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PRODAH - Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade - UFRGS

A CONEXÃO ENTRE O TDAH E A ENXAQUECA

A CONEXÃO ENTRE O TDAH E A ENXAQUECA

Quando os sintomas familiares – dor de cabeça, náusea e visão distorcida – se instalam, os pacientes de enxaqueca só querem que isto pare. Mas você sabia que ter TDAH aumenta sua probabilidade de ter enxaquecas?

Essas dores de cabeça frequentemente coocorrem em muitas crianças, adolescentes e adultos afetados pelo TDAH. Um estudo descobriu que homens com TDAH tinham duas vezes mais chances de ter enxaquecas do que outros homens. Outro estudo descobriu que a gravidade dos sintomas de TDAH em crianças é diretamente proporcional à frequência de enxaquecas.

Por que as enxaquecas e o TDAH coocorrem?

Os pesquisadores apresentaram várias teorias sobre porque as pessoas diagnosticadas com TDAH parecem mais propensas a ter enxaquecas. As mulheres tendem a experimentar enxaquecas mais frequentemente do que os homens, o que leva alguns pesquisadores a apontar para as flutuações hormonais. As enxaquecas também podem estar associadas a transtornos de humor e ansiedade. Outros pesquisadores sugerem que as dores de cabeça podem causar mais distração e irritação, especialmente em crianças com pouca atenção, ou que um distúrbio separado está subjacente a ambas as condições.

Marco Antônio Arruda, MD, PhD, um neurologista pediátrico da Universidade de São Paulo, no Brasil, sugere que fatores genéticos podem estar em jogo, como estresse e outros estímulos que afetam os neurotransmissores, incluindo a dopamina.

“Ao atender crianças com dores de cabeça”, diz o Dr. Arruda, “os médicos devem explorar o desempenho escolar, absenteísmo e saúde mental – especialmente sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade – para fazer um diagnóstico correto”.

As crianças que sofrem de TDAH e sofrem de enxaqueca tendem a ter maior dificuldade de aprendizado e desafios sociais do que seus pares. O diagnóstico e tratamento precoces podem melhorar o desempenho escolar e o bem-estar da criança.

Dores de cabeça versus enxaqueca

Algumas pessoas podem sentir dores de cabeça ao tentar uma nova medicação para TDAH. Para a maioria, estas são leves e logo cessam quando o corpo se ajusta à medicação. Se as dores de cabeça persistirem, é importante relatar ao seu médico. Dores de cabeça relacionadas à medicação normalmente não são enxaquecas e geralmente são administráveis ​​por meio de ações como fazer um lanche antes ou ao tomar sua medicação.

As enxaquecas, diferentemente, são um distúrbio neurológico com sintomas que interferem na vida diária. A maioria das pessoas afetada pela enxaqueca tem ataques uma ou duas vezes por mês, embora algumas tenham muito mais. As enxaquecas tendem a ocorrer em um lado da cabeça e, frequentemente, apresentam um ou mais sintomas:

  • Distúrbios visuais
  • Náusea
  • Vômito
  • Tontura
  • Sensibilidade extrema ao som, luz, toque e cheiro
  • Formigamento ou dormência nas extremidades ou face

O que você pode fazer

Muitas pessoas que têm enxaquecas aprendem sobre seus gatilhos, que são eventos ou condições que causam essas dores de cabeça. Os gatilhos podem variar para cada pessoa, e algo que desencadeia uma enxaqueca para uma pessoa nem sempre atua como um gatilho para outra pessoa. Você pode evitar, quando possível, alguns desses gatilhos comuns:

  • Uma mudança nos padrões de sono, pular refeições ou jejum, desidratação, álcool, exercícios em excesso, estresse.
  • Cheiros fortes, luzes fluorescentes ou brilhantes, fumaça, poluição, altitude, mudanças de pressão de ar como aquelas que ocorrem em um avião, enjoo.
  • Mudanças no clima, incluindo temperatura ou pressão barométrica, umidade (alta e baixa), luz solar intensa.
  • Uso excessivo de analgésicos (por conta própria ou prescrição), ou efeitos colaterais de um medicamento.
  • Alimentos específicos podem se tornar gatilhos quando combinados com outros gatilhos. Alguns gatilhos de alimentos comuns incluem adoçantes artificiais, MSG, nitratos, alimentos fermentados, queijos envelhecidos, pão de fermento recém-assado, álcool e cafeína.

