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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

NÍVEIS BAIXOS DE HORMONIOS TIREOIDIANOS DURANTE O PRIMEIRO TRIMESTRE DA GRAVIDEZ PODEM INTERFERIR NO DESENVOLVIMENTO CEREBRAL FETAL

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Post Series: Dicas e Estilo de vida

Hormônios produzidos pela glândula tireoide influenciam sabidamente no crescimento fetal. Por conta disso, pesquisadores suspeitaram que prejuízos na produção desses hormônios, notadamente no hipotireoidismo, poderiam contribuir para o desenvolvimento do TDAH.

Um estudo publicado no American Journal of Perinatology demonstrou que crianças cujas mães foram diagnosticas com hipotireoidismo imediatamente antes ou durante os estágios iniciais da gravidez eram 24% mais propensas a desenvolver TDAH que crianças cujas mães não tiveram esse diagnóstico. Esse risco era ainda maior para meninos nascidos de mães com hipotireoidismo do que para meninas.

“Esses achados elucidam que a saúde da tireoide provavelmente tem um papel muito maior no desenvolvimento cerebral fetal e em desordens do comportamento como o TDAH do que se imaginava anteriormente”, diz o autor principal Morgan Peltier, PhD, professor associado do Departamento de Obstetrícia Clínica, Ginecologia e Medicina Reprodutiva da NYU Winthrop Hospital.

Entre os achados do estudo, após o segundo trimestre, o hipotireoidismo materno tinha pouco efeito na saúde do feto. Uma explicação possível, segundo Peltier, é a de que após esse período, o feto já tenha iniciado a produção de seus próprios hormônios tireoidianos e seja menos vulnerável as deficiências hormonais maternas.

O estudo acompanhou 329,157 crianças do nascimento até a idade de 17 anos, todas nascidas em hospitais da Kaiser Permanente no sul da Califórnia. Ao contrário de estudos prévios, segundo os autores, ao observar as crianças por quase duas décadas, isso permitiu que os pesquisadores pudessem identificar melhor os casos de TDAH conforme as crianças cresciam e eram diagnosticadas.

Os pesquisadores analisaram os dados médicos das crianças e coletaram informações chave sobre suas mães incluindo a idade durante a gravidez, etnia e renda familiar. Todas as crianças foram avaliadas quando ao TDAH utilizando os mesmos critérios, o que evitou o surgimento de inconsistências em como os casos de TDAH foram identificados.

Ao todo 16.696 crianças foram diagnosticas com TDAH. Crianças hispânicas cujas mães tiveram hipotireoidismo na gravidez apresentaram o maior risco de desenvolver TDAH, de 45%.

Peltier afirma que os resultados do estudo são fortes o suficiente para indicar a monitorização dos níveis de hormônios tireoidianos em mulheres gravidas. Além disso, ele aponta que crianças cujas mãe tiveram hipotireoidismo na gravidez poderiam se beneficiar do rastreio precoce de TDAH.

Curadoria de conteúdo do PRODAH: Vale lembrar que evidência de associação não indica, mesmo em estudo longitudinal, causalidade. Um terceiro fator pode estar relacionado tanto com hipotiroidismo materno no primeiro trimestre de gravidez e com TDAH na criança. Por exemplo, TDAH na mãe que não foi avaliado no estudo!

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/10/201021085107.htm

Referência: Morgan R. Peltier, Michael J. Fassett, Vicki Y. Chiu, Darios Getahun. Maternal Hypothyroidism Increases the Risk of Attention-Deficit Hyperactivity Disorder in the OffspringAmerican Journal of Perinatology, 2020 DOI: 10.1055/s-0040-1717073

 

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