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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

ATENÇÃO: O APLICATIVO FOCUS MUDOU

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PESO AO NASCIMENTO E A SAÚDE MENTAL NO FUTURO

PESO AO NASCIMENTO E A SAÚDE MENTAL NO FUTURO

Um estudo publicado no JAMA Psychiatry encontrou que um menor peso ao nascimento estava associado a maior risco para diversas desordens psiquiátricas.

Em uma amostra de cerca de 500,000 pares de irmãos, indivíduos com menor peso ao nascimento eram significativamente mais propensos a desenvolver depressão, transtorno obsessivo compulsivo, TDAH e autismo, como reportou Erik Pettersson, PhD do Karolinska Institutet de Estocolmo, Suécia, e colegas.

Dentro dos pares de irmãos, um incremento de 1kg no peso ao nascimento era associado a menor risco para desordens do neurodesenvolvimento incluindo TDAH e autismo, após o controle para variáveis como sexo, idade de nascimento e ordem de nascimento.

“Dado que o tamanho do efeito observado foi pequeno, o que está de acordo com pesquisas anteriores, intervenções potenciais possivelmente teriam um efeito pequeno nas condições psiquiátricas futuras”, eles escreveram.

“ Não obstante, dado a prevalência de desordens de saúde mental, combater a desnutrição materna e melhorar o atendimento de pré-natal ainda pode influenciar significativamente no número de casos psiquiátricos”

Joel Nigg, PhD do Oregon Health and Science University em Portland, Oregon, que não participou do estudo, afirmou que o baixo peso ao nascimento pode prejudicar o desenvolvimento cerebral, o que em contrapartida pode levar a desfechos desfavoráveis na saúde mental

“É uma evidência de que existe uma relação causal com baixo peso ao nascimento e certas desordens incluindo TDAH, autismo e depressão”, completa Nigg. “Isso é consistente com estudos anteriores, porém essa evidência é mais clara”

Pettersson e a equipe utilizaram um “fator comum” (uma medida de psicopatologia global) para controlar a covariância que pode ocorrer entre desordens psiquiátricas.

“ Fazendo a analise dessa forma, você é capaz de isolar as associações devido a esse fator comum”, disse Nigg. “O que é bom porque assim você pode dizer que a associação com TDAH ou autismo não se deve ao que é compartilhado com todas as outras desordens”.

Esse estudo combinou dados de diversos registros nacionais que cobriam todos os indivíduos suecos nascidos a partir de primeiro de janeiro de 1973 até 31 de dezembro de 1998. Os pesos de nascimento foram ajustados para a idade gestacional e a idade corrigida. Os diagnósticos de saúde mental foram incluídos apenas na idade de 12 anos ou mais, exceto pelo autismo e o TDAH, que foram incluídos a partir dos 2 anos de idade.

O par mais velho de irmãos nascidos com uma diferença de até 5 anos de idade era selecionado de cada família e acompanhado até 31 de dezembro de 2013. No total, 546,894 pares de irmãos foram incluídos, os quais eram 51,5% homens e tinham em média 27,2 anos de idade.

Os pesquisadores agruparam essas desordens em grupos específicos, cada qual contribuindo para o fator comum. Doenças do neurodesenvolvimento ( TDAH e autismo), transtornos psicóticos ( esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo), transtornos de ansiedade ( transtorno obsessivo compulsivo e ansiedade) e “fatores externalizantes” ( crimes violentos, consumo de drogas e abuso de álcool) foram associados ao crescimento fetal, além do fator comum.

Dentro dos pares de irmãos, cada 1kg de incremento no peso ao nascimento foi significativamente associado a menores níveis de psicopatologia global, bem como de ansiedade e de transtornos do neurodesenvolvimento. Entretanto, o incremento no peso não foi associado a menores níveis de “fatores externalizantes”.

A analise global da população mostrou uma associação do peso ao nascimento com o aumento de risco para 9 dos 12 transtornos psiquiátricas examinadas: depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, bipolaridade, abuso de álcool, uso de drogas, crimes violentos, TDAH e autismo. Porém, analisando entre os pares de irmãos, os resultados mostraram apenas uma associação significativa entre o peso e o desenvolvimento global de psicopatologias e o desenvolvimento de transtornos do neurodesenvolvimento (autismo e TDAH).

