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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

ORIENTAÇÃO A PAIS DE CRIANÇAS COM TDAH: COMO AJUDAR MEU FILHO?

Cuidar de uma criança ou adolescente com TDAH pode trazer muitos desafios, para auxiliar os pais nessa tarefa e promover a saúde dos pais e filhos é que surgiu a orientação de pais.

A orientação de pais e cuidadores é uma intervenção psicológica que busca melhorar a forma que os pais entendem e lidam com os problemas de comportamento do filho associados ao TDAH. Através dela os cuidadores podem aprender a se comunicar de uma forma mais clara e direta, melhorando o convívio familiar e possibilitando uma compreensão sobre as dificuldades que a criança ou o adolescente pode estar passando. Os pais também podem aprender habilidades de autocuidado com a intenção de reduzir o estresse e conseguir se adaptar melhor aos comportamentos e necessidades da criança. Interessante, né?

Para saber mais assista ao vídeo através do link: https://youtu.be/ZVBvPaVaySU

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SEGURANÇA DO USO DE PSICOTRÓPICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

SEGURANÇA DO USO DE PSICOTRÓPICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Os medicamentos psicotrópicos usados no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), da depressão, da ansiedade ou de outros transtornos de humor foram amplamente estudados na população adulta. Estudos feitos com crianças e adolescentes tendem a focar também majoritariamente na efetividade do uso desses medicamentos. Por conta disso, uma revisão sistemática recente buscou avaliar o perfil de segurança desses medicamentos em crianças e adolescentes.

O estudo buscou sintetizar as evidências disponíveis quanto a segurança de 4 grandes classes de medicamentos psicotrópicos usados em crianças e adolescentes. Os pesquisadores focaram em eventos adversos como efeitos adversos ou outros problemas ligados a 80 medicamentos em quatro categorias: antidepressivos, antipsicoticos, medicamentos usados no TDAH e estabilizadores de humor. Os estudos somaram dados de 337,686 crianças e adolescentes. A maioria dos participantes faziam uso de medicamentos para TDAH ou depressão (aproximadamente 149000 e 121000 respectivamente).

Os efeitos adversos observados no geral foram leves:

  • Antidepressivos: Achados comuns foram náusea, vômitos, e parada de medicação por conta dos efeitos adversos. Escitalopram e fluoxetina foram os menos propensos a causar efeitos adversos.
  • Antipsicóticos: Problemas comuns foram sonolência, movimentos musculares atípicos e ganho de peso. Lurasidona foi o menos propenso a causar efeitos adversos.
  • Medicamentos para o tratamento do TDAH: Problemas comuns foram perda do apetite e insônia. O metilfenidato foi o menos propenso a causar efeitos adversos.
  • Estabilizadores de humor: efeitos comuns foram sonolência e ganho de peso. O lítio foi o menos propenso a causar efeitos adversos apesar de que os efeitos a longo prazo como lesão renal podem estar mal representados.

Uma das limitações do estudo foi a falta de dados sobre efeitos adversos para muitas das medicações usadas nos estudos analisados. Além disso, efeitos raros e de longo prazo foram provavelmente mal representados na amostra.

O que os pais devem questionar quando seu filho recebe a prescrição de um psicotrópico?

  • Para que serve a medicação? Muitos pais não sabem ao certo o porquê de seu filho estar usando determinada medicação. Esteja ciente do diagnóstico do seu filho, do porquê de ele necessitar a medicação e no que a medicação pode ajudar. Você também pode solicitar recomendação de fontes de informação na internet, etc.
  • Esta medicação é a única opção disponível? Questione sobre as razões de prescrever cada opção e os potenciais riscos e benefícios
  • Quais são os efeitos adversos esperados? Procurar cada um dos efeitos adversos possíveis pode não ser viável, porque a lista pode ser longa e gerar ansiedade desnecessária. Foque nos efeitos adversos comuns e importantes. Muitos adolescentes podem ter dificuldade em aderir a medicação regularmente, portanto questione sobre efeitos de retirada importantes.
  • Por quanto tempo o seu filho deve fazer uso do medicamento? Apesar de não ser possível prever o futuro, procure saber qual a proposta de plano de tratamento.
  • O que mais você deve saber? Alguns medicamentos requerem cuidados adicionais como exames de sangue periódicos, restrição de alguns alimentos e de outros medicamentos por exemplo.

Por fim, esteja ciente de que o medicamento é apenas parte do tratamento. Apesar de ser uma das ferramentas mais importantes, abordagens comportamentais, sociais e ambientais também estão envolvidas.

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.health.harvard.edu/blog/children-teens-and-the-safety-of-psychotropic-medicines-2020080620715

 

 

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DIFICULDADES NO TDAH: CÉREBRO E FUNÇÕES EXECUTIVAS

Nós usamos várias funções mentais, ou funções cognitivas, para conseguir fazer as atividades de nossa vida, como atenção, memória, inteligência. Uma das funções mais importantes são as funções executivas, que usamos para atividades como pegar o ônibus até criar, desenvolver e finalizar um projeto complexo no trabalho. Essas funções tem um papel fundamental nas dificuldades observadas no TDAH. Para entender mais sobre as funções executivas, e começar a compreender como elas explicam os déficits no TDAH, assista ao nosso vídeo  através do linkhttps://youtu.be/v1FChkKIs7w

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ESTUDO SUGERE QUE PESSOAS COM TDAH SÃO MAIS PROPENSAS A ADQUIRIR COVID-19

ESTUDO SUGERE QUE PESSOAS COM TDAH SÃO MAIS PROPENSAS A ADQUIRIR COVID-19

Recentemente foi publicado um estudo conduzido por pesquisadores de Israel intitulado “TDAH como fator de risco para infecção com COVID-19”.

Os pesquisadores analisaram 14022 indivíduos registrados no Leumit Health Services entre fevereiro a abril de 2020 e  que fizeram ao menos um teste de COVID nesse período. Cerca de 10% dos indivíduos testaram positivo. Os pesquisadores encontraram que as taxas de TDAH eram significativamente maiores no grupo que testou positivo (16,24%) em comparado com o grupo que testou negativo (11,65%).

O risco de testar positivo para COVID era maior nos indivíduos com TDAH não tratado comparado com aqueles sem diagnostico de TDAH, mesmo controlando os dados para status socioeconômico e variáveis demográficas, gênero e idade. Os indivíduos com TDAH tratado não tinham risco aumentado em relação aqueles sem o diagnostico.

Ao contrário do TDAH, outros transtornos psiquiátricos como ansiedade e depressão tiveram uma associação contrária, sendo no caso associados com um menor risco de testar positivo para COVID.

Uma das explicações sugeridas pelos autores do estudo é a de que pessoas com TDAH podem ser mais propensas a correr riscos como entrar em contato com outras pessoas e a frequentar aglomerações. Pessoas com TDAH tendem a buscar recompensas momentâneas, sacrificando por vezes as consequências a longo prazo.

Outra possibilidade é a de que pessoas com TDAH se sujeitem inadvertidamente a situações de risco ou que possam aderir menos as recomendações de isolamento. Contudo, uma vez que o estudo não mostrou relação de causalidade, é possível que haja outra explicação para os achados.

Artigo adaptado e traduzido de: https://psychcentral.com/blog/adhd-millennial/2020/07/study-suggests-people-with-adhd-more-likely-to-get-covid-19#3

Referência:  Merzon E, Manor I, Rotem A, et al. ADHD as a Risk Factor for Infection With Covid-19. Journal of Attention Disorders. 2021;25(13):1783-1790. doi:10.1177/1087054720943271

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