skip to Main Content
focus_logo_azul

Desenvolvido por

PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

6 DICAS PARA PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH

6 DICAS PARA PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH

Criar os filhos não é tarefa fácil e, quando se trata de crianças com TDAH, existem alguns desafios peculiares. Apesar de não haver uma fórmula universal, algumas estratégias podem ser empregadas para ajudar você nessa tarefa. Separamos algumas dicas:

  1. Estabeleça regras, mas de espaço para o erro.

Todas as crianças necessitam de regras e expectativas claras e consistentes. Especialmente no caso de crianças com TDAH, essas regras precisam ser claras e objetivas. A rotina é uma grande aliada no TDAH porque ajuda na organização diária e no direcionamento de como e quando as atividades devem ser feitas. Nesse sentido, os pais podem estabelecer regras gerais do funcionamento da casa e da dinâmica familiar para auxiliar a criança nesse direcionamento. Contudo, é importante que os pais sejam compreensivos e deem espaço para o erro. As crianças com TDAH podem ter dificuldade para se adaptar as regras e ao ambiente e o apoio dos pais serve para que elas se sintam acolhidas e seguras.

  1. Foque nas qualidades do seu filho, não nas suas dificuldades.

Muitas crianças com TDAH estão acostumadas a ouvir o quanto os seus comportamentos são problemáticos e inadequados. Contudo, de acordo com a terapeuta familiar Angela Pruess, os pais podem ajudar seus filhos focando nas suas qualidades. Quando os pais focam nas qualidades dos filhos, as crianças desenvolvem boa auto-estima e se sentem mais encorajadas para desenvolverem suas habilidades.

  1. Ache formas de seu filho gastar energia.

O exercício e a atividade física podem ajudar as crianças com TDAH a gastarem sua “energia extra”, melhorando a ansiedade, a concentração e o padrão de sono. As crianças necessitam de modelo, portanto, você pode ajudar seu filho planejando atividades em família, como: andar de bicicleta, caminhadas ou outras atividades esportivas em grupo.

  1. Seja um modelo para seu filho e o ensine sobre controle de emoções

Crianças com TDAH tem dificuldade em regular suas emoções e comportamentos. Os pais podem ajudar servindo de modelo e ensinando as crianças sobre o controle das emoções; podem fornecer apoio para os filhos quando eles estiverem com dificuldade e explicar como eles mesmo fazem para lidar com essas situações. Os pais também podem fornecer as crianças ferramentas que as ajudem a se acalmar como brinquedos sensoriais, spinners ou técnicas de respiração.

  1. Quebre tarefas em pequenas partes

Crianças com TDAH tem dificuldade na hora de iniciar as tarefas. Você pode ajudar seu filho quebrando as atividades em pequenos passos. Você pode também usar temporizadores, cronogramas coloridos e pequenos intervalos. Evite distrações e crie um ambiente silencioso de trabalho onde seu filho possa focar nas tarefas da escola.

  1. Não tenha medo de pedir ajuda

Criar os filhos pode ser desafiador de tempos em tempos e isso não é diferente quando se trata de crianças com TDAH. Tenha uma rede de suporte que possa lhe ajudar e não tenha medo de pedir ajuda. Você pode também procurar um profissional especializado em TDAH para guiar você nessa tarefa. O TDAH tem tratamento e existem inúmeras abordagens comportamentais que podem auxiliar seu filho e sua família a superar as dificuldades.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.moms.com/7-tips-for-parenting-a-child-with-adhd-from-therapists/

Compartilhe com seus amigos!
TDAH E TRANSTORNO DE HUMOR BIPOLAR

TDAH E TRANSTORNO DE HUMOR BIPOLAR

O diagnóstico diferencial de TDAH com o Transtorno de Humor Bipolar (THB) se apresenta como um desafio em algumas situações. Ambos os transtornos apresentam algumas características em comum, como a impulsividade, e a hipomania do THB pode ser confundida com a hiperatividade do TDAH. Além disso, os dois transtornos podem estar presentes em um mesmo paciente e o TDAH poderia, inclusive, ser fator de risco para o desenvolvimento da bipolaridade.