 

Obtendo ajuda para enxaquecas

TDAH e enxaqueca coocorrem e podem afetar os sintomas de ambas as condições. É importante trabalhar com profissionais de saúde qualificados e licenciados que possam realizar uma avaliação para ambas as condições. Tenha em mente que mais de um profissional pode ser necessário para essas avaliações.

Para uma avaliação de enxaquecas, um especialista certificado em dor de cabeça ou centro abrangente de dor de cabeça que usa uma abordagem colaborativa para o tratamento pode trabalhar com seu médico que está focado no TDAH. Isso permitirá que os profissionais coordenem um plano de tratamento adaptado as suas necessidades.

Artigo adaptando e traduzido do Chadd, ADHD weekly, publicado em 8 de agosto de 2019.

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COMO UM DIAGNÓSTICO DE TDAH AFETA A AUTOESTIMA?

COMO UM DIAGNÓSTICO DE TDAH AFETA A AUTOESTIMA?

Para a maioria dos adultos e muitos adolescentes saber que o TDAH é a raiz de suas lutas é um alívio. É o que diz a psicóloga e autora Sharon Saline, PsyD, após os 30 anos de trabalho com crianças e adultos com TDAH. Para as crianças, a reação é outra: elas não querem ser diferentes dos amigos. O conceito de um distúrbio de função executiva muitas vezes é complexo demais para elas entenderem.

“Eu acho que muitos adultos se sentem aliviados quando recebem um diagnóstico de TDAH”, diz Saline. “Isto coloca um nome nessas diversas experiências que eles vivem. Mostra uma razão para o que está acontecendo. Eles não são verdadeiramente loucos, preguiçosos, tolos ou ineficientes. Eles têm algo diferente na sua neurobiologia que contribui para as dificuldades que tiveram em viver vidas eficazes e recompensadoras ”.

As crianças, no entanto, ainda estão desenvolvendo as experiências que irão utilizar quando adultas, diz ela, e isso faz com que seu conceito sobre o que significa ter TDAH seja diferente do ponto de vista de um adulto.

“Crianças ainda não têm capacidade de olhar para si mesmas”, diz ela. “Elas estão no meio dessas lutas e comparando-se ativamente com seus pares. As crianças querem ser como as outras crianças. E quando há um diagnóstico ou um rótulo, elas sentem que há algo errado com elas, principalmente, quando veem outras crianças vivendo mais facilmente do que elas”.

TDAH e a autoestima

As lutas que surgem no crescimento com TDAH podem prejudicar a autoestima de uma pessoa, tornando mais difícil para ela assumir riscos em amizades e relacionamentos, educação, carreira e no trabalho. Sem correr esses riscos, pode haver um movimento limitado ou nenhum movimento para frente.

“Quando você tem uma autoestima saudável, você se sente bem consigo mesmo e se vê como merecedor do respeito dos outros”, segundo os especialistas da Mayo Clinic. “Quando você tem baixa autoestima, você coloca pouco valor em suas opiniões e ideias. Você se preocupa e pensa constantemente que não é bom o suficiente.

A Dra. Saline ajuda seus pacientes jovens a construir sua autoestima, concentrando-se no desenvolvimento de habilidades para ter sucesso com seus sintomas, ao invés de olhar para o TDAH como uma falha pessoal. Ela geralmente evita usar o termo “TDAH” com seus pacientes mais jovens, deixando a decisão para seus pais. Em vez disso, ela pede a eles para inventar um nome para o tipo de cérebro que eles têm.

“Eles criam um nome para o cérebro relacionado ao modo como experimentam o TDAH”, diz ela. “No meu consultório, eu me refiro a ele como chamador de atenção ou cérebro veloz. Nós dizemos: “Você tem um cérebro super criativo. Você tem muitos pensamentos ao mesmo tempo. Vamos chamá-lo de um cérebro de muitas ideias.”

A Dra. Saline diz que muitas vezes os adolescentes sentem algum alívio, mas ainda preocupam-se que o TDAH os separe de seus amigos ou os impeça de alcançar seus objetivos. Ela os ajuda a identificar modelos, como Simone Biles ou Michael Phelps, e outras pessoas que têm TDAH.

“O objetivo é como você pode aceitar o cérebro que você tem e trabalhar com ele”, diz ela.

Construindo a autoestima

As crianças precisam ouvir três comentários positivos ou de apoio para cada comentário negativo ou prejudicial. A Dra. Saline fez sua própria pesquisa informal sobre quantos comentários negativos uma criança ou adolescente recebe, em comparação com os positivos. Sua estimativa: para cada 15 comentários negativos que uma criança com TDAH recebe, há apenas um comentário positivo.