 

Artigo adaptado e traduzido de: https://www.medpagetoday.com/psychiatry/generalpsychiatry/77866

Referências:
Association of Fetal Growth With General and Specific Mental Health Conditions
Erik Pettersson, PhD1; Henrik Larsson, PhD1,2; Brian D’Onofrio, PhD3; et al
JAMA Psychiatry. 2019;76(5):536-543. doi:10.1001/jamapsychiatry.2018.4342
Link: https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/fullarticle/2722846

 


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ESTRESSE E POLUIÇÃO PODEM CAUSAR DIFICULDADES COGNITIVAS EM CRIANÇAS

ESTRESSE E POLUIÇÃO PODEM CAUSAR DIFICULDADES COGNITIVAS EM CRIANÇAS

 

Um estudo realizado na universidade de Columbia mostrou que crianças com exposição ao estresse precoce e com exposição alta a poluição durante o período pré-natal apresentaram mais problemas de pensamento e de atenção. O estresse precoce é comum em jovens de classe econômica menos favorecida e eles muitas vezes também vivem em áreas com maior poluição do ar.

A poluição do ar tem efeitos negativos na saúde física.Trabalhos recentes têm mostrado também efeitos deletérios na saúde mental. O estresse durante a vida, particularmente o estresse precoce, é um dos maiores contribuidores para problemas de saúde mental. Esse novo estudo é um dos primeiros a examinar os efeitos combinados da poluição atmosférica e do estresse no início da vida em crianças em idade escolar. Os resultados foram publicados no Journal of Child Psychology and Psychiatry.

“ A exposição pré-natal a hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, um neurotóxico comum na poluição atmosférica, parece intensificar ou sustentar os efeitos do estresse social e econômico precoce na saúde mental de crianças”, diz o primeiro-autor David Pagliaccio, PhD e professor assistente de neurobiologia clínica em psiquiatria na Columbia .

“Poluentes atmosféricos são comuns no nosso meio, particularmente nas cidades, e, dado as desigualdades socioeconômicas e a injustiça ambiental, crianças que crescem em circunstâncias menos favorecidas estão em maior risco de experienciar estresse durante a vida e exposição a químicos neurotóxicos”, diz a autora-senior Amy Margolis, PhD e professora assistente de psicologia medica em psiquiatria na Columbia .

Os dados foram coletados de um estudo de coorte longitudinal de nascimento do norte de Manhattan e do Bronx, que inclui muitos participantes que se identificam como afro-americanos ou dominicanos. As mães usavam um monitor de ar durante o terceiro trimestre de gravidez para medir a sua exposição diária a poluentes do ar. Quando seus filhos completavam 5 anos de idade, elas informavam sobre o estresse em suas vidas, incluindo variáveis como a qualidade da vizinhança, dificuldades financeiras, violência doméstica, falta de suporte social e percepção subjetiva de estresse. As mães então reportavam os sintomas psiquiátricos dos seus filhos nas idades de 5, 7, 9 e 11 anos.

Os efeitos combinados da poluição atmosférica e o estresse precoce foram vistos em várias medidas de problemas de pensamento e de atenção/TDAH aos 11 anos de idade. (Problemas de pensamento incluíam pensamentos ou comportamentos obsessivos ou pensamentos excêntricos). Os efeitos também foram relacionados aos níveis de produtos de PAH-DNA- um marcador sensitivo da poluição atmosférica.

Os pesquisadores afirmam que o PAH e o estresse precoce podem servir como um golpe duplo nos circuitos biológicos envolvidos com problemas de atenção e pensamento. O estresse provavelmente leva a mudanças variáveis na expressão epigenética, nos níveis de cortisol, na inflamação e na estrutura e função cerebral. Os mecanismos pelos quais age o PAH ainda são duvidosos, porém as alterações na estrutura e função cerebral sugerem um mecanismo de ação parecido.

Estudos anteriores que analisaram os dados dessa coorte encontraram que a exposição pré-natal a poluentes combinada com as dificuldades maternas aumentava significativamente os sintomas de TDAH nas crianças. Um estudo separado também encontrou que a poluição do ar e a pobreza diminuíam o QI em crianças.

Artigo traduzido e adaptado de https://www.mailman.columbia.edu/public-health-now/news/mix-stress-and-air-pollution-may-lead-cognitive-difficulties-children

Referências:

– Prenatal exposure to polycyclic aromatic hydrocarbons modifies the effects of early life stress on attention and Thought Problems in late childhood
David Pagliaccio  Julie B. Herbstman  Frederica Perera  Deliang Tang  Jeff Goldsmith  Bradley S. Peterson  Virginia Rauh  Amy E. Margolis https://doi.org/10.1111/jcpp.13189


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