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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

EXERCÍCIO FÍSICO E TDAH

Muito se fala sobre a prática de exercício físico para melhorar os sintomas de ansiedade e depressão, mas você já se perguntou se o exercício físico pode melhorar o TDAH? A resposta é sim! Neste vídeo o Prof. Eduardo Schuch nos explica como deve ser o exercício para que hajam efeitos benéficos no TDAH e outros sintomas. Embora a prática possa ser feita individualmente, lembre-se sempre de procurar um profissional especializado se precisar de ajuda em sua rotina de exercício. E você, tem o hábito de se exercitar? Conta para gente como são suas atividades físicas e se você nota melhora nos sintomas com o exercício.

Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/tkgO_ixRN4I

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TDAH E FOCO

TDAH E FOCO

Muitos de nós – pessoas com TDAH ou pessoas que convivem com indivíduos com TDAH – conhecemos bem essa ideia da dificuldade no TDAH de se “manter o foco”. Mas afinal, o que exatamente é o “foco”?

O foco é o processo de centralizar a atenção em algo ou, em outras palavras, é o direcionamento da atenção e como esse direcionamento é feito. Esse processo compreende vários aspectos, como:

  • Seleção: capacidade de escolher onde a sua atenção será direcionada
  • Monitorização: a percepção de onde a sua atenção está direcionada ou não
  • Alternância: a capacidade de redirecionar a sua atenção para uma atividade em curso ou direcionar sua atenção para outra atividade
  • Atenção sustentada: capacidade de se manter focado em uma atividade específica
  • Hiper-foco: capacidade de desenvolver um período de intensa concentração em que você perde a noção do tempo e o espaço.

Várias coisas podem afetar o desempenho do foco, como: falta de sono, estresse, emoções ou disrupções na rotina. A previsibilidade da rotina melhora a capacidade de manter a atenção nas atividades porque ela fornece pistas de como, quando e por que algo deve ser feito, preenchendo as lacunas da falha na memória de trabalho (uma das funções executivas afetadas pelo TDAH).

Para melhorar o desempenho da sua atenção é preciso entender como o seu foco funciona e quais as peculiaridades que afetam positivamente ou negativamente ele.

Aqui vão algumas dicas:

1) Seja paciente com você mesmo.

Esse é o primeiro passo. É preciso que você não se sinta frustrado ou envergonhado quando percebe que perdeu o foco ou não está conseguindo dar conta das atividades como gostaria. A dificuldade de manter o foco é uma característica inerente do TDAH. A autocompaixão ajuda você a observar com clareza os seus padrões e a desenvolver habilidades para lidar melhor com eles.

2) Observe os períodos de sucesso e de desafios.

Para entender como você perde o foco, você primeiro tem que observar quando você consegue mantê-lo com facilidade. Pergunte-se: o que você realmente gosta de fazer que torna fácil prestar atenção? Como você se sente nesses momentos? Em seguida pergunte-se: quais são os momentos em que você tende a perder o foco? Como você se sente quando isso acontece? Existe algum padrão? Após pergunte-se como você lida com os momentos em que se distrai e retorna o foco para a atividade. Nessas horas, como você gostaria de responder?

3) Faça conexões.

Escolha algo desafiador para seu foco e desenvolva uma resposta ideal. Quando você retorna de uma distração, estabeleça um comportamento alternativo ou uma ou duas frases que lhe deem tempo para organizar os pensamentos. Por exemplo, em uma conversa, diga “essa é uma boa pergunta, hmm” ou “Posso ter um minuto para pensar sobre isso e lhe dar uma resposta? ”. Então, organize seus pensamentos e diga o que está na sua mente.

4) Controle o hiper-foco.

Apesar do hiper-foco resultar em alta produtividade, ele aumenta o nível de estresse do seu cérebro e consome muita energia crucial para o pensamento. Coloque um timer e faça pequenas pausas para fazer um lanche, beber uma agua ou ir ao banheiro. Faça uma nota do que estava acontecendo quando você parou para saber o que fazer quando voltar.

