar com os momentos de estresse. A meditação e o mindfulness, atualmente em moda, também são alternativas possíveis. 

Por fim, vale lembrar que um estilo de vida saudável, com alimentação e sono adequados, atividade física regular além de momentos de lazer e entretenimento são importantes para o bem estar e podem contribuir de forma positiva no estado emocional. 

Artigo adaptado e traduzido de: ttps://www.psychologytoday.com/intl/blog/helping-kids-through-adhd/202008/adhd-anger-and-emotional-regulation

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DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 2)

DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 2)

No último texto, selecionamos 3 dicas que podem ajudar você a se tornar mais produtivo. Teste algumas delas e tente aplicar no seu dia a dia aquelas que funcionarem melhor para você. Lembre-se de não se frustrar caso você não se adapte a alguma delas, pois não existe receita de bolo nem regras!

Hoje traremos mais outras estratégias que podem ser uteis:

Regra dos 5 minutos.

Sabe aquela tarefa que você vem procrastinando a um tempo? Aquela que só de pensar embrulha seu estômago? Talvez essa dica ajude você.

Programe-se para gastar apenas 5 minutos na tarefa antes de começa-la. Você pensa: “vou me dedicar apenas 5 minutos” e é isso. Se após esse tempo você se sentir motivado a continuar tudo bem, do contrário se passado esse tempo você quiser parar tudo bem também!

Separe as tarefas mais importantes

Eu sei que você tem várias coisas para fazer. Porém quando você planeja sua lista de atividades, você tem que separar aquelas que são mais importantes e deve fazer elas primeiro. É mais fácil se sentir motivado no início e se você deixar as coisas importantes para o final, vai estar sem energia para fazer aquilo que mais precisava ser feito. 

Alarmes e calendário

Uma dica para ajudar você a não esquecer compromissos é anotar em um calendário os compromissos fixos com antecedência. No momento em que você já tem estabelecida a data da reunião, anote em um calendário e programe um alarme no seu celular para o dia. Não deixe para fazer isso depois, porque você pode esquecer e acabar tornando mais difícil para se organizar. Ter um esquema do mês além das listas de tarefas diárias ajuda você a não esquecer prazos e compromissos com data marcada. O alarme no celular pode ser também um ótimo lembrete.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/mental-health/7-adhd-inspired-hacks-for-better-concentration#5.-MIT:-Most-important-tasks

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DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 1)

DICAS PARA MELHORAR A PRODUTIVIDADE (PARTE 1)

Quem TDAH certamente já sofreu com a procrastinação. Não conseguir iniciar as tarefas e deixar tudo para última hora é uma dificuldade bem conhecida. Porém existem estratégias que podem ser utilizadas para ajudar você a driblar esse problema. Separamos algumas que podem ajudar você:

1- Bullet Journal
Se você tem dificuldade para se adaptar aos planners comprados prontos, essa dica é para você.

Os planners comprados tem a limitação de muitas vezes não serem exatamente aquilo que procuramos ou precisamos. O problema é que tentar fazer o seu próprio planner pode ser uma tarefa difícil.
Sendo assim, o bullet Journal é uma forma de contornar esse problema. Ele é um método de organização que você pode aplicar em qualquer caderno. Ele ajuda você a criar notas de forma organizada de tudo aquilo que você quiser, inclusive listas de seus filmes favoritos.

2- Faça tudo de uma vez

Essa é uma dica para aquelas tarefas simples e fáceis que ficamos procrastinando como responder e-mails. Quando você pensar em abrir seu e-mail, faça tudo o que precisa de uma vez: leia os e-mails novos e responda aquilo que tem que responder, delete os spams e pronto. Você vai perceber que passaram apenas alguns minutinhos. Se você deixar para depois a chance é que vai acabar acumulando.

3- Tecnica pomodoro

Esse método pode ajudar você não só a estudar, mas a fazer qualquer tarefa mais longa que exija algum tempo de dedicação, como arrumar as roupas e limpar a bagunça. A técnica consiste em cronometrar 25 minutos em que você vai se dedicar integralmente a tarefa em questão seguido de 5 minutos de pausa e assim sucessivamente em ciclos. Após alguns ciclos você pode fazer um intervalo maior. O legal é que existem sites com cronômetros prontos na internet.

Artigo baseado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/mental-health/7-adhd-inspired-hacks-for-better-concentration#5.-MIT:-Most-important-tasks

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RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE TDAH PODE PREJUDICAR A PERFORMANCE ACADÊMICA?

RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE TDAH PODE PREJUDICAR A PERFORMANCE ACADÊMICA?

O diagnóstico de doenças -tanto físicas como mentais- além de influenciar no tratamento e prognóstico, possui um impacto psicológico no paciente. Comparando-se afecções físicas e mentais, esse impacto pode ser muito maior nos transtornos psiquiátricos, seja pelo estigma social ou por serem doenças com potencial de influenciar diversos aspectos da vida.