Um estudo recente demonstrou que crianças com diagnostico de TDAH tinham um risco 10 vezes maior de serem diagnosticadas com THB no futuro comparado com crianças sem diagnóstico de TDAH. Ainda, a comorbidade dos dois transtornos pode envolver uma via genética comum. Um outro estudo sueco que avaliou 13532 pares de gêmeos aos 9 e 12 anos e, após, aos 15 e 18 anos encontrou que fatores genéticos associados a hipomania explicavam 25% a 42% da chance da presença de sintomas de hiperatividade e impulsividade no TDAH.

Uma outra pesquisa demonstrou também que a apresentação comorbida do THB e do TDAH estava associada a um curso mais grave e a um maior risco de tentativas de suicídio do que qualquer apresentação dos transtornos isolada.

Existe controvérsia quanto ao uso de estimulantes para o tratamento do TDAH em pacientes com THB. Um estudo de 2016 demonstrou que o uso de metilfenidato para tratamento do TDAH em pacientes com THB que não estavam fazendo uso de estabilizadores do humor aumentou em 7 vezes o risco de virada maníaca dentro de 3 a 6 meses. Entretanto, o uso de metilfenidato em pacientes em uso de estabilizadores de humor foi associado a diminuição de episódios maníacos. Ou seja, o uso de estimulantes parece ser seguro em pacientes com THB que estejam devidamente medicados para o tratamento do THB.

Sendo assim, é importante avaliar a presença de THB em pacientes com diagnóstico de TDAH, uma vez que pode ser um diagnóstico diferencial e o tratamento do TDAH pode afetar o curso do THB. Apesar das semelhanças, a hiperatividade no TDAH tende a ser uma caraterística mais constante do funcionamento do indivíduo, ao passo que, no THB, a hiperatividade tende a se apresentar apenas nos episódios de mania.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.psychiatrictimes.com/view/adhd-bipolar-genetics-diagnosis-treatment

Compartilhe com seus amigos!
O TDAH AUMENTA O RISCO DE DIABETES INDEPENDENTEMENTE DO IMC

O TDAH AUMENTA O RISCO DE DIABETES INDEPENDENTEMENTE DO IMC

Um estudo que publicado no Journal of Diabetes encontrou que adultos com TDAH apresentavam um risco 50% maior de desenvolver diabetes.

Os pesquisadores analisaram os dados coletados pelo questionário National Health Interview Survey (NHIS), realizado nos Estados Unidos, nos anos de 2007 e de 2012. As informações sobre TDAH e diabetes foram coletadas durante as entrevistas do questionário, em que os participantes respondiam se algum médico já havia lhe dado o diagnóstico de alguma dessas patologias. Outros dados sociodemográficos como idade, educação, renda familiar e estilo de vida também foram coletados.

Ao todo, somaram-se 52821 participantes (48,6% eram homens, e a média de idade foi de 45,5 anos). Entre eles, 1642 confirmaram que tinham TDAH e 4631 informaram que tinham diagnóstico de diabetes. Após ajustar para idade, sexo e etnia, os pesquisadores encontraram que os participantes com história de TDAH tinham maior risco de ter diabetes comparado com aqueles sem história de TDAH (OR = 1.68; 95% CI, 1.23-2.28). Os participantes com TDAH também eram mais propensos a ter diabetes após ajuste para educação, renda familiar, tabagismo, consumo de álcool, atividade física e IMC – índice de massa corporal-(OR = 1.54; 95 CI, 1.16-2.04).

Uma meta-análise anterior de 42 estudos havia demonstrado que o TDAH era associado a maior risco de desenvolvimento de obesidade em crianças e mulheres. Contudo, o presente estudo encontrou que a relação entre TDAH e diabetes era independente do IMC. Portanto, a possível relação entre TDAH e diabetes precisa ser elucidada do ponto de vista biológico.