5) Limite o uso de telas.

Quando você está tentando concluir uma atividade, bloqueie acesso a certos sites e remova as notificações do celular. Estabeleça um timer para uso dessas aplicações ou acesse as telas apenas no período do intervalo ou quando você completar algum objetivo pré- estabelecido.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.psychologytoday.com/us/blog/your-way-adhd/202101/adhd-and-focus

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AUTOESTIMA E FEEDBACK | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #7

Neste sétimo vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre Autoestima e Feedback, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na organização nas atividades escolares. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos.

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Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao sétimo vídeo da série através do link: https://youtu.be/j2nY2bt0sRM

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6 DICAS PARA PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH

6 DICAS PARA PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH

Criar os filhos não é tarefa fácil e, quando se trata de crianças com TDAH, existem alguns desafios peculiares. Apesar de não haver uma fórmula universal, algumas estratégias podem ser empregadas para ajudar você nessa tarefa. Separamos algumas dicas:

  1. Estabeleça regras, mas de espaço para o erro.

Todas as crianças necessitam de regras e expectativas claras e consistentes. Especialmente no caso de crianças com TDAH, essas regras precisam ser claras e objetivas. A rotina é uma grande aliada no TDAH porque ajuda na organização diária e no direcionamento de como e quando as atividades devem ser feitas. Nesse sentido, os pais podem estabelecer regras gerais do funcionamento da casa e da dinâmica familiar para auxiliar a criança nesse direcionamento. Contudo, é importante que os pais sejam compreensivos e deem espaço para o erro. As crianças com TDAH podem ter dificuldade para se adaptar as regras e ao ambiente e o apoio dos pais serve para que elas se sintam acolhidas e seguras.

  1. Foque nas qualidades do seu filho, não nas suas dificuldades.

Muitas crianças com TDAH estão acostumadas a ouvir o quanto os seus comportamentos são problemáticos e inadequados. Contudo, de acordo com a terapeuta familiar Angela Pruess, os pais podem ajudar seus filhos focando nas suas qualidades. Quando os pais focam nas qualidades dos filhos, as crianças desenvolvem boa auto-estima e se sentem mais encorajadas para desenvolverem suas habilidades.

  1. Ache formas de seu filho gastar energia.

O exercício e a atividade física podem ajudar as crianças com TDAH a gastarem sua “energia extra”, melhorando a ansiedade, a concentração e o padrão de sono. As crianças necessitam de modelo, portanto, você pode ajudar seu filho planejando atividades em família, como: andar de bicicleta, caminhadas ou outras atividades esportivas em grupo.

  1. Seja um modelo para seu filho e o ensine sobre controle de emoções

Crianças com TDAH tem dificuldade em regular suas emoções e comportamentos. Os pais podem ajudar servindo de modelo e ensinando as crianças sobre o controle das emoções; podem fornecer apoio para os filhos quando eles estiverem com dificuldade e explicar como eles mesmo fazem para lidar com essas situações. Os pais também podem fornecer as crianças ferramentas que as ajudem a se acalmar como brinquedos sensoriais, spinners ou técnicas de respiração.

  1. Quebre tarefas em pequenas partes

Crianças com TDAH tem dificuldade na hora de iniciar as tarefas. Você pode ajudar seu filho quebrando as atividades em pequenos passos. Você pode também usar temporizadores, cronogramas coloridos e pequenos intervalos. Evite distrações e crie um ambiente silencioso de trabalho onde seu filho possa focar nas tarefas da escola.

