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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

NOVO ESTUDO APONTA PARA DIFERENÇAS GENÉTICAS EM PACIENTES AFRO AMERICANOS COM TDAH

NOVO ESTUDO APONTA PARA DIFERENÇAS GENÉTICAS EM PACIENTES AFRO AMERICANOS COM TDAH

Muitos estudos sugerem que variantes estruturais do genoma possuem um papel importante na gênese do TDAH. Contudo, a maioria desses estudos foca em regiões codificantes do DNA, regiões que codificam proteínas especificas, e foram primariamente conduzidos em pessoas com ascendência europeia.

Pensando nisso, um grupo de pesquisadores do Children’s Hospital of Philadelphia (CHOP) resolveu estudar uma amostra grande de indivíduos Afro-americanos e compararam regiões codificantes e não codificantes do genoma desses indivíduos Afro-americanos com as de indivíduos de ascendência Europeia. “Nós sentíamos como se estudos anteriores sobre TDAH do ponto de vista genômica não estivessem contando a história completa por conta de quem eles estavam deixando de fora e o que eles estavam escolhendo estudar”, disse Hakon Hakonarson, MD, PhD, Diretor do Centro de Genômica Aplicada no CHOP Research Institute e autor sênior do estudo.

O time de pesquisadores e seus colaboradores geraram dados da sequência genômica completa de 875 participantes, incluindo 205 participantes com TDAH e 670 controles sem TDAH. Afro-americanos representaram 116 dos 205 pacientes com TDAH e 408 dos controles sem TDAH.

Além de confirmar várias variantes estruturais e genes associados ao TDAH já identificados em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram 40 novas variantes estruturais em pacientes com TDAH. Eles identificaram um cluster de variantes estruturais nas regiões não codificantes de sequencias envolvidas no funcionamento de cérebro e potencialmente altamente relevantes para o desenvolvimento do TDAH, incluindo expressão genica em fenótipos específicos de TDAH

Houve uma pequena sobreposição (cerca de 6%) nos genes impactados por variantes nucleotídicas isoladas entre indivíduos com ascendência afro-americana e europeia. Essas diferenças foram especialmente pronunciadas nas variantes estruturais não codificantes. Essas variantes podem também impactar como pacientes responde a medicação para o TDAH.

“O sequenciamento genômico completo parece ser uma ferramenta de descoberta valiosa para o estudo de mecanismos moleculares por trás do TDAH”, disse Hakonarson. Adicionalmente, a inclusão de afro-americanos, associada ao estudo de regiões não codificantes do genoma, identificou várias variantes estruturais que indicam caminho para pesquisa futura, uma vez que elas podem impactar tanto na susceptibilidade ao TDAH quanto em como os pacientes respondem a diferentes intervenções terapêuticas”.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.sciencedaily.com/releases/2020/09/200922112301.htm

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COMO MELHORAR A ADESÃO AO TRATAMENTO DO PACIENTE COM TDAH | Dr. DANIEL SEGENREICH

Dr. Daniel Segenreich é Professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis, Pesquisador do GEDA na UFRJ. Neste vídeo o Dr. Daniel aborda as principais recomendações para profissionais de saúde que trabalham com pacientes com TDAH. Sabemos que a adesão ao tratamento pode ser difícil em alguns casos, para isso trouxemos algumas dicas de como melhorar a adesão com o seu paciente.

Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/w5hi0oL57Wc

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A SEXUALIDADE EM ADOLESCENTES COM TDAH

Dra. Carmita Abdo é médica psiquiatra, professora pela Universidade de São Paulo e Coordenadora do Curso de Especialização em Sexualidade Humana da USP. Neste vídeo a Dra. Carmita fala mais sobre a vida sexual de pacientes com TDAH e o início de sua atividade na adolescência. Assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/CYTaI857F-I

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TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

TDAH E TRANSTORNO DE ACUMULAÇÃO

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) frequentemente ocorre em conjunto com outros transtornos psiquiátricas. Um deles que pode estar presente é o Transtorno de Acumulação.

De acordo com o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição), o Transtorno de Acumulação é classificado como um dos transtornos relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Segundo o manual, indivíduos com esse problema possuem uma dificuldade persistente de se desfazer ou dividir bens, independentemente de seu valor.

Essa dificuldade se deve a uma necessidade percebida de guardar os itens e ao desconforto associado ao se desfazer deles, o que resulta em um acumulo de objetos que ocupam áreas de convívio comprometendo o seu uso. Isso, por sua vez, acaba levando a prejuízos significativos na vida social, ocupacional ou em outras áreas da vida do indivíduo.

Assim como muitos transtornos psiquiátricas, inúmeros fatores incluindo genéticos e ambientais estão envolvidos na gênese do transtorno. Ainda, alguns transtornos psiquiátricos aumentam a propensão para o desenvolvimento desse comportamento, como é o caso do TDAH.

Pessoas com TDAH já possuem uma dificuldade de organização e de auto-regulação, além de poderem agir mais impulsivamente, o que contribui para o comportamento de acumulação.

Se você conhece alguém ou acredita que você possa ter problemas de acumulação, abaixo seguem algumas dicas:

– Não tenha receio de pedir por ajuda. Procure apoio das pessoas próximas de você.

– Não coloque as coisas em um canto, guarde-as no local correto. Tente deixar os itens em casa próximo do seu local de uso.

– Resista a tentação de deixar as coisas para depois. Guarde os objetos assim que terminar de usá-los, por exemplo. Deixar para depois só facilita para que se criem pilhas e colocar os objetos no lugar na hora levará apenas alguns minutos.

– Desapegue da ideia de que algo inutilizado pode eventualmente se tornar útil. Se fizer anos que você não usa algum objeto, talvez esteja na hora de passa-lo adiante…

Referências:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519704/table/ch3.t29/

https://www.psychiatry.org/patients-families/hoarding-disorder/what-is-hoarding-disorder

https://www.psychologytoday.com/ca/blog/conquer-the-clutter/202008/addadhd-and-hoarding-disorder

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