“Um crescente número de evidências tem apoiado o papel da inflamação nas desordens neuropsiquiátricas incluindo o TDAH”, dizem os autores. “Um estudo anterior apontou que pacientes com TDAH possuíam um nível plasmático mais elevado do marcador inflamatório interleucina-6, que já foi associado também ao risco aumentado de diabetes”. Além disso, os autores também apontam para a necessidade de se investigar os efeitos das medicações de TDAH no metabolismo da glicose e no risco de diabetes.

Apesar desse estudo apontar para uma possível relação entre TDAH e diabetes, ainda são necessários novos estudos para a confirmação desses achados e para o entendimento de que fatores estariam por trás dessa relação. Além disso, existe algumas limitações no estudo como o fato de os dados sobre TDAH e diabetes terem sido auto-reportados pelos participantes, o que pode estar sujeito a viés. Contudo, como os pesquisadores escrevem, “se esses achados forem replicados e confirmados em estudos futuros, indivíduos com TDAH podem ter necessidade de triagem precoce e prevenção de diabetes”.

Artigo adaptado e traduzido de:

https://www.healio.com/news/endocrinology/20201007/adhd-increases-odds-of-diabetes-independent-of-bmi

Compartilhe com seus amigos!
TDAH E USO DE SMARTPHONES

TDAH E USO DE SMARTPHONES

Hoje em dia se tornou praticamente inimaginável a possibilidade de viver sem um celular. Diversas atividades da nossa vida diária, inclusive relacionadas ao trabalho e finanças, foram transferidas para o smartphone.

Contudo, a praticidade no nosso dia a dia trouxe um ônus: a piora da nossa capacidade de concentração.

Um estudo da Universidade do Texas encontrou que nossa capacidade cognitiva, incluindo atenção e foco, é significativamente reduzida quando temos um smartphone por perto – mesmo que ele esteja desligado.

Outro estudo, que avaliou 2600 adolescentes, encontrou que usuários pesados de aparelhos eletrônicos tem 2 vezes mais chance de demonstrar sintomas de TDAH do que aqueles com uso infrequente. Isso pode impor um desafio na hora de diagnosticar quem de fato tem TDAH e quem tem déficit de atenção causado pelas telas.

Pesquisadores vêm tentando desvendar se o uso de smartphones e outras telas afeta a frequência do diagnóstico de TDAH. De acordo com a Dra. Candida Fink, psiquiatra de crianças e adolescentes, essa relação ainda permanece incerta. “Não necessariamente seja tudo má noticia, uma vez que smartphones também podem auxiliar na produtividade e no aprendizado”. Segundo ela, é importante diferenciar um uso que esteja causando prejuízos ao indivíduo daquele que não está.

A DISTRAÇÃO PODE SER CONFUNDIDA COM TDAH?

O TDAH e a distração se relacionam com os mesmos circuitos cerebrais e várias coisas podem afetar nossa atenção. O uso de telas, eventos preocupantes/estressantes e até mesmo a qualidade do sono podem exercer alguma influência. Portanto, o diagnóstico de TDAH exige uma avaliação cuidadosa. Você precisa de uma análise histórica do padrão de comportamento. Além disso, é necessário primeiro remover as distrações para que então uma avaliação da capacidade de atenção do paciente possa ser feita. No TDAH os sintomas não simplesmente aparecem e depois desaparecem.

COMO DIMINUIR O USO DE TELAS E AS DISTRAÇÕES

Primeiro você deve entender a sua rotina e seu ambiente para que possa limitar o uso do celular. Os aplicativos e redes sociais são desenhados para prender nossa atenção, então você tem que assumir a responsabilidade de estabelecer limites. Dra Fink sugere algumas dicas:

  • Não leve seu celular para cama. O uso antes de dormir interfere com seu sono. Compre um relógio de alarme para que você não tenha a desculpa de usar seu celular para colocar alarmes.
  • Suplemente o tempo de tela com atividade física. Saia para a rua e vá se exercitar. Leve o cachorro para passear, faça alongamentos ou dança – qualquer coisa que te faça deixar o telefone de lado e se mexer um pouco.
  • Tire pausas se você está trabalhando com telas ou jogando videogame. “ Isso é uma parte muito importante para reajustar sua atenção” diz Dra. Fink.