  1. Não tenha medo de pedir ajuda

Criar os filhos pode ser desafiador de tempos em tempos e isso não é diferente quando se trata de crianças com TDAH. Tenha uma rede de suporte que possa lhe ajudar e não tenha medo de pedir ajuda. Você pode também procurar um profissional especializado em TDAH para guiar você nessa tarefa. O TDAH tem tratamento e existem inúmeras abordagens comportamentais que podem auxiliar seu filho e sua família a superar as dificuldades.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.moms.com/7-tips-for-parenting-a-child-with-adhd-from-therapists/

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ORGANIZAÇÃO EM SALA DE AULA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #6

Neste sexto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre Organização em Sala de Aula, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na organização nas atividades escolares. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos.

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao sexto vídeo da série através do link: https://youtu.be/PJknefoPZhU

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HABILIDADES DE MATEMÁTICA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #5

Neste quinto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre Habilidades de Matemática no TDAH, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na escrita. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos.

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao quinto vídeo da série através do link: https://youtu.be/yjt0afvHtL0

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TDAH E TRANSTORNO DE HUMOR BIPOLAR

TDAH E TRANSTORNO DE HUMOR BIPOLAR

O diagnóstico diferencial de TDAH com o Transtorno de Humor Bipolar (THB) se apresenta como um desafio em algumas situações. Ambos os transtornos apresentam algumas características em comum, como a impulsividade, e a hipomania do THB pode ser confundida com a hiperatividade do TDAH. Além disso, os dois transtornos podem estar presentes em um mesmo paciente e o TDAH poderia, inclusive, ser fator de risco para o desenvolvimento da bipolaridade.

Um estudo recente demonstrou que crianças com diagnostico de TDAH tinham um risco 10 vezes maior de serem diagnosticadas com THB no futuro comparado com crianças sem diagnóstico de TDAH. Ainda, a comorbidade dos dois transtornos pode envolver uma via genética comum. Um outro estudo sueco que avaliou 13532 pares de gêmeos aos 9 e 12 anos e, após, aos 15 e 18 anos encontrou que fatores genéticos associados a hipomania explicavam 25% a 42% da chance da presença de sintomas de hiperatividade e impulsividade no TDAH.

Uma outra pesquisa demonstrou também que a apresentação comorbida do THB e do TDAH estava associada a um curso mais grave e a um maior risco de tentativas de suicídio do que qualquer apresentação dos transtornos isolada.

Existe controvérsia quanto ao uso de estimulantes para o tratamento do TDAH em pacientes com THB. Um estudo de 2016 demonstrou que o uso de metilfenidato para tratamento do TDAH em pacientes com THB que não estavam fazendo uso de estabilizadores do humor aumentou em 7 vezes o risco de virada maníaca dentro de 3 a 6 meses. Entretanto, o uso de metilfenidato em pacientes em uso de estabilizadores de humor foi associado a diminuição de episódios maníacos. Ou seja, o uso de estimulantes parece ser seguro em pacientes com THB que estejam devidamente medicados para o tratamento do THB.

Sendo assim, é importante avaliar a presença de THB em pacientes com diagnóstico de TDAH, uma vez que pode ser um diagnóstico diferencial e o tratamento do TDAH pode afetar o curso do THB. Apesar das semelhanças, a hiperatividade no TDAH tende a ser uma caraterística mais constante do funcionamento do indivíduo, ao passo que, no THB, a hiperatividade tende a se apresentar apenas nos episódios de mania.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.psychiatrictimes.com/view/adhd-bipolar-genetics-diagnosis-treatment

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NÍVEIS BAIXOS DE HORMONIOS TIREOIDIANOS DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE DA GRAVIDEZ PODEM INTERFERIR NO DESENVOLVIMENTO CEREBRAL FETAL

NÍVEIS BAIXOS DE HORMONIOS TIREOIDIANOS DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE DA GRAVIDEZ PODEM INTERFERIR NO DESENVOLVIMENTO CEREBRAL FETAL

Hormônios produzidos pela glândula tireoide influenciam sabidamente no crescimento fetal. Por conta disso, pesquisadores suspeitaram que prejuízos na produção desses hormônios, notadamente no hipotireoidismo, poderiam contribuir para o desenvolvimento do TDAH.