“Se você é uma criança e recebe a mensagem de que está perdendo pontos várias vezes, você internaliza essa voz”, diz ela. “Você pode imaginar o que isso significa para a confiança de alguém.”

Os pais podem fazer muito para neutralizar essa perda de autoestima, diz a Dra. Saline. Ela chama de abordagem dos “5Cs” da parentalidade:

– Auto Controle: Aprenda a administrar primeiro seus próprios sentimentos para poder agir de maneira eficaz e ensinar seu filho a fazer o mesmo.

– Compaixão: Veja seu filho onde ele está, não onde você espera que ele esteja.

– Colaboração: trabalhe junto com seu filho e seu par para encontrar soluções para os desafios diários, em vez de impor suas regras a eles.

– Coerência: Faça o que você diz que vai fazer – frequentemente.

– Celebração: Reconheça o que está funcionando e faça mais isso, dia após dia.

“A celebração é reconhecer e validar os passos positivos que você vê. Quando você reconhece e valida seus sucessos e esforços, você está melhorando sua autoestima. Você está alimentando sua resiliência e autoconfiança. ”

Quando um diagnóstico de TDAH é finalmente feito, a Dra. Saline diz que devemos oferecer a oportunidade de entender melhor o passado e, em seguida, colocar em prática o apoio acadêmico e comportamental que fará a diferença daqui para frente. Criar oportunidades para o sucesso pode ajudar a reconstruir e fortalecer o senso de autoestima de uma criança ou adolescente.

“Uma das coisas mais importantes depois de ter um diagnóstico de TDAH é aprender a como lidar com as habilidades e as emoções”, diz ela.

A autoestima é um processo

Um diagnóstico é apenas o começo do processo para ajudar a fortalecer a autoestima. Ele nos esclarece por que existem as dificuldades e nos dirige para o que pode ser feito para enfrentar esses desafios.

“Os adultos têm que processar anos de vergonha e pesar, e até auto-aversão, que eles internalizaram”, diz a Dra. Saline. “Com crianças, podemos ajudá-las a evitar um pouco disso. Eu gostaria que as pessoas realmente percebessem o que elas gostam em si mesmas. Sinta isso e viva o máximo que puder.”

A Dra. Saline diz que espera que as pessoas com TDAH experimentem seus talentos e pontos fortes junto com seus sintomas de TDAH como parte de um cenário maior – e com um pouco de humor.

“Eu gostaria que eles pudessem dizer:” Sim, assim é como eu sou. Eu sou muito bom nisso, mas eu não sou tão bom naquilo. E é por isso que tenho sistemas personalizados e pessoas que me ajudam “, diz ela.

Fonte:

Artigo adaptado e traduzido do texto publicado no CHADD, ADHD Weekly, em 08 de Agosto, 2019

https://chadd.org/adhd-weekly/how-does-an-adhd-diagnosis-affect-self-esteem/

 

 

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TDAH HACKATHON – APROFUNDANDO O OLHAR PARA O APLICATIVO FOCUS

TDAH HACKATHON – APROFUNDANDO O OLHAR PARA O APLICATIVO FOCUS

Participe de uma experiência de cocriação e design de solução digital para aprimoramento do app Focus.

Público-alvo: profissionais e estudantes da área da saúde, comunicação, informática e áreas afins, pacientes com TDAH e seus familiares.

Programa:

Etapa 1: 13 e 14 de Setembro 2019

Sexta

18h00 – Abertura

18h30 – TDAH Talk

19h30 – Intervalo

19h45 – Formação dos grupos

20h00 – Dinâmica Entender I

21h00 – Encerramento

 

Sábado

09h00 – Abertura

09h15 – Dinâmica Entender II

10h15 – Intervalo

10h30 – Dinâmica Entender II

11h30 – Dinâmica Experimentar

12h00 – Intervalo de almoço

13h30 – Dinâmica Cocriar

15h00 – Oficina de pitch

16h00 – Demo day

16h45 – Intervalo – banca

17h15 – Anúncio dos finalistas e encerramento

 

Etapa 2: 7 de Dezembro 2019

Sábado

09h00 – Abertura

09h15 – Dinâmica Prototipar I

10h15 – Intervalo

10h30 – Dinâmica Prototipar II

12h30 – Intervalo de almoço

14h00 – Dinâmica Validar

15h30 – Apresentações

16h30 – Intervalo – banca

17h00 – Anúncio dos ganhadores e encerramento

 

