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MICRONUTRIENTES AFETAM BACTÉRIAS INTESTINAIS ASSOCIADAS AO TDAH – UM ESTUDO PEQUENO, MAS PROMISSOR

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Post Series: TDAH & Cérebro

Crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) que usaram micronutrientes tinham níveis mais baixos de uma bactéria potencialmente ligada ao transtorno e uma gama mais saudável de microrganismos no intestino, de acordo com uma nova pesquisa.

O estudo foi publicado recentemente na revista Nature’s Scientific Reports. Foi uma colaboração entre os geneticistas de Christchurch, da Universidade de Otago, e do laboratório de Saúde Mental e Nutrição da Universidade de Canterbury, liderado pela psicóloga clínica Professora Julia Rucklidge.

O estudo piloto indica que a suplementação de micronutrientes – que inclui vitaminas e minerais – pode ser uma intervenção segura para pessoas com TDAH. Também mostra a necessidade de um estudo maior sobre o papel de uma bactéria específica chamada bifidobacterium em distúrbios do neurodesenvolvimento, como o TDAH.

O Dr. Aaron Stevens, geneticista da Universidade de Otago, de Christchurch, foi o principal pesquisador do estudo. Ele diz que há evidências crescentes, internacionalmente, indicando que o microbioma intestinal humano, ou bactérias intestinais, pode ter um papel relevante no desenvolvimento de distúrbios como depressão, TDAH e autismo. Um grande estudo internacional recente descobriu que crianças com TDAH apresentavam níveis significativamente mais altos da bactéria bifidobacterium no intestino do que aquelas sem a doença.

Usando a mais recente tecnologia de DNA, o Dr. Stevens e seus colegas analisaram as bactérias intestinais das crianças que receberam uma porção específica de micronutrientes durante um período de 10 semanas. O estudo foi pequeno, com a participação de apenas 17 crianças com idades entre sete e 12 anos. Dez crianças receberam micronutrientes, enquanto as outras receberam um tratamento com placebo.

Os pesquisadores descobriram que:

  1. Usar micronutrientes não afetou negativamente a estrutura ou composição geral do microbioma;
  2. As crianças que usaram micronutrientes tiveram significativamente mais unidades taxonômicas observadas (OTUs), o que é uma medida positiva de “riqueza” na comunidade de microbiomas;
  3. As crianças que usaram os micronutrientes apresentaram significativamente menos bifidobacteriumdo que as outras crianças.

A Professora Julia Rucklidge lidera o laboratório de Saúde Mental e Nutrição da Universidade de Canterbury. Ela diz que as pesquisas mais recentes são importantes para mostrar que os micronutrientes podem criar algumas mudanças positivas no microbioma das crianças com TDAH.

“O que os cientistas estão se perguntando agora é se as pessoas que sofrem de sintomas psiquiátricos específicos, como os associados ao TDAH, têm uma composição bacteriana diferente daquelas que não os apresentam, e se essas diferenças podem nos ajudar a entender a gravidade dos sintomas, ” diz a Professora Rucklidge.

“São necessárias mais pesquisas com grupos maiores de pessoas com TDAH para entender o efeito potencial de uma dieta, medicamentos, idade, etnia e gênero, nos resultados que foram relatados.”

A professora Rucklidge diz que o estudo piloto do efeito dos micronutrientes no microbioma foi seguido por um estudo de quase 100 crianças investigando o impacto do tratamento vitamínico-mineral na agressão e regulação emocional em crianças com TDAH. Esse estudo sugeriu que os micronutrientes poderiam melhorar a função geral, reduzir o prejuízo associado ao transtorno e melhorar a desatenção, a regulação emocional e a agressão nas crianças participantes.

Texto traduzido e adaptado do artigo publicado no website da Canterbury Univeristy, em 22 de agosto de 2019.

https://www.canterbury.ac.nz/news/2019/micronutrients-affect-gut-bacteria-associated-with-adhd-in-small-but-promising-study.html

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