Um estudo publicado no American Journal of Perinatology demonstrou que crianças cujas mães foram diagnosticas com hipotireoidismo imediatamente antes ou durante os estágios iniciais da gravidez eram 24% mais propensas a desenvolver TDAH que crianças cujas mães não tiveram esse diagnóstico. Esse risco era ainda maior para meninos nascidos de mães com hipotireoidismo do que para meninas.

“Esses achados elucidam que a saúde da tireoide provavelmente tem um papel muito maior no desenvolvimento cerebral fetal e em desordens do comportamento como o TDAH do que se imaginava anteriormente”, diz o autor principal Morgan Peltier, PhD, professor associado do Departamento de Obstetrícia Clínica, Ginecologia e Medicina Reprodutiva da NYU Winthrop Hospital.

Entre os achados do estudo, após o segundo trimestre, o hipotireoidismo materno tinha pouco efeito na saúde do feto. Uma explicação possível, segundo Peltier, é a de que após esse período, o feto já tenha iniciado a produção de seus próprios hormônios tireoidianos e seja menos vulnerável as deficiências hormonais maternas.

O estudo acompanhou 329,157 crianças do nascimento até a idade de 17 anos, todas nascidas em hospitais da Kaiser Permanente no sul da Califórnia. Ao contrário de estudos prévios, segundo os autores, ao observar as crianças por quase duas décadas, isso permitiu que os pesquisadores pudessem identificar melhor os casos de TDAH conforme as crianças cresciam e eram diagnosticadas.

Os pesquisadores analisaram os dados médicos das crianças e coletaram informações chave sobre suas mães incluindo a idade durante a gravidez, etnia e renda familiar. Todas as crianças foram avaliadas quando ao TDAH utilizando os mesmos critérios, o que evitou o surgimento de inconsistências em como os casos de TDAH foram identificados.

Ao todo 16.696 crianças foram diagnosticas com TDAH. Crianças hispânicas cujas mães tiveram hipotireoidismo na gravidez apresentaram o maior risco de desenvolver TDAH, de 45%.

Peltier afirma que os resultados do estudo são fortes o suficiente para indicar a monitorização dos níveis de hormônios tireoidianos em mulheres gravidas. Além disso, ele aponta que crianças cujas mãe tiveram hipotireoidismo na gravidez poderiam se beneficiar do rastreio precoce de TDAH.

Curadoria de conteúdo do PRODAH: Vale lembrar que evidência de associação não indica, mesmo em estudo longitudinal, causalidade. Um terceiro fator pode estar relacionado tanto com hipotiroidismo materno no primeiro trimestre de gravidez e com TDAH na criança. Por exemplo, TDAH na mãe que não foi avaliado no estudo!

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/10/201021085107.htm

Referência: Morgan R. Peltier, Michael J. Fassett, Vicki Y. Chiu, Darios Getahun. Maternal Hypothyroidism Increases the Risk of Attention-Deficit Hyperactivity Disorder in the OffspringAmerican Journal of Perinatology, 2020 DOI: 10.1055/s-0040-1717073

 

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HABILIDADES DE ESCRITA | PSICOPEDAGOGIA E TDAH #4

Neste quarto vídeo da série “Psicopedagogia e TDAH”, as psicopedagogas Évelin e Camila falam sobre as Habilidades de Escrita no TDAH, quais dificuldades podem existir e como estimular e ajudar o aluno com TDAH na escrita. – Se você é PROFESSOR pode se beneficiar muito usando essas técnicas em sala de aula. – Se você é PAI/MÃE/CUIDADOR de uma criança ou adolescente com TDAH, poderá usar as informações para auxiliá-lo a entender suas dificuldades e usar essas técnicas em casa. – E se você é uma pessoa diagnosticada com TDAH, você também pode adaptar as dicas para o seu dia a dia nos estudos. Se inscreva no canal para acompanhar outras dicas e continuar recebendo informação sobre TDAH!