*Inscrição gratuita*

Vagas limitadas

R$ 10.000,00 para a equipe vencedora

Inscreva-se: www.fundacaomedicars.org.br

 

Informações:

eventosfundmed@hcpa.edu.br

Fone: (51)3332.6840

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RAZÕES PELAS QUAIS É DIFÍCIL MANTER AMIGOS QUANDO VOCÊ TEM TDAH

RAZÕES PELAS QUAIS É DIFÍCIL MANTER AMIGOS QUANDO VOCÊ TEM TDAH

Fazer amigos e manter amizades pode ser uma luta para adultos com TDAH. Cynthia Hammer, coach de TDAH, fornece algumas informações sobre relações sociais e TDAH, além de dicas para ajudá-lo a melhorá-las.

Por que as amizades são difíceis quando você tem TDAH

Uma das melhores maneiras de encontrar a felicidade em sua vida é através de amizades próximas. Mas se você tem TDAH, já sabe que encontrar e manter essas amizades pode ser muito mais difícil do que parece.

Hammer diz que muitas vezes ficamos tão envolvidos em nossas próprias vidas, na tentativa de gerenciar tudo o que está acontecendo, que, muitas vezes, deixamos de pensar nos outros e o que poderíamos fazer por eles.

Seguem algumas razões pelas quais Hammer diz que o TDAH pode causar problemas para manter amigos:

Você se sente sobrecarregado. Quando estamos sobrecarregados, até pensar em fazer mais uma coisa é demais. Se essa “mais uma coisa” for para outra pessoa, ela pode facilmente nunca chegar aos nossos radares pessoais.

Você acha que não é importante. Nós nos convencemos de que as amizades não são importantes, ou acreditamos que a oportunidade de mostrar a um amigo que nos importamos com ele e que ele é importante para nós vem e vai frequentemente. Assim, parece não importar se você sente falta de alguns deles. Mas amigos que não se sentem reconhecidos e apreciados podem cair no esquecimento e, possivelmente, se questionem: “O que há nessa relação para mim?”

Você fica entediado. Algumas pessoas com TDAH gostam de ter amigos, mas muitas vezes se sentem entediadas com eles, precisando de uma pausa. Elas acham difícil ser consistente em desfrutar regularmente de sua companhia, lhes dando atenção e mostrando boa vontade.

Você dá preferência a interesses em detrimento das pessoas. Às vezes, permitimos que algo tenha maior prevalência em relação a como usamos nosso tempo. Por exemplo, você pode optar em aprender a usar um novo videogame a ir ao cinema com um amigo, se isso lhe interessar mais.

Você é inconsistente. Comportamento instável e irregular, como agir como se você quisesse estar com alguém um dia, mas depois não querer vê-lo novamente por vários meses, não é a maneira de lidar com amizades. A pessoa que tem esse tipo de amizade pode se sentir usada e achar que você só entra em contato com ela quando não tem nada melhor a fazer.

Você tem uma memória fraca. Um desafio adicional para muitas pessoas com TDAH é uma memória fraca. Quais são os nomes dos três filhos do seu melhor amigo? Quem está para ganhar bebê? Ser informado desses tipos de detalhes pessoais e depois não se referir a eles em conversas futuras representa um enorme obstáculo para a criação de relacionamentos de longo prazo.

As pessoas querem sentir que são importantes – que suas atividades, sucessos e fracassos são compartilhados e valorizados por seus amigos. Amigos que consistentemente dizem “não me lembro disso” ou “esqueci que você me disse isso” dão a impressão de que eles não se importam o suficiente para lembrar.

Você evita assuntos que são importantes para seus amigos. Se você evitar certos assuntos porque não se lembra de informações importantes, dificilmente criará um relacionamento de longo prazo. Quando você é incapaz de compartilhar memórias e detalhes do seu tempo juntos, você dá a impressão de que não está realmente interessado em seus amigos e não valoriza a amizade deles.

7 maneiras de melhorar suas relações sociais

De acordo com Hammer, estes são os passos que você pode seguir para melhorar suas amizades:

Estar ciente. O primeiro passo para melhorar as interações sociais é tornar-se consciente de que o que você está fazendo é prejudicial. Monitore-se. Você está ouvindo ativamente? Caso contrário, comprometa-se com o fato de que, no próximo mês, você se concentrará completamente em ser um bom ouvinte. Se você disser alguma coisa, será apenas para fazer uma pergunta simples e curta, para esclarecer ou expandir o que o orador está dizendo.