Artigo adaptado e traduzido de: https://medshadow.org/phone-addiction-adhd/

CURADORIA DE CONTEÚDO DO PRODAH:

Lembre, associação não indica causalidade! Diversos estudos mostram que quem tem TDAH passa mais tempo em telas. Por exemplo, a Dra. Patricia Bado estudando uma amostra brasileira de 2511 crianças e adolescentes do Brazilian High Risk Cohort for Psychiatric Disorders avaliadas em três pontos ao longo dos anos mostrou que maior psicopatologia basal está associada a maior tempo de tela depois, mas o inverso não. Ou seja, maior tempo de tela na linha basal não está associada a maior psicopatologia depois!

Compartilhe com seus amigos!
TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) frequentemente ocorre em conjunto com outros transtornos psiquiátricas. Um deles que pode estar presente é o Transtorno de Acumulação.

De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição), o Transtorno de Acumulação é classificado como um dos transtornos relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Segundo o manual, indivíduos com esse problema possuem uma dificuldade persistente de se desfazer ou dividir bens, independentemente de seu valor.

Essa dificuldade se deve a uma necessidade percebida de guardar os itens e ao desconforto associado ao se desfazer deles, o que resulta em um acumulo de objetos que ocupam áreas de convívio comprometendo o seu uso. Isso, por sua vez, acaba levando a prejuízos significativos na vida social, ocupacional ou em outras áreas da vida do indivíduo.

Assim como muitos transtornos psiquiátricas, inúmeros fatores incluindo genéticos e ambientais estão envolvidos na gênese do transtorno. Ainda, alguns transtornos psiquiátricos aumentam a propensão para o desenvolvimento desse comportamento, como é o caso do TDAH.

Pessoas com TDAH já possuem uma dificuldade de organização e de auto-regulação, além de poderem agir mais impulsivamente, o que contribui para o comportamento de acumulação.

Se você conhece alguém ou acredita que você possa ter problemas de acumulação, abaixo seguem algumas dicas:

– Não tenha receio de pedir por ajuda. Procure apoio das pessoas próximas de você.

– Não coloque as coisas em um canto, guarde-as no local correto. Tente deixar os itens em casa próximo do seu local de uso.

– Resista a tentação de deixar as coisas para depois. Guarde os objetos assim que terminar de usá-los, por exemplo. Deixar para depois só facilita para que se criem pilhas e colocar os objetos no lugar na hora levará apenas alguns minutos.

– Desapegue da ideia de que algo inutilizado pode eventualmente se tornar útil. Se fizer anos que você não usa algum objeto, talvez esteja na hora de passa-lo adiante…

Referências:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519704/table/ch3.t29/

https://www.psychiatry.org/patients-families/hoarding-disorder/what-is-hoarding-disorder

https://www.psychologytoday.com/ca/blog/conquer-the-clutter/202008/addadhd-and-hoarding-disorder

Compartilhe com seus amigos!

DIFICULDADES NO TDAH: CÉREBRO E FUNÇÕES EXECUTIVAS

Nós usamos várias funções mentais, ou funções cognitivas, para conseguir fazer as atividades de nossa vida, como atenção, memória, inteligência. Uma das funções mais importantes são as funções executivas, que usamos para atividades como pegar o ônibus até criar, desenvolver e finalizar um projeto complexo no trabalho. Essas funções tem um papel fundamental nas dificuldades observadas no TDAH. Para entender mais sobre as funções executivas, e começar a compreender como elas explicam os déficits no TDAH, assista ao nosso vídeo  através do linkhttps://youtu.be/v1FChkKIs7w

Confira mais vídeos no nosso canal do Youtube!

Compartilhe com seus amigos!

TDAH EM MULHERES

Vamos para mais um vídeo sobre TDAH? Nesse vídeo falaremos sobre um tópico muito importante: o TDAH em mulheres e meninas. Será que existem diferenças nos sintomas? Que gênero recebe mais encaminhamentos e diagnósticos na infância? E será que o tratamento é diferente de acordo com o gênero? Para descobrir mais sobre isso assista ao nosso vídeo através do link: https://youtu.be/TnJUFfcZ7RI

Confira mais vídeos no nosso canal do Youtube!