Fazem parte dessa série 8 vídeos:

1.  Apresentação – TDAH na Escola

2. Papel dos professores no TDAH

3. Leitura

4. Escrita

5. Matemática

6. Organização em sala de aula

7. Autoestima e feedback

8. Dicas de estudo para alunos com TDAH

Assista ao quarto vídeo da série através do link: https://youtu.be/RnCYxjF0ruU

 

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TERAPIA OCUPACIONAL NO TDAH

TERAPIA OCUPACIONAL NO TDAH

O TDAH é um transtorno que pode afetar aspectos da vida do indivíduo em múltiplas áreas. Por ser tão diverso em sua manifestação, o tratamento envolve abordagens individualizadas.

Uma abordagem que pode ser adicionada ao tratamento convencional é a terapia ocupacional.

“Terapeutas ocupacionais são bons membros no time” diz Cara Koscinski, terapeuta ocupacional infantil e autora de 6 livros sobre terapia ocupacional para crianças e adultos jovens.

A terapia ocupacional pode tratar de déficits físicos, sociais, educacionais e organizacionais com um plano focado nas habilidades, necessidades e atividades do indivíduo. Ela foca nas habilidades que cada pessoa necessita para funcionar independentemente na vida diária. A primeira tarefa de um terapeuta ocupacional será descobrir como o TDAH impacta você ( ou seu filho) no trabalho, em casa, na escola, nas relações e em outras áreas.

Aqui vão algumas áreas em que o terapeuta ocupacional pode ser útil no tratamento do TDAH:

Gerenciamento de tempo

O tdah pode dificultar na habilidade de criar e executar o planejamento de uma atividade, terminar tarefas em ordem, completar tarefas dentro do prazo ou saber calcular o tempo certo a ser dedicado a uma atividade.

A terapia ocupacional pode melhorar o processamento de tempo e as habilidades de gerenciamento de tempo na vida diária.

Em um estudo de 2018, um grupo de estudantes entre 9-15 anos de idade trabalharam com um terapeuta ocupacional por 12 semanas para melhorar a sua consciência do manejo de tempo e de atividades e um grupo controle não realizou esse trabalho. No final da intervenção, estudantes que trabalharam com um terapeuta ocupacional mostraram uma melhora significativa na sua consciência do tempo, na habilidade de se orientarem no tempo e na habilidade de manejar o tempo efetivamente durante tarefas diárias.

Habilidades de Organização

Outra área em que o TDAH pode impactar negativamente é na habilidade de organização.

“Terapeutas ocupacionais são especialistas na análise de atividades”, diz Koscinski. “Isso significa observar cada atividade e quebra-la em pequenos passos e fatores de performance ou habilidades que a criança precisa para ter sucesso”.

Após quebrar um projeto em passos, um terapeuta ocupacional pode ajudar na organização de materiais, no desenvolvimento de sistemas e na criação de pistas visuais para que o indivíduo consiga lembrar e seguir os passos necessários.

“Informações visuais são muito importante para crianças com TDAH”, diz Koscinski.

Um terapeuta ocupacional também pode ser útil para ajudar o paciente nas habilidades executivas e sociais. Por exemplo, um terapeuta ocupacional pode ajudar a descobrir o porquê de uma criança estar se comportando mal na sala de aula: ela está se sentando longe do professor? O ambiente da sala de aula é muito estimulante? O estudante está seguindo as orientações do plano de estudos ou será que este plano está adequado?

Por último, terapeutas ocupacionais são especialmente bons em treinar pessoas com TDAH a usar utensílios que possam as ajudar a se adaptar melhor ao dia a dia. Koscinski cita vários objetos que podem tornar a vida mais fácil para crianças que precisam gastar energia ou relaxar de alguma forma: bolas de yoga, mini trampolins, balanços, hoverboard, etc.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.healthline.com/health/adhd/can-occupational-therapy-help-people-who-have-adhd

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