Repita. Se você está ouvindo uma outra pessoa, ocasionalmente pergunte se você pode repetir o que ouviu e, em seguida, faça isso de forma simples e concisa. Não adicione nada. Dê a ela uma chance de dizer se você entendeu corretamente o que ela disse e, em seguida, deixe-a prosseguir enquanto você retorna ao seu papel como o bom ouvinte. Pratique, pratique, pratique estas habilidades.

Não interrompa. Você está interrompendo os outros? Mais uma vez, a conscientização é a chave. Torne-se consciente de si mesmo em suas interações. Se você está interrompendo as pessoas, tome medidas para parar. Quando você sentir este desejo, tome um gole de água, faça uma anotação, respire fundo e segure por um segundo, ou pense em “relaxar”. Não interrompa, mas, se o fizer, reconheça imediatamente, peça desculpas por interromper e incentive o orador a prosseguir.

Atenha-se ao tópico em questão. Se você tiver a tendência de mudar de assunto e sair por uma tangente não relacionada, conscientize-se e pare. As pessoas não apreciam e não veem isto com bons olhos.

Decida o quanto você valoriza suas amizades. O ato de prestar atenção suficiente aos seus amigos reflete no quanto você quer melhorar seus relacionamentos. Quanto você valoriza ter boas amizades e o que você está disposto a fazer para obter e mantê-las? Boas amizades não acontecem simplesmente. Eles demandam carinho e cuidado. Você está disposto a fazer o que é necessário? Você fará das boas amizades e relacionamentos uma prioridade? Quando você tem a escolha entre aprender sobre o seu novo computador e ir a um cinema com um amigo, você vai colocar um valor maior em conviver com o amigo por causa da recompensa a longo prazo? A escolha é sua.

Organize-se para nutrir seus relacionamentos. Quando estiver conversando com um amigo, faça planos para a próxima vez em que vocês se reunirem, se comprometa com ele e adicione o compromisso em seu calendário.

Aprenda a usar um App ou software que irá lembrá-lo de datas importantes, como aniversários, etc. Obtenha todas as informações de contato para cada um dos seus amigos salvos no seu celular. Compre cartões e selos variados para fazê-lo lembrar facilmente dos aniversários. Ao fazer compras, pegue alguns itens que você pode usar como presentes inesperados para seus amigos. Ou compre ingressos para alguma atividade e peça para eles irem com você.

Deixe seus amigos saberem o quanto eles significam para você. Propositadamente, diga-lhes o quanto você aprecia a amizade deles, o quanto você aproveita o tempo que passam juntos e o quanto está ansioso para marcar algo numa próxima oportunidade. Não deixe passar muito tempo sem entrar em contato com aqueles cuja amizade você mais valoriza.

Dicas para lidar com a falta de memória

É um dos desafios mais difíceis listados aqui e, infelizmente, a falta de memória não vai desaparecer, diz Hammer. Seguem estratégias para minimizar o impacto:

Anote sobre seus amigos, incluindo seus gostos, interesses, relacionamentos importantes e atividades, e revise-os antes do próximo encontro.

Inscreva-se em um serviço que enviará cartões de aniversário e outros eventos importantes para você. Você pode configurá-lo para o ano inteiro de uma só vez.

Anote os nomes de quem você conheceu recentemente e revise-os ocasionalmente.

Prepare-se antes de se encontrar com alguém que você não vê há algum tempo. Pergunte sobre o que você sabe que é importante para ele e o que está acontecendo em sua vida. Demonstre que você se lembra de detalhes importantes das coisas que ele lhe contou.

As pessoas com TDAH têm muito a contribuir para relacionamentos – entusiasmo, criatividade, energia, humor e muito mais. Não esconda dos outros essas qualidades incríveis, não lhes dando a chance de conhecê-lo melhor.

Ao aprender e praticar técnicas simples para interações sociais saudáveis, você estará a caminho de uma recompensa de bons relacionamentos e de amizades consistentes.

Artigo traduzido e adaptado do Very Well Mind, escrito por Keath Low, em 31 de julho de 2019.

https://www.verywellmind.com/how-to-make-friends-when-you-have-adhd-20402?utm_source=NRC-CHADD+Master+List&utm_campaign=a5e9c73255-EMAIL_CAMPAIGN_2018_12_18_04_09_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_2985b6fcb4-a5e9c73255-48366109

 

 

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