Compartilhe com seus amigos!
MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

MEDICAMENTOS NÃO-ESTIMULANTES NO TRATAMENTO DO TDAH E COMO ELES FUNCIONAM:

Há dois principais tipos de medicação para o TDAH:

  • Estimulantes: são a primeira linha do tratamento para pessoas com TDAH e incluem medicações como ritalina®, concerta® e venvanse®.
  • Não-estimulantes: são frequentemente prescritos quando alguém não responde aos estimulantes, tem alguma história de abuso de substancias ou tem efeitos adversos intoleráveis aos estimulantes.

Nesse texto, vamos falar um pouco sobre medicamentos não estimulantes:

Pesquisas mostram que cerca de 30 a 50% das crianças e adultos com TDAH descontinuam os estimulantes devido aos efeitos adversos ou a falta de resposta.

“Ainda que os estimulantes sejam mais eficazes e funcionem melhor, eles são mais propensos a causar adição e efeitos adversos. Não-estimulates, por outro lado, não são tão eficazes mas são menos propensos a causar efeitos adversos e não tem nenhum potencial aditivo” Diz Ravi N. Shah, MD, professor assistente de psiquiatria no Columbia University Irving Medical Center.

Estimulantes e não estimulantes parecem ter mecanismos de ação diferentes, embora a exata maneira de ação desses medicamentos no TDAH ainda não seja conhecida.

Atualmente existem três medicamentos não-estimulantes aprovados pelo FDA para uso no TDAH:

Atomoxetina

Foi o primeiro nao-estimulante a ser aprovado para o tratamento do TDAH.

Ainda não está claro como a atomoxetina funciona, porém pesquisadores acreditam que ela inibe a reabsorção de norepinefrina na fenda sináptica, um neurotransmissor que aumenta o foco, aumentando a sua concentração no cérebro.

Uma revisão de cinco estudos clínicos demonstrou que a atomoxetina é eficaz no tratamento do TDAH apesar de ser menos eficiente que os estimulantes. De acordo com a American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP), a taxa de resposta a atomoxetina é de apenas 50%.

Alguns dos seus efeitos adversos incluem fatiga e indigestão. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Clonidina

A clonidina é uma medicação que foi orginalmente produzida para tratar a hipertensão arterial. O mecanismo exato pelo qual a clonidina age na redução dos sintomas do TDAH é ainda desconhecido, mas ela parece agir através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina. Porém, foi demonstrado que ela é capaz de melhorar os sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade em pacientes com TDAH.

Dentre os efeitos adversos, destacam-se: náusea, sonolência  e diminuição da pressão arterial. Ela está disponível no Brasil.

Guanfacina

Guanfacina, como a clonidina, também foi originalmente desenvolvida para tratar a hipertensão arterial. Ela também age através da ativação pós-sinaptica dos receptores de norepinefrina, melhorando a atividade do córtex pré-frontal. Isso ajuda na regulação da atenção e no controle dos impulsos em pacientes com TDAH.

A guanfacina é atualmente aprovada apenas para o tratamento de crianças e adolescentes com TDAH com idades entre 6-17. Alguns dos efeitos adversos relatados são náusea, cansaço e diminuição da pressão arterial. Não está disponível no Brasil, mas pode ser solicitada via importação mediante autorização da Anvisa.

Por que usar não estimulantes?

Medicamentos não estimulantes são uma boa opção de segunda linha para o tratamento do TDAH, especialmente para pacientes que experenciaram problemas com o uso de estimulantes.

“ Os guidelines sugerem que você inicie com os estimulantes, mas há um papel para os não-estimulantes em situações específicas”, diz Shah. “Por exemplo, para pessoas que tem uma história de adição ou de efeitos adversos aos estimulantes. Existem também pessoas que apenas não gostam da ideia de tomar um medicamento controlado, e não-estimulantes são uma boa opção nesse cenário também”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.insider.com/non-stimulant-adhd-medication

Compartilhe com seus amigos!
Back To Top