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O QUE A MEDICAÇÃO PARA TDAH PODE E NÃO PODE FAZER

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Post Series: TDAH & Cérebro

Seu filho foi recentemente diagnosticado com TDAH e, junto com um encaminhamento para terapia comportamental, ele recebeu uma receita para medicação. Talvez, você espere que isso seja uma cura milagrosa ou esteja preocupado que isso signifique uma dependência vitalícia da medicação. O mais provável é que os resultados estejam em algum lugar entre estas duas opções.

O que a medicação para TDAH não fará

Em cerca de metade de todas as crianças diagnosticadas com TDAH, alguns ou todos os sintomas desaparecem à medida que elas amadurecem. Algumas não se qualificarão para um diagnóstico de TDAH na idade adulta.1

Este não é um resultado de qualquer medicação que elas tenham tomado – não há “cura” para o TDAH, mas sim, uma parte normal de desenvolvimento em alguns indivíduos com TDAH.

“Os sintomas que controlamos com medicamentos estão tipicamente relacionados à capacidade de manter e finalizar as coisas. Isso é diferente da capacidade de viver uma vida organizada”, diz Craig Surman, MD. Surman é professor assistente de psiquiatria na Harvard Medical School e membro do conselho do National Resource Center on ADHD (CHADD).

Dr. Surman observa que qualquer medicação pode ter efeitos colaterais, que variam de dores de cabeça e de estômago ocasionais à insônia, alterações na visão, problemas de circulação e irritabilidade. Mas, nem todos sentem efeitos colaterais. Tomar a medicação correta para TDAH não significa sequer que a pessoa se sentirá “diferente” – mesmo que a medicação ajude a pessoa a acompanhar e a gerenciar seu tempo, seu foco e sua memória sobre as coisas.

O que a medicação para TDAH pode fazer

“Se houver comprometimento funcional em dois ou mais papéis, então, o tratamento com medicação” é absolutamente necessário, diz o Dr. Surman. Isso significa que qualquer pessoa que tenha alguma combinação de hiperatividade, impulsividade e desatenção seria beneficiada por algum tipo de medicação para TDAH.

Medicamentos passam por testes extensivos antes de serem colocados no mercado e tudo que é prescrito como tratamento para o TDAH é considerado seguro para uso em longo prazo também. Ainda, há várias questões que o médico considerará. Os medicamentos podem ser genéricos ou de marca. Eles também podem ser administrados de diferentes maneiras, inclusive como líquido, em cápsula ou comprimido ou como um adesivo aplicado na pele.

Os efeitos da medicação duram diferentes períodos de tempo. Os medicamentos são categorizados como liberação imediata, liberação sustentada e liberação prolongada, dependendo de quanto tempo duram seus efeitos. Certifique-se de ler atentamente as informações que acompanham a receita para que você saiba com que frequência a medicação precisa ser tomada.

Dr. Surman também sugere que você considere uma “folga ocasional da medicação” do seu filho. Contudo, é necessário ter cautela na hora de avaliar esta pausa. Para algumas crianças pode ajudar, mas, para outras, pode agravar o quadro. Como saber?

Confira abaixo uma breve lista de prós e contras da pausa na medicação:

Por que fazer uma pausa na medicação do TDAH?2

– A pausa na medicação pode aliviar efeitos colaterais. Falta de apetite, perda de peso e problemas para dormir podem ser efeitos recorrentes da medicação.

– Não machucará seu filho. Sim, pausar o tratamento pode fazer com que sintomas voltem, mas não gerará doenças ou questões graves.

– Pode ser uma chance de ver quais tratamentos funcionam melhor sozinhos. Às vezes, psicoterapia ou neurofeedback podem funcionar tão bem quanto a medicação. Durante a pausa do tratamento medicamentoso, você poderá avaliar com mais precisão.

Por que não fazer uma pausa na medicação do TDAH?

– Os sintomas podem retornar – e ainda mais graves. Hiperatividade, impulsividade e déficit de atenção podem voltar após um dia ou dois sem medicação.

– Você precisará ter cuidados redobrados. A medicação ajuda crianças com TDAH a prestarem atenção durante tarefas que podem ser perigosas. A medicação pode, inclusive, reduzir a chance do seu filho tomar atitudes de risco, como beber ou fumar. Esteja preparado para ficar ainda mais atento.

– Pode levar tempo para a medicação voltar a funcionar. Algumas medicações não estimulantes levam dias ou semanas para funcionar da forma adequada. Lembre-se disso.

Importante manter em mente:

– Nunca pare a medicação antes de falar com o médico. Discuta com os professores também, pois eles poderão auxiliar no acompanhamento de mudanças comportamentais.3

– Pausas na medicação não são a única opção. Seu médico pode recomendar reduzir as doses ou mudar o remédio.

– Se mesmo assim você optar por pausar o tratamento medicamentoso, lembre-se que outros tipos de terapia ajudarão a reduzir os sintomas.

Fontes:

1 WHAT ADHD MEDICATION CAN AND CAN’T DO. THE NATIONAL RESOURCE CENTER ON ADHD. Disponível em: <http://www.chadd.org/Understanding-ADHD/About-ADHD/ADHD-Weekly/Article.aspx?issue=d2018-08-02&id=570 >. Acesso em: 31 de agosto de 2018.

2 SHOULD YOUR CHILD TAKE AN ADHD MEDICATION BREAK?. WEBMD. Disponível em: <https://www.webmd.com/add-adhd/childhood-adhd/adhd-medication-hiatus-benefits#1>. Acesso em: 31 de agosto de 2018.

3 MANAGING MEDICATION FOR CHILDREN AND ADOLESCENTS WITH ADHD. THE NATIONAL RESOURCE CENTER ON ADHD. Disponível em: <http://www.chadd.org/Portals/0/Content/CHADD/NRC/Factsheets/medication.pdf>. Acesso em: 31 de agosto de 2018.

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