Recentemente, foi publicado um estudo sobre os efeitos do diagnóstico de TDAH em crianças no Sociology of Education. Os resultados levantam uma questão interessante: a intensidade dos sintomas antes do diagnóstico pode estar associada ao ajustamento após o mesmo. No estudo, as crianças que tinham sintomas menos graves de TDAH antes do diagnóstico que usaram medicação ou não tinham ajustamento de comportamento social e acadêmico pós diagnóstico pior do que as crianças sem TDAH. Já as crianças com sintomas mais graves de TDAH antes do diagnóstico que usaram medicação tiveram um ajustamento pós-diagnóstico similar ao das crianças sem diagnóstico. Os autores do estudo interpretaram os achados como sinalizando que o diagnóstico e tratamento teve um efeito deletério em crianças com TDAH mais leve, diferentemente dos casos de TDAH com sintomas mais intensos.

Alguns pesquisadores teorizam que crianças com TDAH em idade escolar demonstram consciência das diferenças entre elas e os outros, fazendo com que elas inconscientemente diminuam sua performance em medidas sociais e acadêmicas em comparação com seus colegas, ao mesmo tempo em que a medicação poderia reforçar essa diferença de percepção.

Outros estudos também sugerem o impacto do rótulo na avaliação dos estudantes pelos professores. Mesmo quando apresentados com descrições hipotéticas sobre estudantes, os professores tendiam a avaliar a inteligência, o comportamento e a personalidade dos estudantes com TDAH desfavoravelmente em relação com seus colegas.

O estudo publicado no Sociology of Education analisou dados longitudinais de cerca de 10.000 estudantes de ensino fundamental dos Estados Unidos. Os dados, retirados da Early Childhood Longitudinal Study-Kindergarten Cohort (ECLS-K), foram coletados entre 1998 a 2008 pelo National Center for Education Statistics. Esses dados permitiram que pesquisadores observassem os efeitos a longo prazo do diagnóstico de TDAH e da medicação na performance acadêmica e social das crianças.

Contudo, os dados do ECLS-K possuem várias limitações. Todos os dados sobre TDAH provém de apenas três perguntas feitas aos pais sobre o diagnóstico entre a primeira e terceira séries do ensino fundamental, ou seja, nenhuma avaliação diagnóstica foi feita. A pergunta sobre uso de medicação foi feita apenas sobre uso corrente. Portanto, se naquele período, os pais reportaram que seus filhos não faziam uso de medicação, o ECLS-K computou que eles nunca fizeram uso de medicação, mesmo que tenham feito uso anteriormente ou que viessem a fazer uso depois. Isso pode ter feito com que as conclusões desses estudos sobre o impacto do uso de medicação na aprendizagem tenham sido enviesadas. Além disso, não houve avaliação da dosagem, aderência e o tempo de tratamento do TDAH, fatores que podem contribuir na performance. Sabe-se, por exemplo, que pais de crianças com sintomas mais graves de TDAH tendem a manter de forma mais consistente o tratamento medicamentoso de seus filhos, o que poderia resultar nos melhores resultados para esse grupo vistos no estudo. Pais de crianças com sintomas de TDAH mais leve aderem pior, o que pode determinar pior ajustamento futuro de seus filhos pelo uso inadequado do tratamento.

“Nós precisamos de um estudo de acompanhamento longo, com controles -não apenas estudantes não diagnosticados- que acompanhe os participantes dos 7 aos 18 anos”, disse o Dr Atih Amanda Seif, psiquiatra de crianças e adolescentes de Los Angeles, “uma vez que muitos estudantes não demonstram sintomas de TDAH até a adolescência”. Além disso, ao focar em melhorias em testes padronizados “estamos focados em medidas que podem mascarar outras melhorias que os estudantes experienciam ao tomar medicação para os seus sintomas de TDAH”.

Apesar das falhas potenciais nesses estudos, esses achados nos lembram a importância de se levar em consideração as percepções e o estigma envolvendo o TDAH e os problemas de comportamento ou aprendizado. Eles também apontam para o estresse dos pais e professores e para a estrutura dos sistemas de ensino que se baseia fortemente em testes padronizados.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.neurologyadvisor.com/topics/neurobehavioral-disorders/adhd-diagnosis-effect-on-academic-performance/

 

 

 

 

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MINDFULLNESS BASEADO EM TAI-CHI PODE DIMINUIR OS SINTOMAS DE TDAH EM CRIANÇAS, SEGUNDO ESTUDO

MINDFULLNESS BASEADO EM TAI-CHI PODE DIMINUIR OS SINTOMAS DE TDAH EM CRIANÇAS, SEGUNDO ESTUDO

Um estudo recentemente publicado no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics encontrou uma associação entre o treinamento com mindfulness baseado em Tai-chi e uma melhora da hiperatividade, impulsividade e desatenção em crianças em idade escolar com TDAH.

“Os achados desse estudo fornecem suporte para uma nova via promissora de intervenção comportamental em crianças com TDAH e dificuldades relacionadas, com a pratica de mindfullness em movimento estando associada com melhora na habilidade de controlar a atenção e o comportamento. Os achados também sugerem que a intervenção de mindfullness em movimento contribui para melhorias paralelas no controle motor, de tal forma que o exame da motricidade pode servir como um biomarcador valioso, ajudando a monitorar a resposta a essa intervenção promissora”, disse Mostofsky, um dos pesquisadores do estudo.

Trinta e quatro crianças com idades entre 8-12 anos participaram durante 8 semanas de uma intervenção com Tai-chi com 2 aulas semanais de 60 minutos. Os sintomas de TDAH foram avaliados antes e depois do tratamento utilizando uma escala validada de avaliação parental. O controle motor foi avaliado usando um exame objetivo dos sinais de desenvolvimento motor. Após a intervenção, as crianças mostraram reduções significativas nos sintomas de hiperatividade, impulsividade e desatenção, bem como melhora do comportamento opositor-desafiador e de funções executivas. As crianças também apresentaram melhorias significativas em medidas objetivas de controle motor. Vale ressaltar que houve uma grande correlação entre esses achados, de forma que crianças com mais melhorias no exame motor também apresentavam melhoria mais acentuada nos sintomas de TDAH.

Até hoje, há poucos estudos sobre intervenções de mindfullnes em crianças com TDAH e esses estudos avaliam apenas desfechos subjetivos baseados em relatos individuais ou relatos dos pais. Os achados desse estudo, que mostraram melhora significativa em medidas objetivas de controle motor em paralelo a melhorias da atenção e comportamento, fornecem suporte para o potencial da pratica de mindfullness em movimento para crianças com TDAH e dificuldades relacionadas.

Comentário da equipe FOCUS:
Não se pode excluir a presença de vieses nesse estudo já que foi feito com apenas um braço de intervenção, sem grupo controle. Ou seja, não se pode descartar que os resultados se deveram ao efeito placebo, ou a outros motivos, ao invés de se deverem a uma verdadeira resposta adquirida pelo Tai-chi. Além disso, não foi feito cegamento nesse estudo e os pais sabiam que seus filhos estavam recebendo intervenção de Tai-chi, o que pode ter feito com que alguns pais tivessem a impressão de melhora nos sintomas, o que não necessariamente significa uma melhora verdadeira. Esse mesmo viés pode ser aplicado aos médicos que avaliaram os sintomas motores.  Saber que as crianças estavam recebendo a intervenção pode fazer com que eles sejam induzidos a ver melhorias nos sintomas. De qualquer forma, o Tai-chi é uma abordagem com poucos riscos e um uso promissor, portanto, esse estudo abre portas para que novos estudos sejam conduzidos nessa área.

 

Artigo adaptado e traduzido de: https://medicalxpress.com/news/2020-04-tai-chi-based-mindfulness-core-adhd-symptoms.html

Referências:
– Dav Clark et al. Subtle Motor Signs as a Biomarker for Mindful Movement Intervention in Children with ADHD, Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics (2020). DOI: 10.1097/DBP.0000000000000795
https://journals.lww.com/jrnldbp/Abstract/9000/Subtle_Motor_Signs_as_a_Biomarker_for_Mindful.99083.aspx

– Registro do estudo no Clinical Trials: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/study/NCT02234557

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COMO AJUDAR SEU FILHO A ESTUDAR EM CASA

COMO AJUDAR SEU FILHO A ESTUDAR EM CASA

Devido ao COVID-19, muitas famílias tiveram de aderir ao Homeschooling. Assumir o papel de professores pode ser um desafio para os pais, sobretudo para aqueles que são pais de crianças com TDAH. Recentemente em uma entrevista, o médico psiquiatra Dr. Greg Mattingly do Missouri, EUA, selecionou algumas dicas baseadas em sua experiência clínica, que podem ajudar os pais nesse momento:

1- ESTRUTURA

A escola é importante por fornecer estrutura e rotina para os seus filhos. Portanto, nesse momento, é importante que você crie essa estrutura dentro de casa: tenha um horário fixo e pré-definido para acordar, tome café da manhã e inicie o dia sempre em um mesmo horário.

2- COMECE COM O MAIS FÁCIL

Inicie os estudos com a tarefa ou matéria favorita do seu filho, para que ele se sinta mais motivado e sinta orgulho de conseguir terminar uma atividade.

3- FRAGMENTE AS MATÉRIAS

Separe as atividades em etapas para que seu filho se sinta recompensado, com um senso de dever cumprido, por cada etapa que ele finaliza. Por fim, vá aumentando a dificuldade das matérias gradualmente.

4- HORÁRIO

Tente colocar as matérias mais difíceis para as 10:30 da manhã (segundo o médico, esse é o horário em que as crianças tendem a estar mais concentradas)

Por fim, não se esqueça: “crianças copiam os nossos modelos”, complementa Dr. Greg Mattingly. Portanto seja um modelo para os seus filhos. Você pode fazer isso ao se concentrar em suas próprias atividades em um ambiente silencioso, assim a criança vai observar a forma como você se comporta. Tente encorajar seus filhos, parabenizar as suas conquistas e tente ter paciência e manter a calma. Se você brigar com uma criança, ela vai brigar com você, e isso pode dificultar as coisas.

 

Referências:
– Entrevista em inglês:  https://www.youtube.com/watch?v=BZ4Of9oaa4g

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